A importância de ter objetivos de longo prazo

  • 03/04/2020
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A importância de ter objetivos de longo prazo

Geralmente, quem investe está buscando realizar algum sonho. Por isso, antes de começar a investir, é necessário entender algumas questões importantes e definir seus objetivos de curto, médio e longo prazo.

Dependendo do seu objetivo, movimentos de curto prazo podem não ser tão interessantes quanto a rentabilidade de longo prazo. Seja um pequeno ou grande investidor, adaptar a sua mentalidade para buscar rendimentos em prazos mais longos pode trazer boas oportunidades.

Variações do mercado

O mercado costuma passar por movimentos diversos, que variam de euforia, em que investidores estão dispostos a comprar e os preços sobem, a momentos de pessimismo exagerado, em que os investidores fogem do risco e os preços caem.

Por isso, é importante montar uma carteira de acordo com os seus objetivos financeiros e com o seu perfil de risco, para que movimentos repentinos do mercado, principalmente os de queda, não atrapalhem o alcance das suas metas.

Exemplo:

Três investidores fizeram uma aplicação inicial de R$100 mil em janeiro de 2005, com aplicações mensais de R$2 mil por mês até dezembro de 2019. O montante total aplicado, sem correções monetárias, foi de R$460 mil (R$100 mil iniciais + R$2 mil por mês).

Lembrando que o exemplo citado é de uma carteira composta pelo Índice Bovespa e não visa refletir o desempenho de ativos específicos. Frisamos ainda que não é possível prever o melhor momento de entrada e saída nestes ativos. Esses exemplos servem apenas para ilustrar a importância de manter uma estratégia de investimentos bem definida, utilizando os juros compostos a favor do investidor.

Considerando as variações do CDI e do Ibovespa, confira como cada investidor reagiu diante das variações do mercado:

Comparativo de rentabilidade das carteiras

Investidor 1

Com o foco no longo prazo, este investidor optou por não mexer nas aplicações em nenhum momento desde a aplicação inicial em janeiro de 2005. Com isso, o montante acumulado em dezembro de 2019 foi de R$1.234.000, nas ações que possui.

Investidor 2

Por causa da volatilidade que teve em 2008, este investidor decidiu resgatar o valor total das aplicações em ações em outubro de 2008, onde a bolsa teve uma queda de 24,80% no mês. Ao realizar o resgate, sua nova opção foi aplicar, em novembro de 2008, o valor em CDI e manteve o valor nesta opção até dezembro de 2019. Ao chegar no prazo final, ele acumulou R$1.107.000, ou seja, 10,3% (R$127.226) a menos que o Investidor 1.

Investidor 3

Também por causa da volatilidade que existiu em 2008, este investidor decidiu resgatar o valor total em ações no mês de outubro de 2008, onde a bolsa teve uma queda de 24,80% no mês. Ao resgatar, ele aplicou, em novembro de 2008, o valor em CDI e manteve essa estratégia até julho de 2010, onde a bolsa marcou uma alta expressiva de 10,80% no mês. Com a alta, o Investidor 3 resolveu entrar na bolsa novamente. Com isso, em dezembro de 2019, ele chegou ao montante de R$1.010.000, ou seja, 18,2% (R$ 224.195) a menos que o Investidor 1, que optou por não mexer nas suas aplicações.

Conclusão

Investimentos em ações são para o longo prazo e o Investidor 1 sabendo disso, resolveu

não mexer na sua carteira em um momento de forte queda, que foi na crise de 2008.

O Investidor 2, ao optar pelo resgate no período de crise e aplicar o valor em CDI, teve uma perda de 10,3% frente ao Investidor 1.

O investidor 3 também não teve uma estratégia adequada, pois ao resgatar as ações na baixa e reaplicar na alta da bolsa, resultou em quase 20% a menos que o Investidor 1.

Quando se fala de investimentos, o binômio risco x retorno é uma grande verdade, ou seja, investimentos menos arriscados são os que irão oferecer retornos mais previsíveis e, consequentemente com menor potencial de ganho. Já investimentos com mais risco, ou seja, que tem uma probabilidade grande de oscilação ao longo do tempo, podem oferecer retornos mais atrativos.

Para isso é preciso que o investidor consiga aliar tolerância ao risco a uma boa dose de paciência. Além disso, o horizonte de tempo está diretamente ligado a capacidade de correr riscos. Quanto mais tempo o investidor tiver até que seja necessário usufruir do valor investido, mais tempo ele tem para suportar oscilações e aproveitar oportunidades.

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Comentário(s): 2

       
  1. Matéria muito boa, bem esclarecedora.
    Mas como tenho 65 anos e parei de trabalhar prefiro manter meu perfil conservador e não correr riscos.
    Quem é jovem e tem disponibilidade financeira pode se arriscar.
    Finalmente parabéns pela matéria
    Enio de Avellar Martins

    1. Enio, boa tarde!
      Ficamos felizes com o seu gentil comentário!
      Como sempre reforçamos, a capacidade de assumir riscos é algo muito específico de cada investidor, sendo necessário levar em consideração questões como capacidade financeira, patrimonial e momento de vida. É muito importante avaliar não apenas o risco dos investimentos em si, mas também a sua própria tolerância a esses riscos. Neste artigo comentamos um pouco mais sobre o assunto: https://www.parmais.com.br/blog/risco-e-retorno-gestao-eficiente-de-investimentos/
      Desejamos sucesso!

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