Fundos de Investimentos: o que são e como investir?

  • 19/02/2021
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Os fundos de investimentos são aplicações de um conjunto de investidores – chamados de cotistas – que passam para o gestor a responsabilidade de escolher os ativos para obter retornos positivos nos investimentos.

O investimento em fundos costuma ser bastante eficiente, pois através dele, mesmo com pouco dinheiro, é possível ter um rendimento diversificado em uma série de ativos diferentes.

Neste artigo, vamos falar sobre os fundos de investimentos, os tipos, como eles funcionam, as taxas existentes e como investir.

O que são fundos de investimentos?

Tipos de Fundos de Investimentos

Como funcionam os fundos de investimentos?

Cuidados ao investir em fundos de investimentos

Custos dos fundos de investimentos

Como investir em Fundos de Investimentos?

Fundos de investimentos ParMais

Conclusão

O que são fundos de investimentos

Fundos de investimentos são aplicações financeiras coletivas, ou seja, o dinheiro de cada investidor é somado e utilizado para comprar produtos financeiros que pertencem a todos.

A lógica é igual a um condomínio, onde cada um paga a sua parte e o total do dinheiro é usado para a manutenção e despesas de um prédio. Assim como o seu condomínio, cada fundo de investimento tem as suas regras próprias.

Ao investir em um fundo, você comprará cotas. Cada cota é uma fração do fundo. Os ganhos das aplicações no fundo serão divididos proporcionalmente entre os cotistas, conforme o valor investido por cada um. Para saber se você está ganhando ou perdendo dinheiro, basta comparar o valor que foi investido com o valor do seu saldo atual.

Os investidores são donos das suas cotas, mas a propriedade dos bens pertence ao fundo. Os cotistas podem solicitar o resgate de seus valores aplicados conforme a regra do fundo.

fundos de investimento: diversas lâmpadas em preto e branco, enquanto existe uma central colorida em verde

Tipos de Fundos de Investimentos

Existem diversos tipos de fundos de investimentos, cada um com características específicas.

Fundos de investimentos de renda fixa

Fundos de renda fixa devem aplicar pelo menos 80% dos seus recursos em ativos relacionados à variação da taxa de juros ou índice de preços – inflação.

Os fundos de renda fixa remuneram conforme o andamento de indexadores, que são os índices que servem de referência para o mercado financeiro, como é o caso da taxa SELIC ou do CDI.

Títulos públicos federais, debêntures e títulos de emissão bancária, como CDBs, LCIs, entre outros, são os ativos desta categoria de fundos.

Fundos de investimentos de ações

Devem ter como principal fator de risco a variação de preço de ações. Nos fundos de ações, no mínimo 67% do patrimônio líquido deve ser composto por ações.

Na realidade, a instrução CVM 555 permite que estes 67% sejam distribuídos em ações, mas também em ativos financeiros, como bônus de subscrição, cotas de outros fundos de ações e BDRs – Brazilian Depositary Receipts – por exemplo.

Os recursos que excederem 67% poderão ser aplicados em quaisquer outras modalidades de ativos financeiros.

Fundos de investimentos cambiais

Esses fundos normalmente são utilizados caso o investidor queira se proteger diante de possíveis desvalorizações do real, mantendo seu poder de compra em moeda estrangeira.

No entanto, ao contrário do que muitos imaginam, fundos cambiais não investem diretamente em moeda estrangeira.

Os fundos de investimento classificados como cambiais devem investir, principalmente, em ativos relacionados diretamente com a variação de preços de moeda estrangeira ou com a variação de cupom cambial. No mínimo 80% da carteira deve ser composta por este tipo de ativos ou derivativos relacionados.

Na prática, os fundos cambiais realizam operações nas quais eles constroem uma estrutura de carteira que troca a remuneração de títulos públicos – indexados à SELIC ou prefixados – pela variação cambial (normalmente do dólar), acrescida de uma taxa de juros.

Fundos de investimentos multimercado

Os fundos multimercado devem possuir políticas de investimento que envolvam diferentes tipos de ativos financeiros. Não há o compromisso de concentração em nenhum tipo específico, diferente dos demais fundos.

São os que possuem maior liberdade para definir estratégias variadas de investimentos. Eles podem combinar os ativos de suas carteiras de diversas maneiras, comprando ações, títulos públicos, cotas de fundos cambiais, realizar operações com derivativos, entre outros.

Fundo de investimento imobiliário (FII)

Esses fundos são destinados para investimentos em empreendimentos imobiliários e remuneram seus cotistas com uma taxa predefinida referente aos aluguéis e ganhos de capital obtidos com operações no mercado imobiliário.

Saiba mais: Como analisar um fundo imobiliário

São constituídos sob a forma de condomínio fechado. Suas cotas não podem ser resgatadas, mas podem ser negociadas em bolsa de valores ou no mercado de balcão – normalmente são negociadas na B3.

Fundos de previdência – PGBL, VGBL, FAPI, etc.

Possuem características de longo prazo e foco em complementar a aposentadoria do investidor. São fundos constituídos para aplicação de recursos de entidades abertas ou fechadas de previdência.

Cada tipo de fundo previdenciário possui peculiaridades. No momento da aposentadoria, o investidor poderá optar entre realizar o resgate ou receber valores mensais para complementar sua renda de aposentadoria do Regime Geral de Previdência Social.

Entre os fundos de investimentos de previdência mais conhecidos estão:

  • Plano gerador de benefício livre – PGBL;
  • Vida gerador de benefício livre – VGBL;
  • Fundo de aposentadoria programada individual – FAPI.

Saiba mais: A diferença entre PGBL e VGBL

Fundos de Índice: ETFs – Exchange Traded Funds

Outros fundos interessantes são os ETFs, que são fundos de índices que possuem cotas também negociadas em bolsa de valores, assim como os fundos imobiliários.

No Brasil existem alguns ETFs, mas em outros países – onde o mercado de ações é mais desenvolvido, como os EUA, por exemplo – existem inúmeros ETFs, aplicando em diversas segmentações diferentes de empresas – startups, grandes empresas, empresas com alto nível de governança corporativa, entre outros.

Fundos de ativos no exterior

Um fundo de investimento no exterior é um fundo cujo principal fator de risco esteja relacionado ao comportamento de ativos no exterior. Segundo classificação da ANBIMA, isso significa que eles devem ter no mínimo 40% do patrimônio do fundo investido em ativos no exterior, apesar de geralmente a sua exposição ser maior do que isso.

Fundos no exterior podem investir em ativos de um país específico ou investir em diversos países ao mesmo tempo. Esse tipo de fundo pode também optar por investir em renda fixa, renda variável, ou ainda em outros ativos, de acordo com o interesse do gestor.

Fundos de investimento em direitos creditórios – FIDCs

Os FIDCs são fundos que investem no mínimo 50% do seu patrimônio em direitos creditórios. Os direitos creditórios, por sua vez, são provenientes de créditos que uma empresa tem a receber, como duplicatas, aluguéis, cheques, pagamentos de cartão de crédito, entre outras possibilidades.

São fundos de baixa volatilidade e alto rendimento, o que faz deles bastante atraentes a um primeiro olhar. Apesar disso, eles são fundos de baixa liquidez e alto risco de crédito, por isso, apenas investidores qualificados podem acessar esse tipo de fundo.

A análise desse tipo de fundo deve ir além da rentabilidade e volatilidade, incluindo também indicadores como o índice de subordinação, grau de perda, grau de recompra, entre outros.

Fundos de investimento em participações – FIPs

Os FIPs são fundos de renda variável que investem em empresas. Enquanto os fundos de ações investem em empresas de capital aberto, a maioria dos FIPs investem em empresas de capital fechado, ou seja, que não são negociadas na Bolsa de Valores.

Eles investem principalmente em Private Equity. Esse tipo de investimento tem baixa correlação com outras estratégias de investimento e também um grande potencial de valorização. Apesar disso, os riscos desse tipo de investimento também são enormes, portanto uma extensa análise prévia é essencial.

Fundos de ativos distressed

Ativos Distressed são ativos depreciados, emitidos por uma companhia que está à beira da falência ou que já passou por ela. Esses ativos, que podem ser ações ou dívidas, são negociados com valores muito descontados devido ao enorme risco de continuidade da empresa em questão. Um fundo de ativos distressed busca uma reestruturação da empresa para que então haja uma posterior venda.

Esses ativos possuem um grande risco atrelado, mas são comprados a um preço tão descontado que a relação risco/retorno do ativo pode fazer sentido. Esses são fundos com alto potencial de valorização, no entanto, é necessário que o gestor tenha grande capacidade nesse tipo de estratégia para que o investimento faça sentido.

A classificação dos fundos – com exceção dos ETFs – é dada pela Instrução CVM 555, responsável por ditar as regras dos fundos de investimentos registrados na CVM – Comissão de Valores Mobiliários.

Como funcionam os fundos de investimentos?

Todos os fundos de investimento têm um CNPJ e regulamento próprio, que define as regras do que pode ser feito nele. Em um fundo de investimento, o administrador do fundo é o responsável por escolher os ativos que o fundo compra e vende.

O administrador fiduciário é o responsável por estabelecer o fundo e ainda pela contratação dos prestadores de serviço do fundo, como o próprio gestor, custodiante, auditor, entre outros. É o administrador que acompanha se o fundo está cumprindo as regras legais e o seu próprio regulamento.

O custodiante é o responsável por guardar os ativos do fundo e efetuar a liquidação financeira dos ativos que são negociados pelo gestor. Por fim, o auditor verifica se as posições do fundo e as demonstrações contábeis estão de acordo. Além disso tudo, tem ainda a CVM, que regula e impõe diversas normas para proteger o investidor.

Resumidamente, investindo através de um fundo você pode diversificar os seus investimentos de maneira eficiente, tendo um gestor profissional administrando o seu investimento.

Cuidados ao investir em fundos de investimentos

Antes de investir, confira a política do fundo quanto à liquidez, que é o período para você ter de volta o seu dinheiro aplicado na sua conta corrente, após o pedido de resgate. Geralmente, quanto mais agressivo é o fundo, menor é a sua liquidez, ou seja, demora mais tempo para o dinheiro cair na sua conta.

Outro ponto de atenção é que muita gente acha que tem segurança investindo em fundos de grandes bancos, o que é um grande erro! O risco de um fundo está ligado aos ativos (produtos) que tem dentro da sua carteira de investimentos e não há qualquer garantia da instituição financeira (ou qualquer outra garantia) sobre o investimento.

Saiba mais: Realmente existe risco em investir fora do banco?

Custos dos fundos de investimentos

Ao investir em fundos existem alguns custos:

Taxa de administração

Serve para cobrir os gastos com a prestação de serviços do administrador, gestor, distribuidor, custodiante e demais instituições envolvidas na operacionalização do fundo. É expressa em termos anuais, por exemplo: 2% ao ano, mas é cobrado diariamente. O valor da cota já é líquido da taxa de administração.

Taxa de performance

Quando um fundo é vinculado a um indexador – chamado de benchmark – e a rentabilidade do fundo em determinado período excede a deste indexador, pode ser cobrada a taxa de performance, apenas referente à parcela que excede o indexador.

Taxas de carregamento

Em alguns fundos de previdência são cobradas taxas de carregamento na entrada e na saída e, em alguns casos, na portabilidade. Atente-se, pois parte da rentabilidade do fundo pode ser perdida devido a essas taxas. Negocie “taxa zero”.

Veja mais detalhes de cada uma das taxas aqui

Como investir em Fundos de Investimentos?

Investir em fundos de investimento é bastante simples e pode ser feito essencialmente de duas formas: diretamente através do distribuidor ou gestor do fundo ou por meio de uma corretora.

Os grandes bancos também distribuem fundos de investimentos que eles mesmos fazem a gestão. Apesar de terem estrutura e gestores competentes, geralmente os fundos de bancos, distribuídos para as pessoas físicas, são fundos pouco atrativos, com taxas bastante altas.

Por isso, costumamos indicar gestores independentes, pois costumam ter rendimento melhor, taxas menores e estão mais adequados ao risco do que os fundos distribuídos pelos bancos.

Fundos de investimentos ParMais

Aqui na ParMais, definimos quatro portfólios para democratizar o acesso a produtos do mercado e a gestão ParMais, com objetivo de dar acesso a carteiras diversificadas e inteligentes. Temos um fundo ideal para cada objetivo financeiro:

Maximum

É o risco da carteira, ideal para investidores que querem obter total retorno, com o resultado de uma gestão que busca ganho em qualquer tipo de cenário.

Veja mais detalhes do fundo clicando aqui

Fortem

Para investidores que querem uma carteira ousada e diversificada, que buscam maiores rentabilidades no longo prazo e estão confortáveis com as oscilações de mercado

Veja mais detalhes do fundo clicando aqui

Imperium

Para investidores que procuram a relação ideal entre risco e retorno. Ideal para investimentos com objetivos financeiros de médio a longo prazo, por conta da estratégia balanceada.

Veja mais detalhes do fundo clicando aqui

Solidum

Para quem busca estabilidade e segurança com rentabilidade acima da média. Indicado para investimentos com objetivos de médio prazo ou que não necessitem de exposição a maiores oscilações

Veja mais detalhes do fundo clicando aqui

Conclusão

Fundos de investimentos são bastante eficientes, pois permitem a diversificação de recursos mesmo com pouco dinheiro investido.

Eles funcionam como um condomínio, onde o dinheiro de cada investidor é somado e utilizado para comprar produtos financeiros que pertencem a todos. Os ganhos são divididos proporcionalmente, conforme o valor investido por cada um.

Existem diversos tipos de fundos de investimento, como os de renda fixa, ações, cambiais, multimercado, imobiliário, previdenciário, ETFs, entre outros.

Aqui na ParMais, oferecemos quatro tipos de fundos de investimentos, que dão acesso a carteiras diversificadas e inteligentes, sendo um fundo ideal para cada objetivo financeiro.

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Comentário(s): 5

       
  1. Olá, um amigo que é trader profissional me convidou para fundar um fundo, sou novo no mercado financeiro e não tenho ideia se há algum risco em abrir esse fundo no meu CPF.
    Poderiam esclarecer os riscos de ser dono de um fundo se houver?

  2. Interessante mas como abordei não sinto segurança em estar meu dinheiro em mãos de terceiros, prefiro executar meus próprios investimentos, como expliquei no contato. Estarei pagando por um serviço que eu posso executar e para o meu caso não há qualquer interesse em pressa, mas adoro estar dentro do jogo com empreendimentos arriscados. Se estiver certo o meu lucro será maior.

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