Você sabe o que faz um consultor financeiro pessoal?

  • 21/08/2018
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No Brasil, não recebemos educação financeira nas escolas. Por isso, nos tornamos excelentes profissionais, nos especializamos em diversas áreas, mas não possuímos uma base de educação financeira para cuidar das nossas questões financeiras e patrimoniais.

É nesse momento que o consultor financeiro pessoal entra em ação. Ele atua em todas as áreas que tangem nossa vida financeira, visando adequar as finanças dos seus clientes, de acordo com seus objetivos e momento de vida de cada um.

O que faz um consultor financeiro pessoal?

O consultor financeiro pessoal é um profissional com visão estratégica. Ele é responsável por avaliar e organizar a vida financeira dos seus clientes, sem conflitos de interesses, atuando com honestidade e respeito ao perfil de cada cliente.

O consultor pode trabalhar tanto como autônomo, em empresas do ramo financeiro ou seguradoras e por isso, muitas vezes está isento de relações com instituições bancárias. Além disso, ele não possui envolvimento emocional com o patrimônio do cliente e, dessa forma, consegue trabalhar com mais liberdade e visão ampla para direcionar o seu cliente pelo melhor caminho.

Também é responsabilidade do consultor financeiro pessoal dar subsídio e alertar o cliente, para protegê-lo de investimentos inadequados, que a todo momento são oferecidos. Quanto à segurança das informações, um bom planejador financeiro pessoal sempre preza pela ética e confidencialidade.

Mas, o que faz um consultor financeiro pessoal na prática? Seu trabalho consiste na análise e elaboração de estratégias para as 6 áreas que afetam a vida financeira das pessoas. As áreas abordadas por um consultor financeiro pessoal são:

1. Planejamento financeiro

Aqui, o principal é levantar minuciosamente a vida financeira do cliente. Com essas informações, é possível entender o fluxo de rendas e despesas, o comportamento do indivíduo ou da família e, assim, planejar as estratégias a serem adotadas para possíveis ajustes.

2. Gestão de ativos e investimentos

O consultor pessoal também é responsável por analisar, comparar e indicar quais as melhores estratégias de investimentos de acordo com os objetivos e momento de vida de cada cliente. A avaliação de imóveis e demais bens também são feitas, sempre respeitando o perfil de investidor do cliente.

3. Planejamento de aposentadoria – independência financeira

Outro papel do consultor financeiro é dimensionar o capital necessário para gerar renda no futuro, ou seja, na aposentadoria do cliente. Deve-se considerar um orçamento estimado, analisar o INSS, aposentadoria pública e a previdência privada, se for o caso, e definir um plano para que o cliente saiba exatamente o que fazer para que tenha o padrão de vida desejado quando decidir parar de trabalhar.

4. Gestão de riscos

Aqui, o profissional analisa os riscos aos quais o cliente está exposto, com o objetivo de indicar a solução mais adequada para que ele e sua família fiquem assistidos em qualquer eventualidade. Um exemplo comum: uma família em que apenas o marido ou esposa possuem renda, com filhos e pouco patrimônio acumulado. A família estaria totalmente desprotegida em sua falta, no caso de não possuir um seguro de vida.

5. Planejamento tributário

No planejamento tributário o intuito é compreender e avaliar o impacto dos impostos no seu trabalho e também na sua vida financeira. Através de estratégias amparadas pela lei, é possível ainda, diminuir o peso dos tributos sobre as receitas. A partir da análise da declaração de imposto de renda do cliente, verifica-se se há concordância nos dados ou se o cliente está exposto à riscos.

6. Planejamento sucessório

Nesta área, o consultor financeiro pessoal volta sua atenção para agilizar o processo de sucessão de bens do cliente, ou seja, com quem ficará a herança ou patrimônio que o cliente construiu. Que cuidados deve ter para a segurança financeira dos seus filhos e entes queridos. É necessário que o cliente saiba quais os impactos jurídicos das alternativas do planejamento sucessório. O consultor avalia e calcula o custo tributário, a disposição do patrimônio e os cenários previstos. Nesse processo, são também, desenvolvidas estratégias para agilizar e diminuir os custos com a transferência dos bens, muitas vezes em vida.

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Mas, como acontece o planejamento financeiro pessoal?

Ele se dá em 6 passos:

1. Estabelecer o relacionamento com o cliente

O processo é apresentado ao cliente e, no caso da contratação, define-se o objetivo do trabalho, que muitas vezes é focado em apenas algumas das áreas citadas acima.

2. Obter dados

Em seguida, identifica-se os objetivos pessoais e financeiros, assim como as necessidades e prioridades do cliente. Aqui são coletados dados tanto quantitativos quanto qualitativos, como dados pessoais, extratos bancários, levantamento do padrão de vida, produtos financeiros e bens no geral, sempre com a finalidade de ter subsídio suficiente para dar um diagnóstico exato de sua situação.

3. Análise de dados e objetivos

De posse das informações,  o planejador financeiro pessoal faz a análise de todos esses dados, para avaliar se seus objetivos estão de acordo com sua estrutura atual ou se é preciso adequações. É aqui que o diagnóstico da vida financeira do cliente é feito. Dá pra comparar com uma consulta ao médico, porque o planejador financeiro pessoal faz um diagnóstico e “prescreve” algumas ações a serem feitas para dar um norte financeiro ao cliente. Ele identifica suas dores e necessidades financeiras para auxiliar a escolher o melhor caminho.

4. Identificar estratégias

Depois do terceiro passo, é hora de traçar as estratégias a serem executadas. São elas que vão servir de escada para alcançar os objetivos. Após desenvolver as recomendações as mesmas são apresentadas ao cliente.

5. Implementar

Depois de definidas as estratégias, apresentadas e alinhadas com os objetivos do cliente, é hora de colocá-las em prática. Nessa fase, o plano é executado. Aqui também o cliente decide se ele mesmo executa as recomendações ou se conta com o serviço deste profissional para a implantação.

6. Monitorar e reavaliar

Após serem implementadas, as estratégias precisam ser constantemente monitoradas e reavaliadas, pois é normal a mudança de cenários e objetivos. Eventualidades também podem acontecer, como o nascimento de mais um filho, a mudança de emprego, etc.

Benefícios de ter um consultor financeiro pessoal

Os benefícios de ter um consultor financeiro pessoal são diversos. O principal é a tranquilidade que ele traz ao cliente, pois o consultor define um plano para a vida, no qual o cliente possui todas as instruções para conquistar o que deseja para seu futuro financeiro.

Em consequência, a medida que o processo se desenvolve, naturalmente, o cliente vai entendendo os resultados das estratégias, e como o mercado financeiro funciona. Dessa forma, ele ganha subsídios importantes para agir com autonomia em momentos importantes, como por exemplo, a contratação de um investimento, e sua relação com o dinheiro muda, ou seja, o cliente se empodera financeiramente.

Além disso, muitas vezes é melhor “terceirizar as finanças”. Quando sabemos que nossas finanças estão sob responsabilidade de alguém que tem o dever de zelar pelo melhor, conseguimos focar no que realmente somos bons, ou seja, na nossa profissão, e assim, as finanças tendem a prosperar.

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Comentário(s): 86

       
  1. Eu gostaria de saber o valor dessa consultoria? E se vocês ajudam a montar uma carteira de investimentos bem diversificada e a manutenção da mesma?

    1. Diego, bom dia!
      Ficamos felizes pelo seu interesse.
      Um dos nossos especialistas entrará em contato com você.
      Sucesso!

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