Atual situação econômica do Brasil – Carta do Gestor

  • 17/12/2021
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Em época de trabalho remoto, nem mesmo o carro escapou de ser local de reunião. Durante uma viagem de negócios, o Sr. Celso fazia reunião com sua equipe e um dos temas era que estavam com dificuldade de encontrar um programador com as habilidades necessárias.

Paulo, motorista da empresa e parceiro de anos, acompanhava tudo pelo viva voz do carro. Ao final da reunião diz “Sr. Celso, posso lhe indicar uma pessoa para a vaga? Ele tem 18 anos, pouca experiência, mas é de extrema confiança e muito competente. E é meu filho”.

Na mesma hora, Celso ligou para ele. Monossilábico, deu as respostas firmes e assertivas e se dispôs a ir imediatamente fazer uma entrevista. Antes do final da viagem, Celso recebeu ligação do diretor da área com a resposta: “o rapaz é fenomenal, já está contratado!”

Resultado disso: menos de dois anos depois da conversa, o jovem tem grande importância na empresa, é candidato a ter participação em alguns projetos e tem renda superior a do seus pais.

Ao saber dessa história, comecei a refletir que não faz muito tempo em que se discutia os efeitos do uso da tecnologia no mercado de trabalho. “Robôs e computadores vão substituir pessoas e teremos desemprego em massa”. 

Aí vimos os serviços de streaming substituir as locadoras, popularizando séries e filmes e, ao contrário do que se imaginava, abrindo oportunidades de empregos para muitos atores. Os serviços de música on-line acabaram com os CDs (que já tinham acabado com os LPs), mas foram uma grande oportunidade para os músicos divulgarem seus trabalhos.

Hoje, na ParMais, boa parte das atividades desenvolvidas simplesmente não existiam há alguns anos! E mais, boa parte não tem como requisito básico uma qualificação universitária, mas sim conhecimentos técnicos e específicos.

Ou seja, essa revolução tecnológica é absurdamente abrangente. Se por um lado a qualificação é uma exigência, por outro, a informação está disponível a todos e não mais restrita a quem tinha condições de estudar por mais tempo ou buscar especialização em instituições de renome.

Confira a nossa análise semanal do cenário macroeconômico com foco nos investimentos, por Alexandre Amorim, CGA.

Talvez o melhor exemplo para isso seja a Coreia do Sul. Um país pequeno, com poucas riquezas naturais, pobre, assolado por guerras, colonização e exploração, mas que após a segunda metade do século passado investiu massivamente em educação e tecnologia e, pouco tempo depois, o país integra a OCDE e é ponta de lança na cadeia de desenvolvimento global, além de contar com IDH alto (23ª posição global).

Portanto, ter uma boa base é fundamental e aí vemos a importância de se investir na educação básica. Uma boa cadeia de relacionamentos também, mas assim como a informação, buscar cadeias de relacionamento fora do nosso grupo social tradicional também está cada vez mais fácil.

Com isso, cada vez mais está na mão das pessoas buscar seu próprio sucesso! 

E esse conhecimento técnico também está cada vez mais disponível. Eu comecei a estudar o mercado financeiro lendo livros mas, para me especializar, precisei viajar para fazer cursos. Hoje tudo está disponível em qualquer lugar. E provavelmente, em breve, até mesmo experiências sensoriais poderão ser sentidas no Metaverso.

O Google provavelmente conhece sobre as nossas preferências por determinados produtos, muito mais do que os próprios fabricantes. Pequenos negócios conseguem divulgar seus produtos ou serviços de forma muito mais eficiente e sem ter que depender da mídia com custo proibitivo, como era até pouco tempo atrás.

Nesse ritmo, o departamento de Tecnologia tem ganhado cada vez mais importância nas empresas. Foi assim na empresa do Sr. Celso, que começou na educação, foi para o EAD e hoje é praticamente uma empresa de inteligência da informação.

Algumas já nasceram dessa forma e estão substituindo gigantes do mercado tradicional. O Nubank, por exemplo, revolucionou o sistema bancário, a forma de relacionamento com os usuários e o custo desse serviço e, em poucos anos, se transformou numa empresa mais valiosa que o Itaú.

Algumas outras estão nascendo já dentro desse novo universo, mas, da mesma forma, revolucionando conceitos tradicionais. O Mercado Bitcoin nasceu como uma exchange de criptomoedas e logo se transformou em um grande conglomerado (hoje comandado pelo grupo 2TM) reunindo diversas empresas disruptivas e que estão usando a tecnologia como fator de revolução social e econômico.

E a tecnologia e a educação cada vez mais irão fazer parte e ser destaque em todos os setores da sociedade e da economia. Portanto, cabe a nós, empresas e pessoas, acompanhar essa revolução, buscar conhecimento e fazer a diferença nesse novo mundo que está aí. 

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