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  • 14/11/2016

Qual o melhor investimento para cada objetivo financeiro?

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Para decidir qual o melhor investimento para você, alguns fatores devem ser observados. Primeiro, é preciso saber quais são os seus objetivos financeiros e definir o prazo que o dinheiro ficará aplicado, isso faz com que você tenha investimentos de acordo com o seu momento de vida.

É importante você entender premissas básicas para ter uma boa carteira de investimentos: ao começar a investir temos que formar uma reserva de segurança; depois programamos os investimentos de acordo com os objetivos de curto e médio prazo – que pode ser a compra de veículo ou imóvel, uma viagem etc; e, por último pensamos nos projetos de longo prazo – aqui, destacamos a importância de planejar o mais cedo possível a busca pela independência financeira.

Em geral, definimos curto prazo para objetivos financeiros de até dois anos; médio prazo de dois  a dez anos; e longo prazo acima de dez anos. Além disso, antes de começar a investir com base nos objetivos é preciso constituir a reserva de segurança.

Qual o melhor investimento para a reserva de segurança?

O que é a reserva de segurança? É uma reserva financeira que as pessoas e as famílias devem manter para cobrir os seus compromissos mensais ou despesas em casos especiais como, a perda de emprego, ou quando ficamos impedidos de trabalhar seja por doença ou qualquer outro imprevisto, despesas inesperadas, acidentes, e principalmente para ter a liberdade de poder mudar de vida quando quiser, seja de emprego, cidade, parar de trabalhar para estudar, fazer uma ano sabático, etc.

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O cálculo para saber o valor a ser destinado à reserva de segurança é feito com base nas despesas mensais da pessoa ou família, sendo que a quantidade de meses que a reserva deve cobrir varia principalmente pela profissão de cada um.

Quando falamos de um trabalhador autônomo ou empresário temos que planejar uma reserva de até 12 meses, já nos casos de funcionários de empresa privada, que em caso de desligamento contará com seguro desemprego e FGTS, podem ter uma reserva em torno de 4 meses.

Para a composição da reserva de segurança são indicados investimentos seguros e com liquidez imediata. Uma das melhores opções é investir em títulos públicos com rentabilidade atrelada à 100% da taxa SELIC, conhecidos como Tesouro SELIC, a antiga LFT. Mas, CDBs de grandes bancos e fundos de investimentos de Renda Fixa DI, que acompanham o CDI, também são adequados.

Qual o melhor investimento no curto prazo?

Considerando investimentos de curto prazo sendo de até dois anos, e que o dinheiro será usado após esse tempo, devem ser priorizados investimentos com volatilidade baixa e com uma liquidez alinhada ao tempo da aplicação.

Assim como para a formação da reserva de segurança, entre as sugestões de produtos para investir em curto prazo estão o Tesouro SELIC, CDB’s e fundos de renda fixa. Porém, para investimentos de curto prazo o investidor pode buscar uma rentabilidade um pouco maior do que a que obtém nos investimentos da reserva de segurança. Para isso, pode-se buscar, por exemplo, CDB’s de bancos médios e também outros investimentos como LCI e LCA; outra saída pode ser aplicar em fundos de renda fixa de crédito privado, desde que a carteira e o regulamento do fundo sejam cuidadosamente analisados.

Existem CDB’s de bancos médios que pagam cerca de 110% do CDI e “LCI e LCA” que pagam mais de 90% do CDI. Lembre-se que o percentual que o CDB promete pagar tende a ser maior do que nas Letras de Crédito, pois há incidência de Imposto de Renda, diferentemente das LCI e LCA, que são isentas.

Cuidados a serem tomados: no caso das LCI e LCA e também CDB’s de bancos médios, deve-se ter cuidado com o prazo de carência; quanto aos fundos, é necessário ter atenção em relação às taxas de administração cobradas, que impactam diretamente na rentabilidade, e também com o risco de crédito, pois fundos não são protegidos pelo FGC.

Leia mais no nosso artigo “Pegadinhas em fundos de renda fixa”.

Qual o melhor investimento no médio prazo?

Para médio prazo consideramos investimentos para objetivos de 2 até 10 anos. Quando temos a possibilidade de investir por um período maior conseguimos negociar melhores taxas com os bancos, principalmente em produtos como CDB e LCI ou LCA. Além disso, para médio prazo o investidor pode utilizar da diversificação como instrumento para conseguir maior rentabilidade com parte dos investimentos da sua carteira.

Sobre isso, um investimento interessante para o médio prazo é o Tesouro IPCA +, um título público que possui o reajuste da inflação – medida pelo IPCA – mais uma taxa real acordada na compra. Possui diversas datas de vencimento, mas é aconselhado comprar com vencimento de acordo com o tempo em que está previsto o uso do recurso. Por exemplo, na data de publicação deste artigo, novembro de 2016, é possível comprar Tesouro IPCA + com vencimento para 2019 e para 2024. Existem também opções deste mesmo título com prazos mais longos, como 2035 e 2050, contudo, estas não seriam mais opções para médio prazo.

Importante: os títulos do tipo IPCA + também possuem liquidez diária. Porém, caso seja realizada a venda antes do vencimento não há garantia de recebimento da rentabilidade acordada. Isso ocorre porque o Tesouro IPCA + é precificado a mercado, o que faz com que, dependendo do momento, o preço título esteja mais ou menos valorizado.

Se o objetivo de médio prazo estiver for próximo a um prazo de 10 anos, o investidor pode buscar também fundos multimercado, com operações financeiras mais complexas. Porém, recomendamos contar com o apoio da Par Mais para lhe auxiliar a escolher bons fundos.

Qual o melhor investimento no longo prazo?

A longo prazo, supondo investimentos para objetivos que ultrapassam o período de 10 anos, podemos correr mais riscos na carteira de investimentos. Vale lembrar que as dicas desse artigo são genéricas, mas cada caso deve ser analisado individualmente para que o investidor tenha seus recursos alocados de acordo com seu perfil de risco.

Os fundos multimercados, de renda variável e os internacionais, costumam ter uma volatilidade alta, podendo apresentar períodos com rentabilidade baixa ou até negativa. Isso também ocorre para outros investimentos como ações e fundos imobiliários. Para isso, é necessário manter os recursos nesses investimentos por um prazo maior, pois no longo prazo a rentabilidade pode superar boa parte dos demais investimentos.

Outra excelente opção para prazos maiores também é o Tesouro IPCA + com vencimento para um período maior. Atualmente existem títulos disponíveis para compra pelo Tesouro Direto com vencimento até o ano 2050. Esses títulos são ótimos para garantir uma taxa real, aquela acima da inflação, por todo o período.

Quando falamos em longo prazo, na parte da carteira destinada para a independência financeira ou quando a pessoa já vive de renda, projetar um ganho real em torno de 3% a.a. já é considerado um bom retorno. Os títulos públicos indexados à inflação estão sendo negociados com taxa real em torno de 6% a.a. atualmente (2016), o que traz uma garantia de ganho excelente para esse longo prazo.

Planejar é a melhor forma de investir certo

Para saber qual o melhor investimento, e para que não sejam feitos investimentos em produtos ou prazos inadequados em relação ao perfil de risco e aos objetivos do investidor, o mais importante é ter planejamento. É fundamental saber quais são os seus projetos pessoais e profissionais e quando será necessário utilizar os valores, para assim usar os investimentos a seu favor. Buscar informações sobre cada aplicação também é de extrema importância.

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Par Mais – 14.11.2016

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