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  • 16/08/2019

Atual situação econômica do Brasil – Carta do Gestor

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Nunca é fácil

Já se passaram mais de 3 anos que Dilma Roussef deixou a presidência e Michel Temer assumiu, promovendo um verdadeiro “cavalo de pau” na condução da economia. Alguns sinais foram logo observados, especialmente nos ânimos de investidores e empreendedores. Estávamos no fundo do poço, mas ao menos teve-se a certeza de que havíamos parado de cavar e começamos a pensar em como subir de volta.

Temer governou por quase dois anos e meio, sofrendo forte pressão de todos os lados. Apesar de sua fama e histórico de bom articulador político, seu governo – nascido como o vice da chapa petista – não tinha aliados.

Mas desde a época em que Dilma ainda governava, era claro que o Brasil precisava de uma reforma da previdência. Dilma tentou, e conseguiu pouquíssimas alterações. Temer tentou uma proposta mais robusta, mas acabou sendo derrotado em suas duas tentativas. Mas se tem uma coisa positiva nisso tudo, é que ficou claro a todos que nosso modelo de previdência era injusto e que a reforma era necessária.

Finalmente, no último mês de julho tivemos a reforma definida pelo congresso e aprovada, com uma votação muito expressiva.

Confira a nossa análise semanal do cenário macroeconômico com foco nos investimentos, por Alexandre Amorim, CGA.

E essa reforma nos deixou alguns legados. O primeiro deles foi o protagonismo e fortalecimento do congresso. Numa democracia é imprescindível que os poderes – legislativo, executivo e judiciário – sejam fortes e, a muito, nosso congresso vinha perdendo força e, quando não, sendo desmoralizado. Com isso, abre-se caminho agora para outras reformas que são essenciais para diminuir o tamanho e interferência do estado, tornar o Brasil mais eficiente, competitivo e inclusive, mais justo.

Considerando economia e desenvolvimento, vale colocar também que, a tempos, não se via um governo com uma equipe tão coesa. Ministérios da economia, desenvolvimento, desestatização e todas as secretarias ligadas estão muito firmes no propósito de melhorar a eficiência do país. Isso fica muito claro nos discursos dos ocupantes desses cargos.

Mas apesar disso, como sempre, as coisas não são fáceis no Brasil. Além disso, as próximas reformas deverão ser mais difíceis de serem implementadas, tanto pelo fato de serem mais complexas como por mexerem com interesses e práticas muito arraigadas.

Outro ponto que vale a pena citar é que, apesar disso tudo, os sinais de melhora ainda são tímidos. Nossa economia está demorando a decolar, ainda temos um alto desemprego, salários caindo e confiança em baixa. Mas, diferente de outros momentos, dessa vez o crescimento está se dando sem nenhum estímulo externo (como foi na década passada) nem com estímulo público (como foi no início dessa década). Dessa vez temos um caminho muito mais bem alicerçado, que pode conduzir o Brasil de uma forma muito mais consistente no caminho do crescimento.

Mas, quando as coisas começam a ficar melhores aqui, o cenário mundial começa a ficar muito difícil.

As tensões entre as duas maiores potências do mundo só crescem. Por duas vezes, ao longo desse ano, ouvimos declarações de que o acordo entre elas já estava 90% certo. Mas ao que tudo indica, esses 10% serão muito difíceis de se acertar.

Desde o início, temos a percepção de que esses embates são muito mais do que uma guerra comercial ou de tarifas. Trata-se da luta dos EUA pela manutenção de sua hegemonia econômica. E não vemos sinais de que uma solução seja alcançada no curto ou médio prazos. Ao que tudo indica, essa é a guerra fria do século XXI.

Esse embate entre as duas potencias tem se caracterizado pelo aumento do protecionismo e de incertezas, o que prejudica fortemente a atividade global. E um dos principais prejudicados tem sido a Europa, cuja atividade continua desacelerando, especialmente na Alemanha.

Uma das maiores preocupações é que já não existem mais muitas opções de estímulo econômico – as taxas de juros estão em níveis muito baixos e os balanços dos bancos centrais inchados.

Portanto, depois de começar uma arrumação da casa de forma consistente, não temos um cenário externo propício ao desenvolvimento da nossa economia. Mas o caminho para o crescimento aqui é tão longo – há tanta coisa por fazer e tanta melhoria a ser promovida – que podemos sim ter um cenário benigno independente da economia mundial. Se o mercado lá fora não ajudar, podemos crescer. Se ajudar, podemos voar! Mas… repetindo o que sempre dizemos, “estamos andando em estradas brasileiras, mal sinalizadas, com buracos e cheias de problemas”. Mas temos convicção de que estamos no caminho certo!

Resumo
Atual situação econômica do Brasil - carta do Gestor
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Atual situação econômica do Brasil - carta do Gestor
Descrição
A atual situação econômica do Brasil neste mês de julho.
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Comentário(s): 136

       
  1. Precisamos sim de um crescimento sustentável, mas como fazê-lo se muitos dos brasileiros não tem sequer a noção de como elaborar um orçamento mensal e investir na educação deste país é um fato onde o conhecimento traz consigo a capacidade de entender o que se fala, faz e principalmente poder ter a chance de crescer em todos os sentidos através da educação. tem um outro fator que não posso deixar de mencionar é a corrupção, que acaba por ruir a infra-estrutura da nossa amada nação. sem mais………

  2. tambem percebo que é isso que vai acontecer essas viagens ao exterior vai trazer grandes beneficios para o Brasil, inclusive o Governo acordou para o tamanho da maquina e servidores inúteis que somente honeram o País ou seja menos Estado mais cidadão ainda entendo que a reforma mais importante é a redução da carga tributária inclusive com redução IPI, ICMS, cofins e demais como ITBI e ITBI E CAUSA MORTE sem deixar de fora IPVA E SIVA.

  3. Olá pessoal excelente abordagem e comentários. Bom, ao desestimular os cursos técnicos o estado deixou gerações de pessoas sem conhecimentos técnicos para inovar, isso veio do governo FHC pai com louvores para o inicio do caus. Hoje temos um bando de gente que não sabe das tecnologias de automóveis, telefones, desenvolvimento de software, nano tecnologia, robótica engenharias tudo vem de fora. Gostaria de chamar a atenção das autoridades referentes a quantidade de chineses, haitianos entre outros tomando todos os espaços dos brasileiros. Trata-se de uma invasão silenciosa onde a maioria não entende a língua e dão rizadas da forma como se fala e dão rizadas dos gatos, cachorros, comidas e desgraças alheias em aplicativos e vendo novelas. Sinceramente, não vejo nos proximos 30 anos o Brasil, a geração 2000 esta completamente perdida e se tomar as redias na mão agora isso levara pelo menos 10 anos para estabilizar. Educação já imediatamente novas atitudes são URGENTES a serem tomadas. Congresso nacional pare de mexer nas leis a cada segundo, ninguém aguenta mudar as regras a toda hora e agencias de regulação que são um inferno que privilegia grandes capitais e arrebenta as micro e pequenas empresas. Menos regulamentos mais trabalho. As vezes tenho a impressão que estamos no seculo XV com resquícios do Seculo XXI. Bom em breve nas próximas duas décadas estaremos mudando nosso biotipo brasileiro para asiáticos, melhor aprender chines urgente.

  4. menos ganancia de políticos e pessoas que so querem levar vantagem sobre as outras, mais investimento em tecnologia para exporta para outros países. menos impostos e mais direitos para o povo brasileiro.

  5. Muito bom o texto.
    InfeliZmente o Brasil não sabe administrar seus recursos… E o problema de caixa 2 ao piora.

  6. Estes esclarecimentos, deveriam ser utilizados em palestras aos estudantes deste o fundamental ao superior, só assim teríamos para o futuro uma geração consciente sobre gestão e não a alienação ideologicas

    1. Antonio, boa tarde!
      Agradecemos por ser nosso leitor!
      Uma boa forma de estar bem informado é assinando gratuitamente o podcast semanal do nosso gestor, Alexandre Amorim, https://www.parmais.com.br/conteudos-gratis/podcast-de-investidor-para-investidor/ e conhecer nossa página de materiais gratuitos, com cursos, guias, ferramentas, planilhas. Acreditamos que serão úteis para você! https://www.parmais.com.br/conteudos-gratis/
      Desejamos uma ótima semana!

  7. O Brasil tinha que dar essa parada de arrumação.Sergio Moro apenas foi um juiz que abriu as portas dos arquivos da corrupção sistemática.Há anos vínhamos sofrendo com depressão econômica ,antes das prisões dos chamados empresários e políticos corruptos.Estamos numa nova fase ,boa Era. Logo percebeu-se que o assalto ao estado era descomunal e que os mais pobres estão pagando,sem dó. Aqueles que se dizem ao lado dos oprimidos são os mais ricos às custas da população.Nessa nova era ,os políticos tradicionais ainda não entenderam que tem que mudar de lado. Os CORRUPTOS têm que se corrigir e aceitar a medicação pq doi menos.Vamos ajustar o país ao mundo moderno,contemporâneo.Ficamis atrasados esse tempo todo.Agora temos que correr e aprovar reformas TB dolorosas mas necessárias pois as outras gerações serao mais pobres ainda .São gerações com educação péssima e formação técnica zero. Muitos se entregaram aos narcos e estão morrendo cedo,assassinados pelos seus crimes ou dentro do trafico mesmo.As prisões estão mais que cheias e o judiciário está numa ilha de fantasia. O supremo tribunal federal ,infiltrado de políticos influenciando a proteção,escudo,blindagem de malfeitores.O quadro é grave,a terapia longa e dolorida .Ou aceitamos ou será guerra civil com desarmamento.Ainda bem que as FFAA estão ao lado do povo ao contrário dos parlamentares que só pensam em blindagem.

  8. Bom dia.
    Boa matéria.
    Alguns bons comentários, também.
    Estamos vivendo uma nova Era, da Informação. Porém, a nossa mentalidade ainda é provinciana. O mundo se globalizou. Ainda somos manipulados com qualquer notícia, ainda que falsa.
    Como podemos mudar nosso país,se não mudarmos e desenvolvermos. É difícil filtrar as notícias. Mas, lembremos que em uma Era de pouquíssimas informações, também éramos manipulados.
    Pode se fazer qualquer que seja as mudanças, mas se não crescermos em conhecimentos, sempre haverá um canalha desses que estão aos milhares nos poderes(executivo, legislativos,judiciário e militar), para assaltar nossa economia e manter uma nação BURRA.

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