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  • 07/07/2015

Investimentos em 2015 e nos últimos 5 anos

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Investimentos em 2015

O ano de 2015 tem sido conturbado na economia brasileira devido as adversidades provocadas por escândalos de corrupção, reenquadramento fiscal brasileiro e a crise de popularidade da presidência da república. Diante da tentativa de regular a inflação durante o ano anterior, os preços, principalmente os administrados, sofreram grandes reajustes. Isso impacta nos investimentos em 2015. Como consequência, o IPC-A, principal índice de inflação, referência para a reposição salarial em vários setores e diversos instrumentos financeiros, disparou.

A poupança, refúgio comum de boa parcela da população, teve um retorno aquém de outros produtos semelhantes, abaixo até mesmo da própria inflação, isto é, quem manteve pelo ano de 2015 seus recursos dentro da poupança, teria hoje menos dinheiro do que tinha no início do ano. Apesar de quantitativamente, o valor dos seus investimentos estarem maiores do que estavam, a quantidade de bens e serviços que conseguiria comprar com esse valor é menor hoje do que no início do ano. É o que se chama de taxa real de juros, em uma conta simples, para inflação na faixa de um digito, a simples subtração da taxa de juros recebida e a inflação retorna um valor bastante aproximado da taxa de juros real correta.

Mas em nem todos os investimentos os poupadores perderam dinheiro por conta da inflação alta neste ano. Com o ceticismo sobre a condução da política econômica, houve uma demanda significativa por ativos que oferecem uma proteção do “risco Brasil”. Por isso, dólar e ouro foram os investimentos em 2015 mais rentáveis.

Esses ativos oferecem uma proteção ao investidor e tem rentabilidade atrelada à piora dos indicadores do país. Na prática, o retorno desses investimentos em 2015 aumenta durante a crise. A tabela com os retornos dos principais indicadores pode ser visualizado abaixo:

Tabela I – Retorno para produtos financeiros selecionados.

A Par Mais Planejamento Financeiro tem um propósito claro: trabalhamos para auxiliar cada um de nossos clientes a construir sua tranquilidade financeira. A Par Mais atua na área de planejamento financeiro pessoal, family office, gestão patrimonial, consultoria financeira para empresas e consultoria de investimentos.

Ainda que o CDI, principal indicador da rentabilidade de produtos de renda fixa, tenha perdido para a inflação, a expectativa é que no segundo semestre a situação se inverta, o IPC-A reduzindo e o CDI ainda com leve ascensão, sendo um interessante produto de investimento instrumentos financeiros atrelados a ele para o final do ano. Já no mercado de renda variável, o Índice Bovespa teve uma boa recuperação diante de um fraco 2014, e isso se deu principalmente pela recuperação de algumas estatais, especificamente a Petrobrás com uma forte valorização no ano de quase 60%. Já os fundos multimercados, por terem de maneira geral uma grande flexibilidade na sua carteira, conseguiram uma rentabilidade razoavelmente boa, aproveitando oportunidades em câmbio (dólar e euro) e juros.

Aumentando o escopo de avaliação para um prazo mais longo, é possível observar algumas tendências e tirar conclusões mais consistentes nesses investimentos em 2015 e nos outros anos, o gráfico abaixo apresenta os retornos acumulados em um período de 5 anos.

Gráfico I – Retornos acumulados de ativos selecionados no período de 26/06/2010 até 26/06/2015.

O mercado acionário mostrou-se inconsistente no período, produzindo uma rentabilidade negativa de 16,83%. Ainda assim, pelo índice ser composto com uma certa rigidez, e não privilegiando empresas com fundamentos baseados na rentabilidade, alguns fundos de ação conseguiram um bom retorno no período, fazendo uma gestão ativa da carteira, mesmo diante de um ambiente desfavorável. Os destaques no período ficam por conta do benchamark dos fundos Multimercado e do Dólar, com um retorno no período muito semelhante (73,18% e 73,20% respectivamente). Dólar e Ouro, tiveram uma escalada forte a partir do segundo semestre do ano de 2014, o primeiro principalmente devido a expectativa e posterior concretização da eleição de Dilma Rousseff para a presidência, vista com maus olhos pelo mercado financeiro, e o segundo precificando um contexto internacional de insegurança com a crise da Grécia atingindo toda a União Europeia. Já o CDI, produziu uma boa rentabilidade real (acima da inflação) sem grandes oscilações.

O destaque negativo, além do Ibovespa, ficou por conta da poupança, com um retorno no período de 39,95%, muito próximo a inflação do período, de 38,3%. Ou seja, o investidor que manteve uma poupança no período, só manteve o poder de compra. Ainda que a poupança seja um dos ativos mais seguros do país (enquanto o Collor não for presidente), o retorno em produtos com semelhante grau de risco, como títulos públicos que acompanhem o CDI, ou que garantam uma rentabilidade pré determinada acima da inflação possibilitam uma rentabilidade significativamente superior a poupança.

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Investimentos em 2015 e nos últimos 5 anos por Guilherme Alano – 07.07.2015

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