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  • 07/12/2018

Reserva de emergência: o que é e como montar a sua?

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Reserva de emergência

A reserva de emergência é um investimento que deve cumprir a função de “colchão” caso haja algum imprevisto de qualquer natureza que envolva a necessidade de gastar um dinheiro além dos gastos habituais. É inevitável que os imprevistos aconteçam, por isso é importante estar preparado para esse tipo de situação sem precisar se endividar.

Devido à imprevisibilidade das emergências, a sua reserva deve ter características bastante específicas. Ela deve estar alocada em um ativo de alta liquidez e baixa volatilidade, para que não haja surpresa quando você eventualmente precisar resgatá-la. O tamanho da reserva deve aumentar conforme os seus gastos habituais aumentem, para que ela esteja corretamente dimensionada em um momento de necessidade. Além disso, caso seja realmente necessário acessá-la, ela deve ser recomposta assim que possível.

Para que serve uma reserva de emergência?

O propósito de uma reserva de emergência é o de passar com mais tranquilidade por alguma situação inesperada que envolva gastos imprevistos. Tendo uma reserva, não é necessário recorrer a empréstimos bancários, evitando assim o pagamento de juros desnecessariamente. Além disso, ter uma reserva de emergência ajuda a diminuir o transtorno emocional ao lidar com essa situação inesperada.

É sempre bom destacar que essa reserva deve ser utilizada somente em caso de emergências. Isso significa que caso você tenha um problema com o seu carro, alguma questão urgente da sua casa, um problema familiar de saúde ou algo do gênero, a reserva pode e deve ser acionada. Caso a situação em questão não seja uma emergência, como na troca do carro por um modelo mais novo ou na realização de uma viagem, ela deve ser preservada.

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Quantos meses a reserva de emergência deve cobrir?

A definição da reserva de segurança depende de inúmeras variáveis. Não há uma fórmula para definir a quantidade exata de meses que devem ser cobertos. Porém, a Par Mais definiu três critérios objetivos que devem ser levados em conta:

  1. Qual a profissão do principal provedor?
  2. Quanto tempo ele está nessa profissão?
  3. Família possui filhos?

A profissão do principal provedor, aquele que possui a renda mais alta e supre mais recursos dentro da estrutura familiar, leva em conta a estabilidade que a profissão fornece. Quanto mais estável for a profissão, menor será a quantidade de meses necessários para a reserva de segurança.

Outro fator a ser levado em conta é quanto tempo o principal provedor está na sua atual profissão. Como regra geral usamos o período de 5 anos. Ou seja, se ele está na profissão há menos de 5 anos, isso significa menor estabilidade, sendo necessária uma maior quantidade de meses para o cálculo da reserva de segurança. No caso de estar há mais de 5 anos, haverá maior estabilidade na profissão e, por consequência, necessitará de menos meses para a reserva.

Por fim, é preciso considerar se a família possui filhos dependentes financeiramente, pois se a resposta for positiva, então haverá mias despesas na família. Principalmente no que tange à educação, alimentação e vestuário. Dessa forma, há duas possíveis situações:

  • Possui filhos: precisará de mais meses de reserva;
  • Não possui filhos: precisará de menos meses de reserva.

A Par Mais desenvolveu um simulador que permite que você estime o valor da sua reserva de emergência com base nas suas características particulares.

Veja em nosso simulador quanto você precisa ter na sua reserva de emergência

Onde aplicar a reserva de emergência?

A reserva deve ser aplicada em produtos com baixíssimo risco (sem risco de desvalorização) e alta liquidez (que possam ser resgatados no mesmo dia se necessário). O objetivo da reserva não é ter ganho de capital significativo (como se busca no mercado de ações, por exemplo), mas sim proteger o capital da inflação.

Alguns exemplos de produtos normalmente indicados para reserva de segurança:

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Problemas de uma reserva mal elaborada

Ter uma reserva de emergência é um passo importantíssimo, no entanto é importante que ela esteja bem dimensionada aos seus gastos. Imagine por exemplo uma pessoa que inicialmente dimensionou uma reserva de emergência com base nos seus gastos individuais, e eles totalizavam cerca de R$2.000,00. Com o tempo, no entanto, essa pessoa formou uma família e passou a ter dependentes. Os seus gastos coletivos aumentaram, no entanto não houve um aumento proporcional da reserva. Caso essa pessoa venha a perder uma das suas fontes de renda, pode ser que a sua reserva não seja suficiente para suportar os gastos necessários nesse período de transição.

Imagine agora um outro caso, de uma pessoa que possui investimentos diversificados e em um valor superior ao necessário para a sua reserva de emergência. Esses investimentos são um plano de previdência privada, uma LCI atrelada ao CDI com vencimento de 5 anos e uma carteira de ações. Veja que essa é, possivelmente, uma carteira adequada para os investimentos dessa pessoa, no entanto nenhum dos investimentos serviria como uma reserva de emergência.

A LCI e o plano de previdência, caso prevejam um resgate antecipado, certamente penalizarão a rentabilidade caso sejam movimentados antes do previsto. Já as ações podem até ser relativamente líquidas, no entanto elas são bastante voláteis e o timing da venda delas pode ser ruim e ele tenha que vender boas ações a um preço menor do que gostaria.

Como já foi dito, para a reserva de emergência o ideal é que o investimento seja em ativos líquidos e de baixa volatilidade, como por exemplo o Tesouro Selic, um fundo DI de alta liquidez ou, em última instância, até mesmo a poupança.

Conclusão

Ter uma reserva de emergência ajuda consideravelmente a saúde financeira de qualquer pessoa e certamente é um alívio quando você precisa usá-la e ela está corretamente dimensionada. É importante estima-la de acordo com o seu nível de gastos, número de dependentes, entre outras questões relevantes. Além disso, ela deve estar investida em ativos líquidos e de baixa volatilidade para que você não se surpreenda ao precisar acessá-la.

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Resumo
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A reserva de emergência é um investimento que deve cumprir a função de “colchão” caso haja algum imprevisto de qualquer natureza que envolva a necessidade de gastar um dinheiro além dos gastos habituais.
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Comentário(s): 4

       
    1. Roseane, boa tarde!

      Recomendamos que você invista sua reserva de emergência em uma aplicação com baixo risco e alta liquidez.

      Nossos clientes têm a reserva de emergência no fundo Magister. Recomendamos você a conhecer o nosso fundo, que possui baixa volatilidade, rentabilidade superior à poupança e resgate em até 2 dias úteis.

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  1. Muito Boa Publicação. Esse tema é ignorado pela maioria que quer iniciar no mundo dos investimentos. Parabéns pelo post.

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