Atual situação econômica do Brasil – Carta do Gestor

  • 13/03/2020
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A QUEDA DA BOLSA É MOTIVO PARA PÂNICO?

A primeira grande lição é: uma carteira de investimentos deve respeitar o perfil do investidor e isso inclui levar em conta que essas perdas podem acontecer e, quando acontecerem, não devem comprometer o estilo de vida e nem os objetivos de ganho no prazo estipulado.

Não é à toa que tem tanta gente incomodada com a recente queda dos mercados financeiros. Todo mundo gosta de ganhar dinheiro e, claro odeia quando perde!

A perda dói muito. Muitas vezes gera uma grande tensão, medo e até mesmo pânico. Com isso vem as decisões impensadas, os erros e os prejuízos.

Há uma frase de Benjamin Grahan, um antigo investidor, que diz que “O mercado é um pêndulo que sempre oscila entre o otimismo insustentável (que torna as ações muito caras) e um pessimismo injustificável (que as torna muito baratas). O investidor inteligente é um realista que vende para os otimistas e compra dos pessimistas.”

E essa frase, mesmo tendo sido dita no início do século passado, é mais atual do que nunca.

O fato é que na maior parte do tempo o mercado de ações tem resultados positivos e muito acima de outros investimentos. A volatilidade existe, mas pensando num horizonte de tempo maior, o resultado é quase sempre muito positivo. Mas quando as quedas acontecem, vêm sem aviso e levam com elas os lucros de muitos meses.

No Brasil, a cultura de investir na bolsa nunca foi muito difundida. A quantidade de investidores que ‘se aventuram’ na renda variável sempre foi muito menor do que em outros países. Um dos motivos é o nosso histórico de taxas de juros altas – nunca precisamos nos arriscar para ganhar algum dinheiro.

O caso é que ainda não se tem o costume de investir em ações no Brasil. E, não é raro, muitas pessoas investem em ações pensando em ter ganhos maiores do que a média, mas sem saber – de fato – o que estão fazendo.

Daniel Kahneman, um dos maiores especialistas em finanças comportamentais, dizia que a dor da perda é 2,5 vezes maior do que a alegria com o ganho. Por isso, momentos como esse geram tanta dor!

Ultimamente as bolsas sofreram uma das quedas mais contundentes e rápidas da história! Não é de se duvidar que isso também se deva a este momento em que a informação circula com uma velocidade assustadora. A bolsa brasileira, em poucas semanas, acumulou queda de 40% sendo que, apenas em um dia, chegou a cair quase 20%. A Petrobras, que acaba de reportar o maior lucro da história, passou a valer apenas 30% do que valia alguns dias antes.

Confira a nossa análise semanal do cenário macroeconômico com foco nos investimentos, por Alexandre Amorim, CGA.

Mas isso é motivo para pânico?

A primeira grande lição é: uma carteira de investimentos deve respeitar o perfil do investidor e isso inclui levar em conta que essas perdas podem acontecer e, quando acontecerem, não devem comprometer o estilo de vida e nem os objetivos de ganho no prazo estipulado.

Outra coisa importante é levar em conta que comprar ações é ser dono de um pedaço de uma empresa. Quando somos donos de um imóvel, normalmente não nos preocupamos se existe um comprador que pague o preço justo por ele, pois mais cedo ou mais tarde, isso vai acontecer.

Empresas também têm um valor justo, e nem sempre o preço atual representa isso! Por isso, é tão importante saber a hora de comprar e saber a hora de vender uma ação.

O que muitas vezes acontece é que as pessoas acabam entrando no mercado de ações depois de um ciclo de alta e quando já ouviu o caso de outras pessoas que já ganharam. Ou seja, acabam comprando acima do valor justo.

Quem não sabe o valor das ações que possui acaba se assustando, acorda de madrugada para saber se os mercados da Ásia prenunciam um dia mais calmo ou mais pânico no dia seguinte. Não dormem e não conseguem se concentrar no dia seguinte.

Portanto, quem caiu de paraquedas no mercado acaba se assustando e se desfazendo das suas posições. Não importa a perda – o que importa é se livrar daquele sentimento ruim.

Mas, para outros, esse é um momento de alegria. É como ir no outlet ou fazer compras na Black Friday. É hora de comprar empresas boas a preços baratos.

Mas uma grande atenção! Isso não quer dizer que é só esquecer das ações que tem em carteira e esperar o tempo para recuperar o dinheiro. Esses movimentos ocorrem, obviamente, por um motivo sério. Normalmente refletem uma mudança no cenário econômico e, por conta disso, algumas empresas podem não ser mais tão atrativas quanto eram.

Portanto, esse é o momento de repensar, avaliar o preço justo das ações, projetar cenários e ver como cada empresa deverá se comportar frente a ele nos próximos anos.

Claro, esse não é um trabalho fácil! Por isso a recomendação é que a escolha das ações seja feita por um profissional. É por isso que o resultado dos fundos de ações costuma ser muito superior ao resultado de quem se ‘aventura’ no mercado.

As pessoas devem prestar atenção e nunca ter na sua carteira de investimentos uma parcela de ações maior do que sua tolerância e a sua capacidade permita.

Portanto, esse não é um momento para pânico. Se você se assustou, é porque precisa planejar melhor seus investimentos. E isso será cada vez mais importante à medida que o Brasil tem se tornado um país (semi) normal, com juros baixos e inflação controlada. Investir é coisa séria e cada vez mais vai exigir cuidado e atenção.

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Comentário(s): 160

       
  1. COM TODO ESSE PROGRESSO,APESAR DE QUASE DUAS CENTENAS DE LARANJAS PODRES NO CONGRESSO,JÁ PENSOU SE O CONGRESSO FOSSE MAIORIA ABSOLUTA DE PESSOAS DE BEM? O PAÍS SERIA OUTRO MUITO EM BREVE. 🤔🇧🇷

  2. Tendo em vista que a media de idade da alta cupula de parlamentares é de 51 anos.
    A cultura nao ajuda a grandes mudanças, principalmente se ameaçar mecher com a sistematica de que (só seu tiver vantagem).

  3. A taxa básica de juros SELIC estava em queda até atingir 6,5% enquanto nos EUA estava estabilizado em 1,5%. Quando o FED sinalizou um novo ciclo de alta de taxa básica de juros lá nos EUA, aqui no Brasil a SELIC deveria ter acompanhado o ciclo de alta para 7,75% quando lá nos EUA estivesse 7,75%, 8% quando lá estava em 2% e 8,5% quando lá nos EUA estava em 2,5%. Muito bem, o FED já iniciou o ciclo de queda, o que abriria espaço para a queda aqui no Brasil, se com 2,5% lá nos EUA aqui seria 8,5%, com 2% abre espaço para 8%. Depois o FED cortou para 1,75%, aqui abriria espaço para 7,75% e agora com 1,5% a taxa de juros aqui seria 7,5%. O resultado disso seria o Dólar equilibrado em R$ 3,50 como previa o mercado e essas taxas de juros acima mencionadas eram as projeções do mercado em 2018. Muito bem, mas o BACEN (Banco Central) resolveu apostar em uma queda forçada na taxa de juros, o resultado não poderia ser outro, foi o esperado, evasão e fuga de capital estrangeiro o que torna o Dólar mais escasso e portanto mais caro, já ultrapassou os R$ 4 desde que o BACEN reduziu a SELIC na contramão do FED e só não está em R$ 5 porque o Banco Central está torrando as reservas cambiais internacionais. “A “queima” das reservas pelo governo Jair Bolsonaro é explicada comumente pela necessidade de o BC conter a alta do dólar, e porque o Brasil registrou em 2019 a expressiva saída de recursos da ordem de US$ 45 bilhões.”

  4. Estou estudando sobre investimentos mas confesso que estou me sentindo sem rumo. De qualquer forma vou começar com um fundo de reserva em seguida procurarei uma corretora além de abrir uma conta em um banco digital. Se alguém puder me ajudar com mais informaçoes agradeço desde já!

    1. Mari, boa tarde!
      Antes de escolher um ativo, você deve saber se esse tipo de investimento é o mais adequado para o seu momento de vida, perfil psicológico, capacidade e objetivos financeiros.
      Convidamos você a entrar na nossa ferramenta BIO Financeira, que analisa o seu momento de vida, sua capacidade financeira e o seu perfil de investidor. Acesse por aqui: http://apps.parmais.com.br/inteligencia-par-mais
      Além disso, podemos lhe auxiliar gratuitamente, basta acessar o link http://www.parmais.com.br/agendamento.html e marcar um horário com nossos especialistas para avaliar o seu atual cenário, as melhores opções e fazer simulações.
      Desejamos sucesso!

  5. Essas conjuntura de possíveis guerra , vírus , dólar , eleições nacional e internacional pode acarretar em uma recessão?

    1. David, bom dia!
      Dólar e eleições não são motivos para recessão. Mas Coronavírus e, agora, a questão do petróleo, podem sim motivar.
      O combate ao vírus tem sido feito com isolamento de áreas e quarentena e isso acarreta em queda no consumo e, dependendo da área, na produção. Isso pode sim ser um fator para uma recessão.
      Até mais!

  6. Em tese o alemão tem sim o meu apoio profissional! O Brasil tem sido bem rebelde em muitas cousas. Isso é fato! Moro no Brasil tenho 23 anos e sei bem oque está acontecendo; O grande problema é o nosso sistema de cargas que via trens e caminhões. QUASE NÃO TEMOS ESTRUTURA PARA TAL COISA! Fizemos uso de trabalho escravo na contrição do país, oque significa? Há um retardo no desenvolvimento generalizado do país! E isso vem nos custando um desgaste social…

  7. Muito bom comentário contendo além de informações, contribui com orientações claras e objetivas quanto a possíveis posturas de investimentos positivas e ou negativas frente a alta volatividade do mercado na atual realidade.

    1. Nilce, boa tarde.
      Muito nos honra ter você como nossa cliente!
      Uma ótima semana para você e sua família.

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