Gestão de seguros de vida: qual a importância?

  • 26/03/2021
Página inicial - Vida financeira - Gestão de seguros de vida: qual a importância?

Realizar periodicamente a gestão de seguros de vida é uma das maneiras de proteger quem amamos e a nós mesmos, pois muitas vezes, a compreensão em relação ao dimensionamento desta proteção deixa a desejar, seja para mais ou menos.

Por isso, neste artigo iremos abordar alguns pontos importantes – seja na hora da contração ou no decorrer do tempo – que ajudarão a identificar se sua gestão de seguros de vida condiz com a sua necessidade.

Contratação de seguros de vida

Primeiramente, vamos falar sobre o momento que antecede a contratação do seguro, pois pode ser que você não precise de nenhuma cobertura. Sim, existe essa possibilidade, mas na maioria das vezes, essa não é a realidade.

Por exemplo, uma pessoa solteira, sem filhos e sem qualquer outro tipo de dependente financeiro pode achar que não precisa contratar um seguro.

Porém, no caso de uma invalidez, se ela não tiver uma boa reserva e/ou uma renda passiva, poderá passar por dificuldades.

Mas se tiver um seguro para este imprevisto, ajudará nesta nova realidade, pois dependendo da gravidade, terá de fazer adaptações na residência ou poderá ter o surgimento de outras enfermidades em decorrência desta.

Gestão de seguros - Em um aquário, um homem sentado confortável enquanto peixes rodam ao lado de fora

Antes de contratar, imagine cenários

Um bom exercício é imaginar cenários e se fazer algumas perguntas:

  • Tem alguém que depende de mim financeiramente?
  • Minha família manterá as despesas ou padrão de vida caso não contem mais com a minha renda?
  • Como será o custeio da educação dos filhos caso eu venha a falecer?
  • Em caso de inventário, meus herdeiros conseguirão arcar com os custos?
  • Caso ocorra um acidente ou doença que me impossibilite de trabalhar permanentemente, minha reserva financeira será suficiente para cobrir as despesas mensais?

Ao refletir sobre esses questionamentos, você chegará a resposta mais importante para esta análise: SIM ou NÃO.
Caso a sua resposta seja sim – preciso de um seguro – vamos partir para a segunda etapa, que é definir quais os limites de coberturas necessários.

Coberturas necessárias

Vamos considerar uma família onde o único provedor é o esposo, a esposa não trabalha e eles possuem filhos.
Neste caso, na falta do provedor da família, sugerimos uma cobertura de dois anos das despesas, para que a esposa tenha tempo para se recolocar no mercado de trabalho. Para os filhos, vamos considerar uma média de R$3 mil por mês até completarem 21 anos.

Porém, se a preocupação for com inventário, deverá ser levado em conta os custos advocatícios – que podem chegar até 20% do patrimônio total – e o ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação), que pode variar de 1% a 8%, dependendo do Estado.

É relevante frisar que, caso tenha uma previdência privada, o saldo deverá ser descontado deste total – no caso dos Estados em que esta modalidade não entra em inventário.

Lembrando que para estes cálculos deverá ser considerado um rendimento real líquido, ou seja, acima da inflação e líquido de imposto de renda.

Quando contratar um seguro?

Uma questão que não podemos esquecer é que pagamos um prêmio para a seguradora assumir o risco, então dependemos da aceitação. Para isso, o melhor momento da contratação é enquanto se está bem de saúde, pois caso surja alguma doença, é possível que ocorra a recusa ou agravamento do risco.

Gestão de seguros de vida

No decorrer da vida, diversas mudanças acontecerão. Por isso, tão importante quanto o dimensionamento correto da necessidade de cobertura, é a revisão dela com o passar do tempo, algumas vezes podendo ser necessária uma cobertura maior e outras, a diminuição.

A mudança do estado civil, o nascimento de filhos e o aumento do patrimônio são exemplos que poderão levar você a precisar elevar os capitais contratados, assim como no caso de um filho que não depende mais de você financeiramente indica que os capitais contratados anteriormente – com a finalidade de proteger a formação – poderão ser cancelados.

Cobertura maior que o necessário

Ter um seguro com a cobertura menor do que você precisa somente irá gerar custos, pois não ajudará no momento do sinistro.

Um exemplo disso são os seguros resgatáveis, que muitas pessoas contratam contando que depois de algum tempo terão parte desta reserva de volta. Porém, como possuem custo elevado, a cobertura contratada acaba sendo menor.

Neste caso, é importante se atentar que o intuito do seguro não é a reserva, e sim a proteção, o que não irá acontecer se o seguro não estiver dimensionado corretamente.

Ajuda profissional na gestão de seguros de vida

Caso você tenha dúvidas de como fazer o dimensionamento correto dos seguro para você e sua família, conte com ajuda de profissionais qualificados, pois eles irão entender a real necessidade da contratação do serviço e sugerir uma apólice que seja exatamente o que o você precisa para aquele momento de vida e que esteja adequado ao seu orçamento.

Conclusão

A gestão de seguros de vida ajuda a manter você e sua família protegidos, mitigando riscos contra eventos incertos e inesperados. Mas isso só será possível se as coberturas estiverem ajustadas à necessidade atual.

Ao longo da vida, diversas mudanças acontecerão e a revisão da necessidade das coberturas é essencial para manter um bom dimensionamento dos seguros.

Caso tenha dúvidas, procure ajuda de profissionais qualificados, pois eles irão entender suas necessidades e sugerir uma apólice adequada ao seu momento de vida e que caiba no seu bolso.

Não deixe os imprevistos serem motivos para mudanças no seu planejamento de vida.

Para saber mais detalhes e conhecer modalidades de seguros, acesse os links abaixo ou baixe o nosso Guia de Seguros.

Deixe seu comentário

Comentário(s): 0

Últimas publicações