Riscos dos Fundos de investimento

  • 01/11/2018
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riscos dos fundos de investimentos

Quando falamos de investimentos, risco e retorno são palavras que sempre andam juntas. Caso você queira rentabilizar o seu dinheiro no mercado de capitais, necessariamente você vai ter que correr alguns riscos, mas o ideal é que o retorno dos investimentos compense no longo prazo o risco tomado. O investimento em fundos de investimento também contém riscos, confira!

Quais os riscos dos fundos de investimento?

Antes de falar especificamente dos riscos, é importante destacar que quando se fala de fundos de investimento, os principais riscos estão ligados aos ativos que constam na carteira do fundo e não à estrutura do fundo em si. Sendo assim, são os ativos comprados pelo fundo que vão determinar a maioria dos riscos aos quais o fundo está exposto.

Os riscos em investimentos costumam ser avaliados através de cinco óticas diferentes. Dependendo da estratégia do fundo de investimento, ele estará mais exposto a alguns tipos de risco do que outros, por isso é importante avaliar cada um deles.

Saiba mais: Tipos de fundos de investimentos

Risco de mercado

O risco de mercado é o risco que é mais discutido quando se fala do mercado de capitais e tem muito a ver com a volatilidade dos ativos da carteira dos fundos. O risco de mercado é, basicamente, o risco de ocorrer uma variação no preço de mercado de um determinado ativo.

Os fundos de ações e fundos multimercados são os que possuem maior risco de mercado, pois os ativos nas suas carteiras podem sofrer grandes oscilações dependendo das expectativas.

Já fundos de renda fixa referenciados, que pagam um percentual do CDI, costumam ter um risco de mercado bastante baixo, pois sofrem pouca volatilidade.

Fundos de renda fixa pré-fixados ou com títulos ligados à inflação também possuem risco de mercado, porém menos do que os fundos de ações e multimercado.

Fundos de fundos também podem ter risco de mercado, no entanto isso dependerá do tipo de fundo nos quais eles aplicam.

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Risco de crédito

O risco de crédito é o risco de não receber o valor de alguma dívida ou empréstimo realizado. Quando uma empresa ou o próprio governo emite um título, seja ele uma debênture, um CDB ou o Tesouro Selic, o emissor está efetivamente emitindo dívida e o investidor está emprestando dinheiro ao emissor.

O risco de crédito é o de não receber o valor da dívida conforme acordado na emissão. Sendo assim, esse é um tipo de risco que existe apenas em fundos que investem no mercado de títulos públicos ou privados.

Os fundos de renda fixa sempre estarão expostos ao risco de crédito. Caso seja um fundo que investe apenas em títulos públicos, esse risco tende a ser menor. Já se for um fundo que investe em ativos de crédito privado, o risco tende a ser maior conforme o risco das empresas emissoras dos títulos.

FIDCs, devido às suas características, também são fundos que possuem risco de crédito, muitas vezes superior aos da maioria dos fundos de renda fixa.

Saiba mais: Como investir em fundos de investimentos?

Risco de liquidez

O risco de liquidez é o risco de você não conseguir vender por um preço apropriado quando for necessário.

Quanto maior o volume de compras e vendas de um ativo no mercado, maior é a sua liquidez, portanto mais fácil é vender esse ativo pelo seu valor de mercado.

Já se o ativo é de baixa liquidez, você talvez tenha que dar um desconto grande no preço ao vendê-lo, sendo este o risco.

Fundos de Participações, FIDCs e Fundos Imobiliários são fundos cujos ativos são de baixa liquidez, impactando, portanto, a liquidez do fundo.

Já fundos multimercado, de ações e de renda fixa costumam ter uma liquidez entre alta e média, ou seja, baixo risco, apesar de existirem exceções.

Risco operacional

O risco operacional é o risco de ocorrer algum erro em algum procedimento operacional do fundo, como a compra ou venda de um ativo.

Diferentemente dos riscos que citamos anteriormente, todos ligados aos ativos dos fundos, esse é um risco da estrutura do próprio fundo. Apesar de ele existir, com a modernização dos processos, esse risco tem sido mitigado e diminuído.

Risco legal

O risco legal consiste no descumprimento, pelo fundo ou por algum agente ligado a ele, de alguma obrigação legal.

Esse também é um risco ligado ao próprio fundo, não aos seus ativos.

A CVM, ANBIMA e outros órgãos que fazem parte do sistema financeiro nacional fiscalizam constantemente os agentes para certificar que as regras estão sendo cumpridas, o que diminui, mas não anula o risco.

É muito importante verificar se o gestor, administrador, custodiante e os auditores do fundo são licenciados junto à CVM para exercer esse serviço.

Conclusão

O risco nos investimentos, seja através de fundos ou não, é inevitável e tende a ser proporcional ao retorno que se busca. Nos fundos de investimento, os principais riscos estão associados aos ativos que o fundo compra, portanto é importante estar ciente dos seus principais riscos.

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Comentário(s): 2

       
  1. Parabéns pelo texto. Muito bom.
    Sou inexperiente nessa área e tenho uma dúvida sobre os fundos de investimentos.
    Ao fazer uma aplicação em um fundo de minha corretora li uma cláusula geral (não específica do fundo, mas da própria corretora), e de adesão obrigatória, dizendo que estou ciente de que, como investidor, me responsabilizo SOLIDARIAMENTE pelas dívidas do fundo ao qual estou aderindo.
    Tal cláusula de responsabilidade solidária leva à conclusão de que meu risco não se limita somente ao valor por mim aplicado no fundo, mas também respondo por dívidas acima desse valor.
    Achei isso um absurdo, pois o investidor parece que se torna um fiador do fundo, com risco de perdas patrimoniais acima do valor aplicado.
    Liguei para a corretora e me foi explicado que essa cláusula é uma determinação da legislação financeira nacional e vale para qualquer fundo de investimento.
    É isso mesmo? Se for assim, não parece um risco extremo para o investidor, ainda que esses fundos tenham severas políticas de gerenciamento de riscos? Mesmo em fundos classificados como de perfil conservador existe esta clausula informando desta possibilidade, o que na minha opinião tornaria os fundos de investimentos, uma classe de investimentos não destinados a investidores conservadores.

    1. Thiago, bom dia!
      Sim, essa clausula existe e vale para todos os fundos.
      Isso acontece porque o fundo funciona como um condomínio. Você passa a ser cotista e solidário À tudo que acontecer.
      No momento que “adere” ao fundo, você dá o mandato ao gestor de fazer as aplicações com o seu dinheiro, obviamente, tentando gerar retorno.
      Por isso é extremamente importante saber quais são as operações realizadas pelos fundos. Como você bem disse, isto não deveria valer para os fundos conservadores.
      Por exemplo, existem fundos que aplicam exclusivamente em títulos público. O maior risco desse fundo seria o credor (no caso o governo) não cumprir com suas obrigações e dar calote na sua dívida. Nesse caso, além de perder todo o dinheiro, o fundo possivelmente ainda teria que arcar com algumas despesas burocráticas para ser encerrado. Nesse caso, as despesas seriam de responsabilidade dos cotistas e, apesar de não serem significativas, gerariam um custo ao cotista.
      De fato é uma norma dos órgãos normativos e reguladores que colocam numa mesma cesta todos os fundos – os que de fato tem alguma probabilidade de ocorrência com os que está probabilidade é extremamente baixa.
      Desejamos ter esclarecido e muito sucesso!

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