Como escolher ações para investir?

  • 16/02/2018

Nos últimos dois anos o mercado de ações tem tido um desempenho exuberante, que faz com que vários investidores se interessem por ele e queiram ter exposições diretas a esse mercado, colhendo assim estes belos rendimentos. E o mercado de ações realmente possui oportunidades ótimas que podem ajudar muito a rentabilizar o seu dinheiro. Uma das maneiras de entrar nesse mercado é negociando ações diretamente através da sua carteira. Para isso você precisará escolher ações que sejam adequadas à sua estratégia de investimento. Com o intuito de ajudá-lo na sua escolha, vamos pontuar alguns dos detalhes que merecem atenção na hora de escolher as melhores ações para se investir.

Fatores psicológicos

Alguns famosos economistas como Daniel Kahneman e Richard Thaler, ganhadores do Prêmio Nobel de Economia, escreveram sobre como os seres humanos são irracionais nas suas decisões econômicas. Isso na prática significa que muitas vezes o que você quer fazer talvez não seja o mais racional ou lógico a ser feito, podendo assim ocasionar perdas financeiras.

O “Efeito manada” é um desses fatores psicológicos que atingem os investidores. Esse efeito faz com que os investidores simplesmente ‘sigam a massa’, ou seja, invista em ações que estão em tendência de alta sem saber exatamente o motivo, apenas porque ‘todos estão ganhando dinheiro com ela’. Isso normalmente faz com que o investidor chegue “tarde pra festa”, comprando depois de a ação já ter se valorizado. Pior, esse efeito normalmente é seguido por quedas contundentes gerando grandes prejuízos.

Outro fator psicológico é o “Efeito disposição”. Ele diz que investidores tendem a vender ações com lucro em um curto espaço de tempo e tendem a manter ações com prejuízo por um longo espaço de tempo, à espera que ela volte. Esse também é um comportamento que não tem uma base racional, levando a perdas significativas no longo prazo.

Análise e Stock-Picking

Tendo ciência do risco dos fatores psicológicos, partimos para a análise das ações e o Stock-Picking, termo em inglês que significa “Escolha de Ações” e determina a maneira como o investidor escolhe as ações que compõem o seu portfólio com base em uma estratégia pré-determinada. Primeiramente deve-se determinar se o seu perfil de investidor é agressivo, moderado ou conservador, pois existem estratégias mais adequadas para cada perfil. Outra questão importante é a diversificação. Estudos falam que um portfólio balanceado deve ter em torno de 12 ações com comportamentos descorrelacionados para que se obtenha o benefício da diversificação. O mínimo que se indica são 5 ações, caso contrário o portfólio fica muito concentrado. Tendo determinado isso você busca fazer uma estratégia passiva ou ativa.

Conheça o nosso guia que aponta as melhores ações dos últimos 10 anos no Brasil.

Estratégia passiva

Caso queira uma estratégia passiva você pode pesquisar algum índice de Mercado (Ibovespa, IBrX-100), Setorial (IEE, INDX, ICON), Melhores Práticas (IGCX, IGC-NM, ICO2) ou de alguma Estratégia específica (MLCX, SMLL), ver as ações que compõe o índice e compra-las individualmente, dessa forma você deve ter um comportamento semelhante ao do índice.

Estratégia ativa

Caso você tenha decidido uma estratégia ativa, o próximo passo seria verificar se você vai escolher as ações com base em uma análise fundamentalista ou técnica.

Análise fundamentalista

Através de uma análise fundamentalista você deve analisar os indicadores das empresas, como o Fluxo de Caixa Descontado, Preço/Lucro, Retorno sobre Capital Investido entre vários outros, chegando assim ao valor intrínseco da ação. Com isso você pode escolher comprar ações que estão valendo menos do que o seu valor intrínseco (Estratégia Valor), as que tem grande potencial de crescimento e valorização (Estratégia Crescimento), as que são boas pagadoras de dividendos (Estratégia Dividendos), entre várias outras. As estratégias fundamentalistas costumam ter um viés de longo prazo.

Análise técnica

Já a análise técnica considera que nenhum desses indicadores são necessários pois o preço dos ativos já desconta todas as variáveis possíveis. Ou seja, esse tipo de análise estuda as representações gráficas dos movimentos de mercado, tendo como premissa que os padrões se repetem. Na análise técnica estuda-se o comportamento dos preços através de algoritmos e outras ferramentas, o que permite identificar as ações que mais rapidamente vão se recuperar de quedas nos seus preços, trazendo rápidos retornos. As estratégias técnicas costumam ter um viés de curto prazo.

Monitoramento

O terceiro passo importante é o monitoramento do preço das ações do portfólio. Independente da escolha entre uma estratégia passiva ou ativa, fundamentalista ou técnica, todas elas dependem do monitoramento das ações para a escolha de quando vale a pena entrar ou sair da posição em uma ação. Isso muitas vezes demanda tempo e sangue-frio, mas sem esse monitoramento pode-se perder o timing para que a estratégia adotada dê certo.

Conclusão

Para escapar das armadilhas psicológicas na hora de escolher as ações do seu portfólio, e consequentemente do dinheiro que pode ser perdido investindo sem racionalidade, o ideal é ter uma estratégia bem determinada e baseada em indicadores reais, que independem de opiniões ou julgamento pessoal. Não é fácil implementar algo assim na prática e, olhando por essa ótica, pode fazer sentido investir através de bons fundos de ações, já que eles têm equipes de analistas e gestores preparados para implementar essas estratégias, além de volume financeiro para diluir o custo disso.

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Confira detalhes que merecem muita atenção na hora de como escolher ações para investir. Veja os fatores psicológicos, as análises necessárias e o monitoramento.
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