Comparação de Fundos de Investimento

  • 03/01/2018

comparação de fundos

Caso você tenha aplicações em Fundos de Investimento você deve ter percebido que existe uma infinidade de fundos disponíveis no mercado, cada um com as suas características. Essas várias possibilidades às vezes podem confundir, portanto é importante saber como avaliar e fazer uma comparação de fundos. Para tentar ajudá-los nós vamos passar algumas dicas de como fazer essa avaliação.

O que você deve avaliar em uma comparação de fundos?

1 – Estratégia

Uma das questões mais importantes em uma avaliação de Fundos de Investimento é a estratégia. Antes de mais nada você deve definir que tipo de estratégia você está procurando para então fazer uma comparação de fundos e escolher os que tem melhor performance diante dela.

Se você vai precisar do dinheiro em um prazo mais curto e quer pouquíssima volatilidade, um fundo de Renda Fixa é o mais adequado, mas a rentabilidade de um fundo desses tende a ser bem diferente de fundos com outras estratégias.

Para quem tem um apetite para risco e um horizonte de investimento por um período mais longo, outros fundos como os Multimercados, Renda Variável, imobiliários ou Investimento no Exterior podem fazer mais sentido. Esses fundos mais arriscados costumam a ter uma rentabilidade maior no longo prazo, mas não há garantia disso e você pode incorrer em perdas nesse meio tempo.

2 – Gestão

Tendo escolhido o tipo de estratégia é importante escolher na sequência se você quer uma gestão ativa ou passiva.

Na gestão passiva o que se busca é reproduzir a rentabilidade de algum índice, como por exemplo o CDI na Renda Fixa ou o Ibovespa na Renda Variável. Esses são fundos menos complexos do que os de gestão ativa pois não buscam bater algum índice de referência, apenas acompanhar o mesmo. Um fundo passivo de Ibovespa, por exemplo, terá uma carteira muito semelhante à do índice e o seu comportamento também será semelhante, portanto se você ler no jornal que o Ibovespa caiu ou subiu o comportamento do seu fundo deve acompanhar esse movimento. Estes fundos, já que não demandam tanta expertise, têm taxa de administração mais baixas e geralmente não tem taxa de performance.

Já na gestão ativa o objetivo é bater um índice ou simplesmente ter uma rentabilidade absoluta maior que a média. Para isso o gestor vai ter que buscar oportunidades no mercado para obter melhor rentabilidade. Sendo assim, usando o exemplo acima, pode acontecer de o seu fundo não cair quando o Ibovespa tiver uma queda, também pode acontecer de não superar o índice em algum momento. Estes fundos quase sempre têm taxas de administração maiores e também taxa de performance.

3 – Gestor e Administrador

Tendo estabelecido qual estratégia e o tipo de gestão que você deseja, é importante ver os dados do fundo, entre eles o gestor e administrador.

O gestor é o responsável pela estratégia, pelas decisões de compra, venda e manutenção da carteira do fundo.

Já o administrador é o responsável pela parte mais burocrática do fundo, atendendo às demandas legais do fundo, o interesse dos cotistas e a operacionalização do fundo como um todo. Tendo em vista que uma das funções do administrador é supervisionar o gestor, o ideal é que eles não façam parte do mesmo grupo econômico para que não haja conflito de interesses, por isso sugerimos gestores independentes.

Fora isso é muito importante que, tanto a empresa gestora quanto o próprio gestor do fundo sejam pessoas que tenham um histórico longo e verificável com investimentos na estratégia escolhida. Por exemplo, digamos que você tenha investimentos em uma empresa gestora de fundos Multimercados, cujo histórico nessa estratégia você conhece e sabe que são bons gestores. Caso você decida investir em Renda Variável com essa mesma empresa, é importante avaliar se tanto a empresa quanto o gestor têm experiência também com essa estratégia e se o desempenho deles é satisfatório.

Cada estratégia de investimento tem as suas particularidades e muitas vezes um gestor ótimo em uma estratégia não é tão bom em outras, por isso essa avaliação é muito importante e gestores especialistas tendem a obter rendimentos melhores.

4 – Avaliação quantitativa

Tendo feito a análise qualitativa anterior, o ideal é em seguida partir para uma avaliação quantitativa dos fundos.

Caso você tenha escolhido por exemplo uma gestão passiva, é importante verificar a aderência do fundo ao benchmark escolhido, para verificar se ele é eficiente ao perseguir o índice ou não. Na gestão passiva o mais importante é que ele consiga ter um desempenho próximo a esse índice. Já na gestão ativa é importante verificar a rentabilidade que o fundo já obteve, a consistência em conseguir essas rentabilidades, a volatilidade do fundo, entre outros indicadores.

Veja por exemplo o caso abaixo.

Rentabilidade Volatilidade Índice de Sharpe
Fundo A 22,70% 15,32% 0,79
Fundo B 20,93% 11,18% 0,93

Esses são dados reais de dois fundos de Renda Variável em um ano. O fundo mais rentável é o Fundo A, porém o menos volátil é o Fundo B, como fazer a escolha nesse caso?

O Índice de Sharpe é uma medida interessante nesse caso pois é fácil de ser calculado e mede a relação risco-retorno de um ativo. Nesse caso o fundo B tem uma melhor relação risco-retorno, portanto deve ser o fundo mais adequado. Importante ressaltar que este é apenas um exemplo e a avaliação não se resume a apenas isso.

Toda essa análise é importante para não cair em algumas ciladas ou riscos desnecessários. Alguém pode por exemplo achar que tem uma carteira bem diversificada tendo dois fundos que seguem passivamente o Ibovespa por exemplo, mas na prática esses fundos provavelmente investem em ativos muito parecidos e esta não é uma carteira bem diversificada, estando exposta aos mesmos fatores de risco.

Sendo assim, analisar essas questões tende a fazer com que você tenha uma carteira de investimentos mais eficiente e, portanto, mais rentável.

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