O que fazer com o seu 13º salário?

  • 16/11/2017

o que fazer com o 13 salario

O 13º Salário existe desde 1962 quando foi instituído por João Goulart, sendo uma renda extra no final do ano para a maioria dos trabalhadores no Brasil. Como dezembro costuma ser uma época em que as famílias têm mais gastos devido às festas de final de ano, uma parte do 13º acaba sendo destinada para custear essas despesas. Apesar disso, é sempre muito bom fazer um planejamento para essa renda extra, pois ela pode vir a calhar no ano seguinte. Veja:

Nos últimos anos, o Brasil passou por uma das piores crises de sua história, que afetou a população em diversos aspectos. Várias pessoas perderam os seus empregos e famílias que muitas vezes tinham mais de uma fonte de renda se viram com apenas uma ou nenhuma. As famílias que tinham reservas, muitas vezes tiveram que recorrer à elas para pagar as suas despesas e as que não tinham, buscaram crédito e acabaram se endividando.

Neste ano, o ciclo recessivo do Brasil finalmente declinou, mas a recuperação será lenta e existem várias incertezas políticas e econômicas pela frente. Demorará ainda bastante tempo para que a produção, o emprego e os salários voltem aos níveis anteriores à crise e a recuperação em alguns setores, como o da construção civil por exemplo, é bem mais lenta que a média.

Resumindo, o cenário para o Brasil apesar de ter melhorado ainda é bastante delicado. Por isso, planejar o que fazer com o 13º passa a ser ainda mais importante. O ideal diante disso tudo é conter as emoções e o gasto do 13º salário para que sobre algum dinheiro.

A sugestão, para os inadimplentes é, em primeiro lugar, analisar as dívidas. As primeiras parcelas a serem quitadas devem ser as que têm juros mais altos. Nesse sentido, dívidas de cartão de crédito ou cheque especial são prioridade número 1 e devem ser quitadas imediatamente. Financiamento da casa própria ou de veículos não são os mais prioritários. Como, geralmente, têm taxas de juros subsidiadas e mais baixas que a média, muitas vezes convém inclusive mantê-los. Listando as dívidas e financiamentos pelas taxas de juros que são pagas, você terá assim a ordem dos que devem ser quitados ou diminuídos.

Para quem não tem dívida, mas teve que usar as suas reservas, o ideal é recompô-las. É muito importante ter uma reserva de segurança que possa ser utilizada em casos de emergências ou eventualidades, para que não seja preciso recorrer a dívidas para cumprir os compromissos financeiros. Esse dinheiro deve ficar aplicado em ativos de baixo risco e alta liquidez, para que não haja surpresas caso seja necessário resgatar o dinheiro. Algo bem apropriado para esse fim é investir no Tesouro Direto, mais especificamente no Tesouro SELIC (antiga LFT), pois esse é um título de baixíssimo risco e ainda tem uma rentabilidade superior a alternativas como a poupança. Outras aplicações adequadas são CDBs bancários ou fundos de investimento em renda fixa de baixo risco, porém é muito importante prestar atenção nas rentabilidades e nas taxas de administração cobradas nesses produtos.

Já quem não precisou recorrer à sua reserva de segurança pode pensar em diversificar as suas aplicações em busca de rentabilidade maiores. Isso necessariamente envolverá tomar mais risco, mas no longo prazo essa diversificação prova-se a chave para que o seu dinheiro renda mais e com consistência.

Tão importante quanto poupar o 13º salário é traçar objetivos financeiros futuros. Traçando esses objetivos você poderá ver o quanto precisa poupar, quanto precisa rentabilizar o seu dinheiro e quanto tempo é necessário para alcançá-los. Ter o hábito de traçar objetivos financeiros tende a conscientizar as pessoas de conter gastos, poupar e investir, que são ótimas práticas para uma situação financeira saudável.

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Planejar o que fazer com o seu 13º passa a ser ainda mais importante diante no cenário econômico. Pagar dívidas e investir?
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