Como fazer investimentos no exterior?

  • 15/05/2021
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A busca por investimentos no exterior tem se tornado cada vez mais comum entre os investidores brasileiros.

A ideia principal neste caso é explorar oportunidades em ativos fora do país, buscando uma melhor relação entre risco e retorno e diversificação da carteira de investimentos. A baixa correlação entre os ativos internacionais e brasileiros pode servir como proteção para a carteira em eventos inesperados.

Veja neste artigo as opções para realizar investimentos no exterior e seus prós e contras.

Investimentos no exterior

Realizar investimentos no exterior tende a melhorar a diversificação da carteira e permite a exposição a ativos e empresas que não estão disponíveis no Brasil.
Porém, antes de decidir por este tipo de investimento, é preciso avaliar alguns aspectos, entender como funciona as diferentes formas de investir no exterior e se informar dos impostos e taxas que serão cobrados.

Formas de investimentos no exterior

Antes de mais nada, é preciso entender as formas de se expor ao mercado internacional.
Você pode investir de forma direta, indireta ou ambas.

De forma direta, você irá investir diretamente em uma ação, o que requer conhecimento e tempo para analisar e acompanhar as ações que você deseja investir.

Já de forma indireta, você pode investir no mercado de ações por meio de um fundo de investimento de gestão ativa ou um fundo de gestão passiva – mais conhecido como ETF.

Dessa forma, você precisa de mais cuidado ao escolher, pois deve procurar um bom gestor, conhecer o índice que o fundo replica ou buscar a ajuda de um profissional qualificado – o que é mais recomendado caso você não tenha certeza do que está fazendo.

Apesar das diferenças, entendemos que não existe a melhor opção para qualquer investidor. O tempo, conhecimento, capacidade financeira e objetivos são os fatores que definem qual a melhor e mais viável opção para você.

Dadas as formas de investir, vamos conhecer as opções e os prós e contras para que você possa identificar aquela que mais faz sentido para o seu perfil e capacidade.

Opções de investimentos no exterior

ETFs

Os ETFs – Exchange Traded Funds – são fundos que buscam replicar índices de mercado, como o Ibovespa, por exemplo.
Alguns desses fundos replicam o comportamento de índices estrangeiros. Um dos ETFs mais conhecidos é o IVVB11, fundo que replica o índice S&P 500, que é composto por 500 empresas cotadas nas bolsas nos Estados Unidos, elaborado pela S&P.

Saiba mais: As 10 principais Bolsas de Valores do mundo

Fundos de investimentos

Investindo em fundos de investimentos você delega a tarefa de escolher os melhores ativos a um gestor profissional especializado no assunto, o que é importante, já que a complexidade dos investimentos no exterior pode ser grande.

Os fundos de investimentos buscam superar um índice e podem ser focados em ações globais ou mesclados com outras estratégias. Não necessariamente precisam estar expostos à variação do dólar, pois existem fundos que oferecem proteção contra a variação do câmbio.
Uma vantagem dos fundos de investimentos é que eles estão domiciliados no Brasil, portanto, é considerada a legislação brasileira.

STOCKS/Ações no exterior

As stocks, como são conhecidas, são as ações negociadas nas bolsas de valores dos Estados Unidos. Para investir nesta modalidade, você precisa de uma conta em uma corretora americana. Este tipo de investimento possui alguns prós e contras:

Prós:

  • Isento de imposto de renda na venda até R$35 mil;
  • Maior oferta de ativos – devido ao mercado americano ser repleto de empresas listadas;
  • Maior liquidez – tempo em que um investimento pode ser transformado em dinheiro resgatado
  • O dólar é usado como moeda para as transações

Contras:

  • Corretagens (taxas cobradas pelas corretoras para realizar as operações);
  • Custo de remessa internacional (tanto para enviar, como para trazer o dinheiro de volta);
  • IOF (tanto para enviar, como para trazer o dinheiro de volta);
  • Imposto sobre herança de até 40% (isento até 60 mil dólares) – Ou seja, se o titular dos investimentos falecer e tiver valor superior a 60 mil dólares em ações internacionais, os herdeiros terão que pagar até 40% de impostos para a sucessão.
  • Precisa abrir uma conta lá fora – atualmente, existem corretoras domiciliadas no Brasil que facilitam essa abertura de conta no exterior.
  • Maior complexidade na declaração de IR

BDR – No Brasil

Os BDRs – Brazilian Depositary Receipt (Certificado de Depósito Brasileiro) – são recibos negociados na Bolsa brasileira que replicam o comportamento de ações de empresas estrangeiras.

Com os BDRs, é possível investir em diversas empresas estrangeiras diretamente na B3, sem o trabalho de precisar mandar o dinheiro para o exterior. Veja os prós e contras dessa modalidade:

Prós:

  • Mais simples, direto da sua corretora no Brasil;
  • Facilidade na declaração de Imposto de Renda
  • Não paga remessa internacional

Contras:

  • Spread (diferença entre a taxa conseguida pela instituição e a taxa cobrada ao investidor) na cotação (quanto maior a liquidez menor o spread);
  • Taxa sobre o dividendo (em torno de 5%);
  • Menor oferta de ativos;
  • Menor liquidez;
  • 15% de IR na venda

Neste caso, os custos acabam sendo majoritariamente a taxa dos dividendos.

Outro detalhe importante é que, investindo em BDR, você se expõe não apenas à variação do preço da empresa, mas também é sensível à variação do dólar. Ou seja, em caso de desvalorização da ação de uma empresa, se torna um ponto contra, porém, quando a ação valoriza, o BDR – por ser um recibo – representa a mesma rentabilidade, acompanhando a cotação da empresa, sendo um ponto pró para o investimento.

Investimentos direto no exterior

Outra maneira de investir no exterior é abrindo uma conta diretamente em alguma corretora domiciliada no país que você deseja investir. Após a abertura da conta, você envia a remessa – sob a qual incide IOF – e é possível investir diretamente nos ativos listados no país.

A ideia aqui, além de investir em ações, é a possibilidade de escolher outros tipos de produtos do país, como títulos públicos e fundos de investimentos, por exemplo.

Um ponto de atenção ao abrir uma conta em uma corretora no exterior são as regras do país escolhido – em especial as regras da Receita Federal – para que você não deixe de pagar os impostos devidos, tanto no Brasil quanto no exterior.

COE

O Certificado de Operações Estruturadas – COE – é um ativo financeiro que junta elementos da renda variável e da renda fixa para potencializar o retorno esperado e diminuir os riscos. Ou seja, ele oferece exposição aos retornos da renda variável, mas possui as características da renda fixa.

Os COEs permitem a exposição a uma cesta específica de ativos no exterior, além de oferecer proteção, pois limitam as altas e baixas.

Um ponto de atenção é que os COEs costumam ter prazos específicos de investimentos e, muitas vezes, não é possível resgatar o dinheiro antes do prazo estipulado.

No caso de COEs é sempre muito importante verificar as particularidades do ativo específico que você está comprando, já que eles são customizáveis para atender as demandas de investidores diferentes.

Conclusão

Podemos perceber que há excelentes opções para aqueles investidores que desejam ter uma exposição internacional em sua carteira, de forma simples e sem precisar tirar o dinheiro do Brasil.

As modalidades de investimentos no exterior possuem características bastante diversas entre si, por isso, antes de decidir, estude e pesquise as opções e fique atento a que melhor atende sua necessidade. Além disso, fique alerta aos riscos, custos e ao retorno esperado do investimento.

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