Conheça os custos na compra de um imóvel

  • 22/12/2020
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Avaliar os custos na compra de um imóvel é um fator muito importante, mas muitas vezes passa despercebido – seja pela urgência ou empolgação para aquisição – e as pessoas só se dão conta dos gastos extras depois de já ter fechado o negócio.

Neste artigo, vamos falar sobre os pontos de atenção para fazer um bom negócio.

Mercado imobiliário estabilizado

Os brasileiros costumam comprar imóveis por questões culturais e históricas, pois entendem que esse tipo de investimento é seguro. Essa crença se mostrou verdadeira por muito tempo, porém, de 2015 para cá, o mercado imobiliário se estabilizou e até perdeu valor em muitas regiões.

Escrevemos recentemente este artigo, que compara o aluguel de imóveis com dividendos, mostrando qual é mais vantajoso e mostra essa realidade da estabilização do mercado imobiliário em um gráfico do site Fipezap.

Dividendos ou aluguel de imóveis? Qual mais vantajoso?

Defina um objetivo

Existem diversas formas de investir em imóveis quando o objetivo é ter algum retorno. O primeiro passo é pensar sobre qual o objetivo para aquele imóvel, se é ter ganho de capital ou geração de renda. Em resumo, se a intenção é comprar esse imóvel para vender com ganho no futuro – por exemplo, comprar um imóvel na planta para quando a construtora entregar fazer a venda com lucro – ou se está comprando para ter uma renda de aluguel, complementar a renda atual ou montar uma carteira com alguns imóveis para ter uma renda de aposentadoria.

Saiba mais: Quais fatores considerar antes de comprar imóveis?

Independentemente do objetivo, é importante sempre avaliar os custos na compra de um imóvel, para evitar surpresas desagradáveis no futuro.

Custos na compra de um imóvel

Veja os principais custos na compra de um imóvel, usando como exemplo uma pessoa que tem o objetivo de obter renda de aluguel:

Mobília do imóvel

Dentro desse universo, existem algumas opções e uma delas é comprar um imóvel residencial, como um apartamento, e colocar para alugar. Muitas vezes, para tornar esse imóvel mais atrativo, você precisa mobiliar minimamente, ou seja, colocar alguns móveis para favorecer a locação. Então, é preciso considerar esse custo inicial de mobília.

Vacância

Outro custo importante para considerar é a vacância, que são os meses que esse imóvel pode ficar vago. Suponhamos que você faça um contrato e depois de dois anos o inquilino sai e você acaba demorando três ou quatro meses para conseguir alugar novamente. Neste período em que o imóvel ficar desocupado, além de não receber o aluguel, você terá que pagar condomínio, IPTU, energia e talvez outros custos que surjam.

Manutenção da área comum

A manutenção da área comum é outro custo que as pessoas geralmente esquecem de incluir no cálculo. Por exemplo, um prédio é pintado periodicamente e essa pintura é dividida pelos condôminos. Além disso, eventualmente são feitas manutenções no prédio, como reparos, instalação de um novo sistema de segurança, entre outros. Tudo isso é rateado e os custos são de responsabilidade do proprietário, sendo descontado do aluguel, pois o inquilino não paga.

Manutenção do imóvel

Outro custo que geralmente não aparece é o custo de manutenção do próprio imóvel, que boa parte fica na responsabilidade do inquilino, mas alguns custos ficam com o proprietário. Um exemplo prático é: estragou o aquecedor a gás, o proprietário quem deve trocar ou arrumar esse aparelho.

Exemplo dos custos

Vamos considerar um imóvel com valor de R$600 mil de valor de mercado, alugado por R$1.400. Os custos estimados para o proprietário deste imóvel são:

  • Taxa da imobiliária = 10% sobre o valor do aluguel = R$140,00
  • Fundo de reserva do condomínio = R$100,00 por mês
  • Imposto de renda = 27,5% x R$1.260,00 (aluguel descontado do custo da imobiliária) = R$346,50
  • Custos de manutenção = por exemplo, estragou o aquecedor a gás e o proprietário gastou R$3.600,00 na troca. Considerando que o inquilino já estava no apartamento há três anos, dividindo os R$3.600 por 36 meses, pode-se acrescentar mais R$100,00 de desconto no aluguel.

Perceba que com todos os descontos, o valor líquido fica em torno de R$713,50, o que acaba sendo um valor pequeno de renda líquida, em comparação a um patrimônio imobilizado de R$600 mil. O rendimento líquido final nesse caso seria de 0,12% ao mês.

A importância do planejamento

Pensar nos custos envolvidos e se planejar para comprar um imóvel é essencial, pois dessa forma, você conseguirá refletir sobre sobre o impacto dessa decisão no seu bolso. Caso não se sinta seguro para tomar essa decisão sozinho, busque o auxílio de um planejador financeiro, pois ele poderá te ajudar com as análises necessárias, verificar todos os custos envolvidos e te dar um bom dimensionamento e verificar as consequências da compra um imóvel para o seu bem-estar e suas finanças.

Conclusão

Antes de decidir, avalie os custos na compra de um imóvel, para saber se o negócio realmente vale a pena.

Defina um objetivo para a compra do imóvel e considere os custos com a mobília, a vacância, a manutenção da área comum e também a manutenção do próprio imóvel, além de taxas de imobiliária e impostos.

Outra dica importante é contar com o auxílio de um profissional antes de tomar qualquer decisão sobre investimentos, pois ele pode te ajudar a considerar todos os aspectos que estão envolvidos e te dar suporte para fazer a melhor escolha.

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