• 06/07/2018

Atual situação econômica do Brasil – Carta do Gestor

atual situação economica do Brasil

O primeiro semestre do ano foi marcado pela volatilidade. E muitas coisas podem ser citadas como motivadoras dessa oscilação exacerbada que foi vista nos mercados. Aqui no Brasil temos a incerteza gerada pela indefinição do quadro político, a falta de uma agenda econômica e a greve dos caminhoneiros. Lá fora, a diminuição do crescimento na zona do Euro e da China, as medidas protecionistas e de estímulo ao crescimento interno nos EUA e as confusões de Donald Trump com outros líderes mundiais.

Recapitulando um pouco o que aconteceu aqui no Brasil nesse primeiro semestre, encerramos 2017 enterrando de vez a possibilidade de reforma da previdência, que é a maior preocupação em relação ao problema fiscal. O governo combalido não tinha nenhuma força no congresso e ficamos sem previsão de votação de qualquer agenda importante para a economia. Ou seja, estávamos ao “som do vento” até que houvesse a definição do quadro eleitoral.

Lá fora, desde novembro passado estavam claras as intenções de Trump para estímulo da economia interna via isenções e subsídios tributários e outras medidas protecionistas. O resto do mundo já entrava em “voo de cruzeiro”, com as economias se estabilizando e, consequentemente, gerariam a retirada de estímulos monetários.

Com tudo isso, começamos o ano com o mercado eufórico por aqui. Aparentemente os investidores enxergavam que, apesar de tudo, o Brasil ainda era um mercado que ofereceria potenciais de ganhos elevados. A bolsa subiu mais de 10%, dólar e juros caíram consideravelmente.

A partir de fevereiro começamos a ver a volatilidade imperar. Nos três meses que se seguiram, as ações começaram a apresentar sinais distintos. Enquanto a maioria das ações caíam, as empresas ligadas a commodities ainda apresentavam valorização. Dólar começou sua escalada de alta e os juros ainda mantiveram um padrão mais comportado.

Aí veio maio. A escalada do preço do dólar faz a Argentina tomar medidas drásticas. Pelo mesmo motivo, o Banco Central brasileiro resolve encerrar o ciclo de queda de juros de uma forma meio atabalhoada, o que confundiu o mercado. E pra fechar o mês, explode a greve dos caminhoneiros. Isso fez com que nossa bolsa de valores despencasse, devolvendo todos os ganhos do ano.

Mas ok. Temos sim motivos para gerar todas essas incertezas. O que diferencia a economia de janeiro, quando o mercado estava eufórico, de maio, o auge do pessimismo?

De fatos novos tivemos a greve dos caminhoneiros – que teve impactos diretos na atividade, inflação e na autoridade do governo. Lá fora, os rompantes de Trump que ameaçam uma guerra comercial com China & Cia pode gerar uma queda no comercio e, consequentemente, no crescimento da economia mundial. Todo o resto, já estava na pauta.

“O mercado é um pêndulo que sempre oscila entre um otimismo insustentável, que torna as ações muito caras, e um pessimismo injustificável, que as torna muito baratas.”.

Benjamim Graham

Não houve mudança significativa no quadro político local. Ainda há indefinição sobre as eleições, mas, por outro lado, aparentemente não há o risco de um candidato aventureiro sair vitorioso nas eleições. A previsão de crescimento do país em 2018 foi afetada sim, mas também não houve mudança significativa no cenário para crescimento das empresas.

Provavelmente, a principal perda ocorrida esse ano tenha sido a da confiança.

Assim como colocamos quando ocorreu a mudança de governo e equipe econômica, há dois anos, o aumento da confiança pode ser a mola propulsora para o próprio crescimento da economia. Da mesma forma, a falta de confiança leva pessoas e investidores a se retrair. Com um governo combalido e um novo ciclo prestes a iniciar, é normal que investimentos sejam adiados até que haja maior definição sobre a política econômica do país.

Entretanto, essa situação tem prazo de validade. Teremos eleição em outubro e, a partir daí, iniciaremos um novo ciclo. Entendemos como pouco provável que o próximo presidente se esquive dos problemas atuais, especialmente o fiscal, e que não há motivo para esse pessimismo exagerado.

Portanto, no momento é necessário manter a cabeça no lugar. Fazer o exercício de analisar a situação de cima e num horizonte mais longo para não se deixar levar tanto pela euforia, quanto pelo pessimismo exacerbado. Crises sempre existiram e vão continuar existindo e o mercado sempre será esse pêndulo citado por Benjamin Graham (ele citou essa frase a mais de 100 anos atrás), logo, a paciência e a atenção se tornam as maiores virtudes do investidor.

 

Alexandre Amorim, CGA, CFP®


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Resumo
Atual situação econômica do Brasil - carta do Gestor
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Atual situação econômica do Brasil - carta do Gestor
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A atual situação econômica do Brasil neste mês de junho.
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    • Uwe Mathieu
    • 27/01/2016
    Responder

    Eu , Uwe Mathieu , alemao , vivi por mais de 30 anos no Brasil , fui gerente industrial de uma empresa alema e consultor de grandes empresas brasileiras como a arcelormittal brasil , gruppo gerdau , vallourec & mannesmann , cvrd etc.Voltei para alemanha em 2010 e ficou perplexo com a situacao atual do brasil , pais que fui a minha segunda patria durante mais de 30 anos.Eu , particularmente achou que o brasil tem que criar vergonha na cara , arregacar as mangas e trabalhar seriamente e nao atraves do jeitinho.Alemanha perdeu duas guerras e esta ai , forte e firme ate abrigando milhoes de refugiados.O problema do brasil esta na falta de vergonha do povo brasileiro , porque nao e um povo serio.Nao se ganha a vida com falcatrua , corrupcao e falta de honestidade,se ganha a vida trabalhando seriamente , unido e com governantes serios e nao corruptos e pillandras.Caso que querem mais informacoes sobre o meu opinhao favor me contatar.

    sds
    Uwe Manfred Mathieu
    Brückstrasse 24
    58706 Menden (Sauerland)
    e-mail [email protected] Mobil 0049 015253350323

      • Juliano S Silva
      • 06/06/2018
      Responder

      Para minha infelicidade, se generalizarmos as coisas realmente fluem assim. O fato de todos quererem levar vantagem faz com que o custo de vida se torne muito alto. De alguma maneira reflexo de um governo tendendo a esquerda.

      • Darley de Oliveira Machado
      • 18/03/2018
      Responder

      palavras duras, mais reais. Somos povo, que ao longa da historia se acostumou ficar dependente do Estado e aceitar tudo , sem muito questionar.

    • Responder

      Discordo da sua opinião com relação ao povo brasileiro, sr Uwe. Até já cheguei a pensar como o sr. Porém, refletindo mais, percebi que sim, há muitos corruptos entre a população brasileira. Mas também há sim muita gente honesta e batalhadora. O grande problema em si é que, em geral, os honestos não tem a mesma vocação (por não achar palavra melhor) para a ação política como os desonesto tem. Ou talvez seja porque os honestos estão tão envolvidos (e esgotados) com o seu labor que não conseguem trazer ainda mais um peso pra seus próprios ombros: o peso da luta política.

        • Ralf Rodrigues
        • 03/04/2018
        Responder

        infelizmente os grandes corruptos estão ainda no poder e na mioria do controle desses fatores que nos atingem em cheio, devemos sim ir a luta e entender mais de ecinomia e politica, até pouco tempo atras não se falava de politica e economia como hoje atravez da internet aberta podemos nos expressar com mais notoriedade

      • JOSE GILBERTO MARTINS MANVAILER
      • 09/12/2017
      Responder

      Em primeiro lugar, concordo, parcialmente, com o alemão Uwe. De fato, o problema de corrupção no Brasil, é uma questão cultural, infelizmente! Algo que pode ser revertido, mas a longo prazo e com vontade e coragem para o enfrentamento. Não falo aqui, só por parte da casta política e governantes, mas sim, a participação do povo de um modo geral. Creio que é possível, mas com todo a certeza, a longo prazo. Alias, atitudes de ética, essencialmente, o que deve acontecer dentro de casa. Onde o pai ou a mãe, deva ensinar os filhos, dando exemplo do que é ser ético, honesto e probo e agir com retidão. Em segundo lugar, não concordo e não aceito que um cidadão estrangeiro, venha atribuindo de “conselheiro da retidão e honestidade” colocando-se “dono da verdade” esculachar o povo brasileiro de forma generalizada (colocando todos no mesmo saco). No Brasil, como em qualquer outro país do mundo, mesmo que em menor quantidade, há a corrupção! Inclusive em seu país. Portanto, Sr. Uwe, como brasileiro e cidadão que sou, inclusive, cumpridor de minhas obrigações, não posso aceitar sua opinião de forma como o Sr colocou aqui.

    • ailton de oliveira
    • 29/01/2016
    Responder

    Infelizmente, concordo com tudo que o senhor relator.
    gostaria de receber mas criticas, para repassar aos meu amigos e colegas, assim, quem sabe um dia possamos ser uma potência.
    atenciosamente,
    Ailton de Oliveira
    Corretor de imóvel

    • Elisângela
    • 06/03/2016
    Responder

    A maioria de nós,povo brasileiro,somos um povo batalhador e sofrido,não se deve generalizar dizendo que todos são corruptos e desonestos….infelizmente temos que conviver com uma minoria corrupta em nosso país ,mas que é suficiente para estragar toda uma nação.

      • Valério Gallea
      • 14/10/2017
      Responder

      Você esta certa, sou filho de italianos do norte da Itália e meu pai que apesar de gostar muito do país que nasceu não trocaria nunca este pais pela sua pátria.

      • Elizete
      • 08/10/2017
      Responder

      Muito bom seu comentário Elisângela gostei, com certeza não somos Todos corruptos estamos pagando o preço pelos os governantes, e o pior que confiamos em colocamos no governo e trair os brasileiros dessa forma, e lamentável , triste nossa situação e vergonhosa.

    • alana costa
    • 04/04/2016
    Responder

    Gostaria de receber em meu email estas informacoes

      • Par Mais
      • 05/04/2016
      Responder

      Ficamos muito lisonjeados com a sua atenção. Na próxima postagem do artigo da Carta ao gestor lhe informaremos. Veja também, nossas postagens antigas dessa serie de artigos e outros sobre empoderamento financeiro!

    • EDSON GINE
    • 19/05/2016
    Responder

    Concordo plenamente co Sr. Mathieu….sou Brasileiro nao me encaixo no perfil mencionado mas tenho plena convicçao que este País, de pessoas que arregassam as mangas pra luta..e sim pra vadiagem….tantos Politicos e tbm a Justiça nao temos corretamente como deve ser…so corrupçao em tds os setores de um modo geral….sinceramente estou cansado estasiado e triste com o nosso povo …Affff…gente vamos agir com honestidade, chega de enganaçao…!!!!!

    • Katherine amorim
    • 27/05/2016
    Responder

    eu acho que para um brasil, melhor precisa de ajuda do povo,por que só unidos conseguimos melhorar o brasil.

    • Adriana
    • 04/01/2017
    Responder

    Ufffa muita coisa para um ano, mais que tudo isso sirva de exemplos ‘ para que todos mudam suas atitudes e sejam mais honestos.

    • marciel
    • 20/01/2017
    Responder

    foi um ano atípico,porem muito importante em termo de lavagem de “roupas
    surjas”.

    • Milton Cruz
    • 25/01/2017
    Responder

    pelo meu ponto de vista , esse país tem muito a piorar
    haverá mudança se houver mudança
    crescimento só vem através de mudanças
    e essa mudança deveria ser drasticamente rigorosa
    mudando se as leis , modo de governar , pode ter certeza , que só desta forma , esse país vai pra frente

    • Lucas Monteiro de Castro
    • 09/03/2017
    Responder

    Reforma “precificada” representa, em outras palavras, retirar o que resta de direitos aos trabalhadores que pagam a conta. Além disto, a depressão econômica não cedeu ao controle inflacionário, pois as empresas e unidades familiares continuam endividadas e os gastos públicos não se transformam em infraestrutura. A demanda agregada não reage à queda do nível de preços, provocando ainda mais desemprego. O fator político coadjuvante justifica o golpe, onde com apoio de uma mídia partidária, ladrões julgaram ladrões com respaldo de um judiciário usurpador que condena alguns e blinda outros políticos ladrões.

    • Eloi
    • 19/05/2017
    Responder

    Peço encaridamente que deixe o ministro da fazenda administrar esse país pois é de extrema capacidade para administrar a nossa economia.

    • edson ferreira da silva
    • 23/06/2017
    Responder

    No meu ponto de vista: temos que acreditar na melhoria do País não sabemos quando e em ano.,sempre a mesma coisa mas o que vem acontecendo ha de melhorar.

    • Maria Aparecida Fideles dos santos
    • 03/07/2017
    Responder

    Lamentável. Que falta de pessoas honestas e transparentes. Espero melhoras acredito que ainda existe pessoas honestas..

    • Vilmar Francisco Dias
    • 24/07/2017
    Responder

    O pior, até a nossa justiça é corrupta, falta muito coisa pra melhorar.

    • Aline Bezerra
    • 20/09/2017
    Responder

    Ótimo blog, informações fundamentais.

      • Par Mais
      • 21/09/2017
      Responder

      Aline, muito obrigado pelo seu comentário.
      Ficamos contentes que o conteúdo tenha sido de seu interesse e que você tenha gostado!

    • thiago siva costa lima
    • 02/10/2017
    Responder

    o maior erro devido o termo crise economia brasileira vem da ma administração do poder que todos brasileiros tem em suas mãos na hora de dar seu voto. O povo brasileiro não tem coragem se quer de pelomenos pesquisar sobre os candidatos que ele colocara no poder saber quais seus planos futuros em relação ao trinônimo economia-sociedade e meio ambiente entre outros. o brasil só ira mudar toda sua estrutura dede economia a responsabilidade social e ambiental quando as pessoas deixarem de se acomodar deixar de se levar por conversas fiadas e estudar mais.. minha opinião

    • Juliane
    • 10/10/2017
    Responder

    Excelente texto.

    • Carlos Alberto
    • 04/11/2017
    Responder

    É desejo de todo brasileiro ver o País sair dessa recessão, mas isso só não basta, quando vamos ter uma desigualdade social menos perversa? A distribuição de renda no Brasil continua sendo uma das piores do mundo, uma
    carga tributária criminosa (aprox.38% do PIB),
    que se torna a maior do mundo já que temos
    muito pouco ou quase nenhum retorno social.
    A corrupção campeia de forma desavergonhada
    com amparo legal das leis que são feitas para
    proteger todo tipo de bandidagem do praticada
    nos tres poderes.

    • Magda abaid
    • 09/11/2017
    Responder

    Gostaria de entender uma coisa , se a inflação esta controlada, com uma trajetória de queda porque os investimento atrelados a inflação estão em alta ?

      • Par Mais
      • 09/11/2017
      Responder

      Prezada Magda, excelente pergunta!

      Os investimentos atrelados a inflação tem como rentabilidade a inflação e mais uma taxa pre fixada. E o que faz esse título ter tido uma ótima rentabilidade nos últimos meses foi justamente a taxa pré fixada.

      Vamos tomar por exemplo o Tesouro IPCA (antiga NTNB). A rentabilidade de um título para 2035 é atualmente IPCA +5,33% ao ano. A dois anos atrás, quando ainda tínhamos uma inflação bem mais alta, este título chegou a ser negociado a IPCA +7,50%.

      O que acontece é que o comprador do título tem essa taxa garantida até o vencimento, ou seja, quem comprou a 7,50% vai receber 2,17% ao ano (7,50% – 5,33% = 2,17%), a mais do que quem compra um título agora. Portanto, o mercado ‘precidfica’ esse título (comprado a 7,50%) antecipando essa diferença de rentabilidade (cálculo de valor presente) e acarretando nessa rentabilidade acima da média.

      Na prática, a trajetória da taxa de juros pre fixada é inversamente proporcional a sua rentabilidade. Quando a taxa cai o titulo se valoriza e vice versa.

      Prova disso é que, no mês de outubro, as taxas desses títulos subiram e os investimentos perderam valor.

      Por último, a oscilação da taxa pré não está necessariamente ligada a trajetória da inflação. Na verdade a inflação é apenas um dos fatores – mas o principal deles é o risco e consequentemente a demanda dos investidores por esse tipo de título.

      Desejamos ter esclarecido! Obrigado!

    • Uwe Mathieu
    • 14/11/2017
    Responder

    Ola,fiquei surpreso com tanta resposta sobre meu comentario sobre a atual situacao do brasil.Gostaria em receber cartas,criticas e conversas serias,principalmente com jovens brasileiros porque o futuro e deles e eles tem plenas condicoes em mudar este maravilhoso pais numa grande nacao,seria e reconhecida internacionalmente.Aguardando mais contatos de brasileiros serios.Grato pela atencao.
    Uwe Mathieu

      • Luciano de Lima Verde
      • 03/07/2018
      Responder

      A clareza da exposição da “Par Mais” ajuda a compreender ainda melhor a situação do país e a perceber suas necessidades imediatas. Na verdade, ainda que o “tripé” (ali referido) de sustentação de um processo de crescimento da economia seja bastante interessante sob o ponto de vista puramente acadêmico, nas democracias contemporâneas a grande base para a evolução econômica está sobretudo na “política interna”: é a partir dali, do cotejo entre os membros da ‘cidadania’, a partir dos entrechoques vividos no interior da ‘nação’ é que são gerados os fatores que irão, depois, se articular com o ‘relacionamento exterior’ ou ‘economia mundial’ e com a ‘economia interna’. O problema é que o ´Brasil é um país de maioria idiota, isto é: é um bando de analfabetos. pois que 50% da população é incapaz de produzir um raciocínio lógico para além de conceber, por exemplo “está chovendo, por isto vou me abrigar para não me molhar”. Esta condição – que resulta da própria evolução do país como “povo”, como “gente”, como “nação”, condiciona aquele debate político interno, de ‘cidadania’, e hoje indispensável para a definição de políticas internas; de modo que mantém-se no país um debate apenas entre uma “elite”, formada por membros de corporações e por pseudo intelectuais, a maioria da ala “liberal” (isto é, do grupo que pretende a anulação a prazo do Estado e defende com intransigência o fim da intervenção do Estado na Economia e na Sociedade), e isto desvirtua o “jogo político”, desequilibra a atividade social e vicia qualquer resultado. Tanto que, hoje, pior do que nunca, o país se encontra ainda condicionado por uma “guerra política” entre corruptos que não tem qualquer ligação direta com o “andamento da economia propriamente dita”. Por isto, a convicção de muitos – em particular de brasileiros com vivência internacional consolidada – não apenas em empresas, mas em outro tipo de atividades, como a docente ou a de investigação – e que são intelectuais autônomos, é a de que serão necessárias certamente pelo menos cinco gerações para que o Brasil venha a se EQUIPARAR a países hoje considerados “desenvolvidos”. É que o conceito de “desenvolvimento” é hoje muito mais abrangente do que nos anos 60, 80 ou mesmo 90; ele apresenta o que alguns consideram uma componente “holística”, onde o “ganho” não se mede exclusivamente pelo “lucro” e a evolução se dá mediante a integração de fatores tão cruciais quanto o equilíbrio ambiental e a necessidade de completude humana. Desta forma, preconiza-se, sobretudo, a “renovação política” básica no país, como fórmula básica, essencial e imprescindível para a início de uma EVOLUÇÃO consistente do País: novas lideranças, desligadas de velhos conceitos políticos ligados a esquemas de interesses pessoais, e hoje tidos por degradantes perante pensadores europeus ou orientais… No entanto, a acreditar no que diz o comentário de 2016 feito neste blogg pelo teuto-brasileiro Uwe Mathieu, “”o Brasil tem que criar vergonha na cara , arregaçar as mangas e trabalhar seriamente e não através do jeitinho…O problema do Brasil está na falta de vergonha do povo brasileiro , porque não é um povo sério. Não se ganha a vida com falcatrua , corrupção e falta de honestidade, se ganha a vida trabalhando seriamente , unido e com governantes sérios e não corruptos e pilantras.” A verdade é que a pilantragem é a regra do jogo nas altas esferas nacionais, e o “jogo político” se confunde com “esforço para se manter na área do poder”. Por isto tudo é que são necessárias ao menos cinco gerações para perdermos o conceito internacional de “país de 220 milhões de babácas comandados por um bando de espertalhões”… (Luciano de Lima Verde)

    • Franco
    • 24/11/2017
    Responder

    Gostaria de saber qual foi o acumulado do preço da gasolina, gás de cozinha e energia elétrica de jan a nov 2017.

      • Par Mais
      • 25/11/2017
      Responder

      Franco, bom dia!

      Recomendamos que entre nos sites que emitem os relatórios com esses índices para que tenha mais detalhes dos valores acumulados no período.
      Caso você tenha dúvidas sobre investimentos ou planejamento financeiro, nos envie para que possamos dar uma resposta mais específica.

      Desejamos um ótimo final de semana para você!

    • Marcus Vinicius
    • 27/11/2017
    Responder

    Gostaria de receber os informes.

      • Par Mais
      • 27/11/2017
      Responder

      Marcus, bom dia! Vamos incluir sim! Você vai receber por e-mail, no mesmo momento da publicação.

      Você recebe nosso podcast semanal DE INVESTIDOR, PARA INVESTIDOR? Sempre as segundas, pela manhã, o Alexandre Amorim, envia pelo whats! É um serviço gratuito!
      Caso ainda não seja assinante, basta acessar aqui: https://www.parmais.com.br/conteudo/podcast-de-investidor-para-investidor/

      Nesta semana você vai receber na quarta-feira e semana que vem, já recebe na segunda.

      Muito obrigado pelo seu interesse e uma ótima semana para você e sua família!

    • daniel
    • 07/12/2017
    Responder

    Se tem uma coisa que presta mesmo neste país é a previdência, e está ótima, mas esta elite suja corrupta e que nunca na vida plantou se quer um pé de alface ou produziu se quer um bem ou serviço boto o olho, principalmente os bancos que querem empurrar previdência privada que isso sim é um roubo, ficam com o teu dinheiro, te remuneram mal, e ainda há o risco de acabarem comprando títulos podres com o dinheiro.

    • MIGUEL RENDY - PERITO JUDICIAL
    • 26/01/2018
    Responder

    Excelente

  1. Grato pelas informaçoes
    Cordialmente
    Nicola Minervini

    • Valdecir de Oliveira Jacinto
    • 10/03/2018
    Responder

    Gostei muito, pois temos de saber como anda a economia brasileira,
    até mesmo para estabilidade futura.

    Valdecir de Oliveira Jacinto

    • Maria lustosa Araújo
    • 10/04/2018
    Responder

    PROFESSORA, BRASILEIRA, PORÉM, MUITO LEIGA E DESINFORMADA SOBRE OS PRINCIPAIS PONTOS POLÍTICOS , SOCIAIS E ECONÔMICOS DO NOSSO BRASIL!

  2. Há mais de um ano estou pensando e elaborando um novo modelo econômico para o país baseado na valorização dos bens, produtos e serviços , embora seja graduado em Administração de Empresas, tenho um pouco de conhecimento sobre Economia e venho acompanhando periodicamente o cenário brasileiro atual e acontecimentos no planeta. Acredito que se o projeto vier ao conhecimento e tiver o apoio da maioria da população e ao mesmo tempo das autoridades do país, será possível criar um excedente de capital gerado a partir desta valorização o que poderá ser reinvestido em outras áreas e até mesmo compensar a falta de recursos de outras, de tal que a dívida pública se equilibre e gradativamente fique positivamente paga e o Brasil retome seu crescimento econômico.

  3. Há mais de um ano estou pensando e elaborando um novo modelo econômico para o país baseado na valorização dos bens, produtos e serviços, embora seja graduado em Administração de Empresas, tenho um pouco de conhecimento sobre Economia e venho acompanhando periodicamente o cenário brasileiro atual e acontecimentos no planeta. Acredito que se o projeto vier ao conhecimento e tiver o apoio da maioria da população e ao mesmo tempo das autoridades do país, será possível criar um excedente de capital gerado a partir desta valorização o que poderá ser reinvestido em outras áreas e até mesmo compensar a falta de recursos de outras, de tal forma que a dívida pública se equilibre e gradativamente fique positivamente paga e o Brasil retome seu crescimento econômico.

    • Alcidir
    • 15/04/2018
    Responder

    ok

  4. Olá – Cordiais cumprimentos.
    Gostaria de escrever e postar alguns artigos sobre economia do setor público no Brasil envolvendo a questão do orçamento público e finanças publicas.
    Necessito do vosso espaço
    Grato
    Marival Matos dos Santos
    Mestre em Economia (UFBA); doutor em Administração (UFRJ/COPPEAD); Doutor em Ciência da Educação e desenvolvimento econômico.
    Grato
    Marival Matos dos Santos

      • Par Mais
      • 27/04/2018
      Responder

      Marival, bom dia!
      Nossa política é ser postar artigos do nosso Time de especialistas! Agradecemos o seu interesse!
      Sucesso!

    • VANESSA
    • 04/05/2018
    Responder

    QUE DEUS NOS SALVE!

  5. Somente o caos resolverá a situação brasileira, como aconteceu na Europa com as grades guerras mundiais. Pena que haverão mortes e situações de extrema pobreza.
    Resultado da ineptocracia (sistema de governo onde os menos capazes de liderar são eleitos pelos menos capazes de produzir, e onde os membros da sociedade com menos chance de se sustentar ou ser bem-sucedidos são recompensados com bens e serviços pagos pela riqueza confiscada de um número cada vez menor de produtores).

    • PAULO ROBERTO PORTELLA
    • 27/05/2018
    Responder

    Na perspectiva sócio-politica atual temos várias gerações de brasileiros em conflito existencial. Aqueles que tem mais de 45 anos e vivenciaram um pouco do Regime Militar sabe que eramos felizes e não sabíamos. Lembro que sempre respeitei a Bandeira e cantei o nosso Hino Nacional antes de começar as aulas nas Sextas-feiras. Aprendi moral e civica e respeitar o professor, amigos, pai e mãe. O Sr. Uwe Mathieu, fez um comentário infeliz durante a escrita de seu texto generalizando todo o Povo Brasileiro. Moro na Região Sul e sei muito bem quase a beira dos 50 anos o que é trabalho, honestidade, perseverança e brilho nós olhos em acreditar em pessoas e nosso respeitado povo brasileiro. Agora que temos somente políticos e outros cidadãos ligados a máquina pública e que só pensam na “Lei de Gerson”, ou seja tirar vantagem em tudo. Porém hoje neste exato momento cabe a nós esperar o desfecho nesta próxima semana em Brasília.

      • Jésus Evaristo de Paula
      • 29/05/2018
      Responder

      Quando um judiciário deixa transparecer que não está preocupado com o que seria a razão da sua existência, a nação enfraquece e as virtudes se escondem. Faz sentido o pensamento do suposto Alemão.

    • Jésus
    • 29/05/2018
    Responder

    Quando um Judiciário deixa transparecer que não está preocupado com aquilo que seria a razão da sua existência, a nação enfrequece e as virtudes se escondem. Faz sentido o comentário do suposto alemão.

    • marcia
    • 15/06/2018
    Responder

    importante saber diariamente do cenário econômico, bem como das perspectivas de crescimento de nosso país!

    • NEIDE np
    • 18/06/2018
    Responder

    muito bom o comentário de hoje !!

    • tania da rocha
    • 26/06/2018
    Responder

    bom día!
    Meu nome é Tania,nao tenho formacao superior,sou como milhares de brasileiros,com nivel medio de estudo,mais com uma grande experiencia vividas nesses ultimos 30 anos,vendo meu pais inmerso em crise e crise,com homens no poder egocentricos,onde ser politico significa ter poder,ter dinheiro e nao escrúpulos,nao levar em o significado de ser brasileiro.
    Moro fora do Brasil ja alguns anos,e gostaria de voltar para meu pais,a corrupcao nao deixa,a falta de saude publica nao deixa,a violencia nao deixa, a falta de una politica salarial digna nao deixa, como posso voltar a viver no pais q eu amo si nao si pode viver?

      • Par Mais
      • 26/06/2018
      Responder

      Tania, bom dia!
      Temos que trabalhar todos os dias para mudar essa situação. Vamos conseguir,
      Acredite na força do povo brasileiro.

  6. Adorei seu site. Conteudo de muita qualidade. Obrigado por compartilhar

      • Par Mais
      • 28/06/2018
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      Obrigada! Ficamos felizes!