Volatilidade e risco

  • 10/11/2017

volatilidade e risco

O investidor médio brasileiro não conviveu, nestes últimos tempos, com riscos e, consequentemente, com a volatilidade em seus investimentos. Já foi comprovado em vários estudos que o ser humano é avesso a perdas e pouco propenso a risco.

Um experimento bom para refletir essa questão é o jogo de “cara ou coroa”. Se você perder, terá que pagar R$1.000, mas se ganhar levará R$1.500. Estudos mostram que a maioria das pessoas preferiria não jogar esse jogo, mesmo havendo uma probabilidade igual entre vencer e perder, mas com um ganho desproporcionalmente maior ao vencer.

Isso ajuda a explicar porque a maioria das pessoas deixa o seu dinheiro na poupança e quem investe se limita ao Tesouro Direto ou investimentos em Renda Fixa, que são de baixo risco. Durante muito tempo essa realmente era uma das melhores opções de investimento, pois tinha um rendimento significativo com um dos menores riscos possíveis. No entanto, o atual cenário é outro. Caso as expectativas de mercado se provem certas, teremos no próximo ano um juro real de apenas 3%, que é um dos menores de todos os tempos

A única saída para se obter rentabilidade superior é tomar mais risco.

Risco, nesse sentido, significa buscar aplicações menos conservadoras que busquem retornos acima da média. O que não é fácil neste cenário cheio de incertezas que temos pela frente.

Entre as estratégias que podemos elencar que possuem mais riscos estão os investimentos em ações, em fundos multimercados, em fundos no exterior ou em crédito privado. Todos esses investimentos possuem um potencial maior de ganho do que a Renda Fixa tradicional, porém cada um deles tem os seus fatores de risco que aumentam o potencial não apenas de ganhos, mas também de perdas.

Outro conceito complementar ao de risco é o de volatilidade.

Na Renda Fixa tradicional o movimento é quase sempre só para cima, ainda que lentamente, sem passar por altos e baixos ou grandes percalços. No entanto, em investimentos de maior risco quase sempre há mais volatilidade. Isso significa que no longo prazo você provavelmente ganhará mais dinheiro com esse tipo de ativo, mas no meio do caminho certamente terá períodos (dias ou até anos) rodando no vermelho, dependendo da volatilidade desses ativos no mercado.
Isso pode ser visto na comparação abaixo. Uma comparação entre o principal benchmark da Renda Fixa (o CDI) e da Renda Variável (o Ibovespa).

Volatilidade - CDI x Ibovespa

Diversificar os investimentos que você possui é uma boa maneira de minimizar a volatilidade da sua carteira, mantendo ou até aumentando a rentabilidade dos seus investimentos.

Uma boa consultoria de investimentos pode ajudá-lo a diversificar e minimizar os seus riscos de maneira eficiente. Veja, no entanto, que eles podem ser minimizados, mas não excluídos, portanto a convivência do investidor com um maior nível de volatilidade e risco é quase inevitável.

Em mercados mais desenvolvidos essa já é a realidade a muito tempo.

Para se obter ganhos extraordinários é necessário tomar mais risco e com isso vem mais volatilidade. Tendo em vista que a queda atual da Selic foi feita de maneira estruturada, espera-se que ela não volte a subir tão cedo e quem busca maior rentabilidade terá que aprender a conviver com essa volatilidade.

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Para se obter ganhos superiores é necessário tomar mais risco e com isso vem mais volatilidade que você terá que aprender a conviver.
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