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  • 06/09/2019

O que são Agregados Monetários?

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O que são Agregados Monetários?

Agregados monetários são categorias amplas usadas para definir e medir a base monetária e outros ativos de alta liquidez de uma economia. A base monetária, por sua vez, é formada pelo papel-moeda e meios de pagamento que podem ser facilmente transformados em papel-moeda. O agregado monetário mais líquido de todos que está em circulação na economia é a moeda.

Categorias de agregados monetários

Cada país possui a sua própria definição do que entra em cada categoria, mas no geral, os agregados monetários tendem a ser ordenados em função da sua liquidez. No Brasil, o Banco Central classifica os agregados monetários da seguinte maneira:

M1

Essa categoria pode ser chamada também de base monetária. Ela é formada pelos ativos de altíssima liquidez, que podem ser usados como meio de pagamento, e também pelos depósitos bancários de liquidez imediata, que não sofrem remuneração.

M2

Essa categoria compreende todo o M1 mais os depósitos a prazo remunerados, que são depositados nos bancos. O maior exemplo desse tipo de depósito seriam os CDBs.

M3

Essa categoria compreende todo o M2 somando ainda as captações realizadas por fundos de renda fixa de alta liquidez (fundos D0) e pela carteira de títulos registrados na Selic (como as operações compromissadas lastreadas em títulos públicos federais).

M4

Essa categoria compreende todo o M3 e acrescenta ainda os títulos públicos federais, como por exemplo, os que são negociados no Tesouro Direto.

A divisão dos agregados monetários dessa maneira permite ao Banco Central e economistas uma ideia melhor da liquidez e do suprimento de moeda em uma economia. Enquanto o M1 é amplamente aceito na economia e pode ser usado na compra de bens e serviços, outros agregados monetários, apesar de não serem usados como moeda, podem ser facilmente transformados em papel-moeda devido a sua alta liquidez. Adicionalmente, os agregados monetários de menor liquidez recebem remuneração, diferentemente do M1.

A importância dos agregados monetários

Estudar os agregados monetários pode gerar informações substanciais sobre a estabilidade e a saúde financeira de um país. Por exemplo, se os agregados financeiros de uma economia crescem de maneira muito acelerada, pode haver o risco de uma inflação demasiada.

Em um país, se existe mais dinheiro em circulação em uma economia do que produtos para serem negociados, a tendência é que haja um aumento dos preços desses produtos. Essa inflação, se for alta demais, pode fazer com que o Banco Central aumente as suas taxas de juros como forma de controlar o crescimento acelerado do suprimento de moeda da economia.

Por décadas, os agregados monetários eram essenciais no entendimento da economia de um país, sendo cruciais na determinação das políticas monetárias dos bancos centrais. Nos últimos anos, no entanto, uma série de políticas monetárias heterodoxas, com a queda das taxas de juros de países desenvolvidos para níveis abaixo de 0%, a correlação entre a base monetária e indicadores econômicos relevantes como a inflação, PIB e desemprego diminuiu. Ainda assim, o monitoramento dos agregados monetários é amplamente utilizado tanto pelo Banco Central quanto por economistas que analisam o cenário macroeconômico.

Conclusão

O conceito de agregados monetários é bastante utilizado no mercado de capitais e ele compreende a moeda e outros ativos financeiros de alta liquidez, que podem ser facilmente convertidos em dinheiro. Eles são monitorados e controlados pelo Banco Central e são muito utilizados para medir o nível de preços de uma economia como um todo.

Resumo
O que são Agregados Monetários?
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Descrição
É a classificação dada pelo Banco Central para os ativos financeiros conforme a sua liquidez. A moeda é o agregado monetário mais líquido em circulação. No Brasil existem quatro tipos: M1, M2, M3 e M4.
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