Como investir no exterior?

  • 19/12/2019
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Como investir no exterior?

O Brasil e os países latino-americanos como proporção do PIB mundial, tem um peso mínimo, de menos de 95%. Se formos avaliar o mercado de renda variável, a representatividade da América Latina é ainda menor, sendo menos de 2% do mercado global. Ainda assim, a alocação dos investidores latino-americanos, em geral, tem uma concentração superior a 95% em ativos de mercados locais, como pode ser visto no gráfico abaixo elaborado pelo J.P. Morgan Asset Management para o 1º trimestre de 2019:

Universo de investidores latino americanos

Além disso, a exposição setorial nos países latino-americanos é muito mais concentrada em alguns setores, como o financeiro, de materiais e de energia do que o mercado de capitais global. Da mesma forma, alguns setores muito promissores da economia global, como o de tecnologia e saúde, tem pouquíssima representatividade nas bolsas da América Latina.

Exposição por setor

Pensando na economia globalizada na qual vivemos atualmente, será que isso faz sentido?

Investir no exterior tende a melhorar a diversificação da sua carteira local e permite a exposição a certos ativos e certas empresas que não existem aqui. Sendo assim, descreveremos as principais formas de realizar investimentos no exterior.

Fundos de investimento

A maneira mais simples de se investir no exterior é com fundos de investimento. Com eles você delega a tarefa de escolher os melhores ativos a um gestor profissional especializado no assunto, o que é importante, já que a complexidade dos investimentos no exterior é bastante grande.

Além disso, como esses fundos são domiciliados no Brasil, você está sujeito apenas à legislação local, o que também é positivo. É possível inclusive que uma parte do seu patrimônio já esteja investida no exterior, tendo em vista que diversos fundos, em especial os Multimercados, incorporam estratégias no exterior dentro do seu portfólio no limite legal de 20% que é permitido.

Fundos de investimento no exterior

Fundos com essa denominação aplicam quase todo o seu patrimônio fora do Brasil. Apesar disso, esses fundos são destinados a investidores qualificados, que são aqueles que possuem pelo menos R$1 milhão de patrimônio investido, limitando o acesso desses fundos para o pequeno investidor.

BDRs

Os BDRs são recibos de empresas estrangeiras negociados na bolsa brasileira. Com eles, você pode investir em uma série de empresas diretamente na nossa bolsa local, sem o trabalho de precisar mandar o seu dinheiro para o exterior para negociá-lo em bolsas estrangeiras.

Hoje existe uma quantidade relativamente alta de BDRs à disposição do investidor brasileiro, no entanto, infelizmente, eles também são de acesso restrito aos investidores em comum. Os BDRs Nível 1, que são os mais fáceis de achar, também são destinados apenas a investidores qualificados.

ETFs

ETFs são fundos negociados na bolsa de valores que buscam replicar índices de mercado. Os ETFs buscam replicar índices da B3 (como por exemplo o IBOVESPA), no entanto existem alguns que replicam o comportamento de índices estrangeiros, como por exemplo o S&P 500 (índice das 500 maiores ações negociadas nos Estados Unidos, elaborado pela S&P).

Utilizando o homebroker da sua corretora você pode procurar os tickers dos ETFs (como por exemplo o IVVB11 ou SPXI11) e comprar as cotas desses ETFs que estão sendo negociadas na bolsa.

Felizmente o investimento em ETF é mais fácil para o pequeno investidor e com cerca de R$1.400,00 você pode comprar um lote desses ETFs.

Investimento direto no exterior

Outra maneira de investir no exterior é abrindo uma conta diretamente em alguma corretora domiciliada no país que você deseja investir. Após a abertura da conta é possível investir diretamente nos ativos listados no país.

O próximo passo é o envio de uma remessa para a sua conta no exterior, sob a qual incide IOF. Com o dinheiro na sua conta no exterior, ele pode ser investido com uma corretora. Você só deve prestar atenção eventualmente nas regras locais, em especiais as da receita do país escolhido, para que você não deixe de pagar os impostos devidos tanto no Brasil quanto no exterior.

COE

Outra opção popularizada recentemente são os COEs. Eles são ativos complexos, estruturados por alguns bancos internacionais utilizando derivativos e disponibilizados no mercado brasileiro.

Eles permitem a exposição a uma cesta específica de ativos no exterior. Além disso eles podem oferecer proteções, limitando as altas e baixas.

Os COEs, no entanto, costumam ter um prazo específico de investimento e muitas vezes não é possível resgatar o seu dinheiro antes desse prazo. No caso de COEs é sempre muito importante verificar as particularidades do ativo específico que você está comprando, já que eles são customizáveis para atender às demandas de diversos tipos de investidores diferentes.

Conclusão

Hoje em dia existem diversas opções diferentes para quem deseja investir no exterior. Elas têm características bastante diversas entre si, portanto fique atento à que melhor atende à sua necessidade antes de optar pelo investimento e fique alerta aos riscos e ao retorno esperado do investimento que escolher.

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