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  • 29/06/2018

Regimes de bens no casamento: qual o ideal para você?

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Regime de bens no casamento

Um assunto antigo, mas sempre atual e que causa muitas dúvidas são os regimes de bens no casamento.

Afinal, como escolher? Qual a opção mais adequada para cada casal? Pensando em esclarecer as dúvidas, que giram em torno das características de cada regime, seja comunhão universal, parcial ou separação de bens, entrevistamos duas pessoas com regimes de bens no casamento distintos: comunhão parcial de bens e separação de bens.

As experiências de cada casal trazem pontos de vistas diferentes para refletirmos e demonstram que essa é uma escolha bem pessoal e ela deve estar alinhada aos objetivos do casal.

O mais importante é ter em mente que vocês (o casal) são livres para escolher a opção que acreditem ser a melhor para o seu perfil e, que o melhor planejamento financeiro é aquele feito sem relação emocional.

Quais são os de regimes de bens no casamento?

Os regimes de bens no casamento são um conjunto de regras que os noivos escolhem antes do casamento. Elas determinam juridicamente como serão administrados os bens do casal. Conheça os 3 tipos de regimes de casamento:

Comunhão parcial de bens

Nesse regime, os bens adquiridos antes do casamento não se comunicam entre os cônjuges, assim como doações e heranças. Mas, os adquiridos durante a união passam a ser patrimônio comum do casal. Sobre os bens comuns, cada cônjuge terá sua parte no patrimônio, que é dividido igualmente.

Um ponto interessante a ser levado em conta: mesmo que um bem tenha sido adquirido em data anterior ao casamento e não integre o patrimônio do casal, se este bem for vendido, e com o dinheiro resultante da venda for adquirido um novo bem, durante o casamento, então este último passará a integrar o patrimônio comum do casal.

Atualmente, a comunhão parcial de bens é o regime de casamento oficial no Brasil, ou seja, se na hora de assinar os papéis do casamento, o casal não escolher outro previamente, esse será o regime adotado.

Você sabia que desde 2002, é possível alterar o regime de casamento escolhido? Conforme o 2º parágrafo do artigo 1.639, fica regulamentada a mudança de regime de casamento mediante autorização judicial quando o pedido vier de ambos os cônjuges. Para isso, é necessário entrar com o pedido judicial em comum acordo com o cônjuge.

Comunhão universal de bens

No Brasil, até 1977, o regime de comunhão universal de bens era o regime oficial, no qual em caso do casal não se manifestar em sentido contrário, esse regime regulava as relações patrimoniais após o casamento.

Nesse regime, os bens adquiridos antes e durante o casamento se comunicam entre os cônjuges, inclusive doações e heranças, formando um patrimônio comum ao casal.

Importante: quando há o termo “comunhão” no nome do regime de bens, há “meação”. A meação indica que metade do patrimônio acumulado por um casal será de cada cônjuge. Porém, enquanto no regime de comunhão parcial a meação ocorre somente para os bens comuns ao casal, na comunhão universal a meação ocorre para todos os bens (particulares e comuns).

Separação de bens

No regime de separação de bens, os bens adquiridos antes e durante o casamento não se comunicam entre os cônjuges. Dessa forma, o casal escolhe, ainda em vida, como ocorrerá a distribuição dos bens adquiridos durante o período do casamento.

O Código Civil impõem que, nesse regime de casamento, os dois cônjuges contribuam para as despesas do casal na proporção dos seus rendimentos, a não ser que ajustem de modo diverso, o que poderá ser feito no pacto antenupcial.

Por exemplo: se o cônjuge “A” ganha o dobro do que recebe o cônjuge “B”, esse cônjuge “A” deverá arcar com as despesas do casal com o dobro da participação do cônjuge “B”, a não ser que tenham ajustado outra proporção para as respectivas contribuições.

Obs.: a separação de bens é regime obrigatório quando a pessoa tiver mais de 70 anos.

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Separação de bens: liberdade de escolhas

Entrevistamos F. L., o cônjuge de um casal que optou pelo regime de separação de bens. Ele, administrador, conta que sempre estudou sobre esse tema, e como era responsável pelas finanças da empresa da família, sempre ouviu com atenção casos em que casamentos acabam arruinando as finanças familiares.

Por isso, quando ele decidiu casar, já tinha em mente o regime de separação de bens. Ele conta, que em um primeiro momento a ideia não foi bem aceita pela sua esposa, que ficou chateada dizendo que não havia confiança, ou que até mesmo ela estaria de olho nas posses da família dele. Afinal, pra que casar se é para ter tudo separado?

Mas, na prática não é bem assim. Depois de estudar e conversar mais sobre o assunto, o casal chegou ao acordo de que essa seria a melhor decisão. Isso porque, ao contrário do que o nome pressupõe, não significa que todos os bens do casal ficarão separados.

“A separação de bens não significa que todos os bens estarão separados, mas significa que você escolhe previamente a cada ação que tomar” (F.L.)

O entrevistado acredita que esse regime dê mais liberdade e autonomia ao casal fazer as próprias escolhas a cada passo que tomar. E também, de certa forma protege os cônjuges em caso de dar algo errado.

F.L. lembra que “contratos – como os de casamento – são feitos justamente para quando as coisas dão erradas”.

Por exemplo, no caso de F.L., um tempo após o casamento, a empresa da família dele acabou vindo a falência e caso eles estivessem casados em outro regime de casamento, a esposa dele também teria perdido todo o seu patrimônio.

Para ele, a separação de bens exige confiança do casal, mas também demonstra preocupação com o futuro, pois em caso de separação, cada um terá os seus bens previamente definidos pelo casal, visto que cada escolha financeira depende de uma conversa para determinar em comum acordo como o bem será dividido e administrado. Inclusive se ele será dividido igualmente entre os dois.

Comunhão parcial de bens: justiça e união

Entrevistamos A.D., administradora de empresas, casada no regime de comunhão parcial de bens. Para ela, foi a escolha mais justa que o casal poderia ter. Afinal, quando resolveram se casar, o marido já havia construído um bom patrimônio, e ela e sua família possuíam diversos bens.

Dessa forma, a construção do patrimônio de ambos começou naquele momento. Ela acredita que o regime escolhido une o casal, pois eles estão caminhando lado a lado para construir o seu patrimônio.

“A comunhão parcial de bens torna o casal mais unido e fortalece o casamento, afinal se algo der errado, os dois se dão mal e se der certo, os dois ficam bem juntos.” (A.D.)

Depois de 28 anos juntos, eles não se arrependem da escolha, e acreditam que o regime de casamento influencia na cumplicidade do casal quando há o interesse de ambas as partes construírem uma vida juntos.

A entrevistada acredita que, mesmo nos casos em que a mulher é dona de casa, ela está trabalhando junto ao marido para construir o patrimônio, afinal sem ter alguém que segure as pontas do trabalho em casa, fica difícil manter uma família em pé. E ainda afirma, nesses casos, quando houver separação, não há nada mais justo do que dividir igualmente os bens do casal.

Conclusão

As duas histórias de vida demonstram como a escolha dos regimes de bens no casamento afetam toda a relação do casal. Além disso fica claro que é uma decisão muito pessoal que não possui regras. O casal deve estudar com profundidade cada regime e sentir-se livre para escolher aquele que melhor traduz os seus objetivos de vida e perfil.

E você já sabe qual regime escolher? A melhor forma de responder essa questão é estudando, conversando com o seu parceiro e empoderando-se financeiramente, afinal as melhores decisões são aquelas tomadas com base no conhecimento! Não se deixe levar pelo senso comum e entenda qual o melhor regime de casamento para você.

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Par Mais – 01.11.2016 (atualizado em 29/06/2018)

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Resumo
Regimes de bens no casamento, você sabe qual o ideal para vocês?
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Regimes de bens no casamento, você sabe qual o ideal para vocês?
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Conheça os três regimes de bens no casamento e veja como pode ser feita a alteração caso o casal julgue necessário.
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Comentário(s): 331

       
  1. ola boa tarde!

    tubo bem
    olha eu estou pretendendo casar ano que vem,estou com uma duvida eu tenho um apartamento no meu nome como funcionar esse caso ?

    1. Darci, boa tarde!
      Vai depender de qual regime de casamento vocês vão escolher. O ideal é procurar o auxílio de um advogado para sanar todas as dúvidas, pois existe a possibilidade de fazer um pacto antenupcial. Mas para lhe ajudar, segue um breve resumo de cada regime de casamento:
      1. No regime de “separação total de bens”: no caso de separação, cada um fica com os bens que estiverem em seu nome. No caso de falecimento de um cônjuge, o sobrevivente é herdeiro dos bens, juntamente com os demais herdeiros.
      2. No regime de “comunhão parcial de bens” (a mais comum): no caso de separação, tudo que foi adquirido durante a união será dividido 50% para cada. No caso de falecimento de um cônjuge, o sobrevivente é meeiro, ou seja, recebe 50% dos bens da união e o restante fica com os herdeiros.
      3. No regime de “comunhão total de bens”: no caso de separação, todos os bens são divididos igualmente, 50% para cada. No caso de falecimento de um cônjuge, o sobrevivente é meeiro, ou seja, recebe 50% dos bens da união e o restante fica com os herdeiros.
      Desejamos um ótimo casamento e muitas felicidades!

  2. Boa noite.. No meu caso estou junto do meu marido ha 14 anos.. sempre pagamos aluguel, ele comprou uma moto e um carro e agora conseguimos financiar um apartamento.. mas eu nao trabalho sou do lar temos 3 filhos e nao posso trabalhar por conta de um deles ser DIABÉTICO… Mas nao somos casados no papel.. Gostaria de saber se se nos NÓS separar eu tenho direito aos bens conquistados tipo na moto carro e no apartamento?
    E outra pergunta teve um tempo que me separei dele ela nao quis me dar nada falei pra ele fica com a moto e me da o carro mas nao quis ficou com tudo… eu coloquei ele na justiça hoje recebo pensão… Nos voltamos e eu nao tireu ele da justiça.. Agora ele quer casar no papel .. mas me falou que vou ter que tirar ele da justiça eu nao quero.. pois nao da pra casar e eu continuar recebendo a pensão ne?

    1. Thamires, boa tarde!
      Vocês vivem em uma união estável, que é regida pelo regime de “comunhão parcial de bens”, onde no caso de separação, tudo o que foi adquirido durante a união será dividido 50% para cada. No seu caso, você terá direito a 50% do carro, 50% da moto, e 50% do valor que já foi pago no apartamento financiado, independentemente de ter contribuído ou não. Filhos não entram na partilha dos bens em caso de separação.
      Quanto a continuidade do recebimento da pensão, esta será cessada quando vocês formalizarem a união, visto que o pagamento da pensão está atribuída justamente ao fato de vocês terem (e estarem, no papel) separados.
      Sugerimos que você busque o auxílio de um advogado para tirar todas as dúvidas e resolver tudo da melhor forma.
      Desejamos sucesso!

  3. Boa noite.
    Moro junto com meu companheiro,não somos casados no papel, quando eu conheci ele eu já tinha carro e estava guardando dinheiro para comprar uma casa. Depois de um tempo ele veio morar comigo, eu comprei uma moto para ele trabalhar e comprei uma casa financiada, e está tudo no meu nome,quem pagou entrada e tudo mais fui eu.
    Porém ele tem uma filha,que quando eu conheci estava em processo na justiça para saber se a menina era realmente dele.
    Caso venha acontecer algo com ele, ela tem direito aos meus bens, mesmo ele não contribuindo mas morando comigo?
    Estamos pensando em casar, qual regime eu deveria escolher para caso aconteça alguma coisa ela não venha a ter direito aos meus bens?

    1. Carolina, bom dia!
      Vocês vivem em uma união estável, que é regida pelo regime de “comunhão parcial de bens”, onde no caso de separação, tudo o que foi adquirido durante a união será dividido 50% para cada, No seu caso, seu companheiro terá direito a metade de tudo o que foi adquirido durante a união, independente de quanto cada um contribuiu financeiramente. Os filhos não entram na partilha dos bens em caso de separação.
      No caso de falecimento de um cônjuge, o sobrevivente é meeiro, ou seja, recebe 50% dos bens da união e o restante fica com os herdeiros. Ou seja, caso seu companheiro vier a faltar, você tem direito a 50% dos bens e o restante fica com a filha dele, que é herdeira.
      A decisão sobre qual regime de casamento escolher merece muita reflexão e deve ser decidida entre o casal. O ideal é procurar o auxílio de um advogado para sanar todas as dúvidas, pois existe a possibilidade de fazer um pacto antenupcial. Além, do regime de “comunhão parcial de bens” citado, existem outros dois tipos. Segue um breve resumo:
      1. No regime de “separação total de bens”: no caso de separação, cada um fica com os bens que estiverem em seu nome. No caso de falecimento de um cônjuge, o sobrevivente é herdeiro dos bens, juntamente com os demais herdeiros.
      2. No regime de “comunhão total de bens”: no caso de separação, todos os bens são divididos igualmente, 50% para cada. No caso de falecimento de um cônjuge, o sobrevivente é meeiro, ou seja, recebe 50% dos bens da união e o restante fica com os herdeiros.
      Desejamos um ótimo casamento e muitas felicidades!

  4. Oi tudo bem? Eu me divorciei mais minha partilha não foi dividida e vou me casar no civil qual será a o regime docasamento

    1. Karla, bom dia!
      O ideal era ter feito a partilha dos bens no momento da separação.
      A decisão sobre qual regime de casamento escolher merece muita reflexão e deve ser decidida entre o casal.
      Sugerimos que busque o auxílio de um advogado para resolver a questão da partilha dos bens e sanar todas as dúvidas.
      Mas para lhe ajudar, segue um breve resumo de cada regime de casamento:
      1. No regime de “separação total de bens”: no caso de separação, cada um fica com os bens que estiverem em seu nome. No caso de falecimento de um cônjuge, o sobrevivente é herdeiro dos bens, juntamente com os demais herdeiros.
      2. No regime de “comunhão parcial de bens” (a mais comum): no caso de separação, tudo que foi adquirido durante a união será dividido 50% para cada. No caso de falecimento de um cônjuge, o sobrevivente é meeiro, ou seja, recebe 50% dos bens da união e o restante fica com os herdeiros.
      3. No regime de “comunhão total de bens”: no caso de separação, todos os bens são divididos igualmente, 50% para cada. No caso de falecimento de um cônjuge, o sobrevivente é meeiro, ou seja, recebe 50% dos bens da união e o restante fica com os herdeiros.

      Desejamos um ótimo casamento e muitas felicidades!

  5. Boa noite, conheci uma moça iremos fazer dois anos de namoro, iremos se casar no próximo mês.
    A minha renda é superior a dela, tenho dois filhos com mulheres diferentes.
    Tenho um veículo, um caminhão, uma moto, uma casa.
    A minha futura esposa não tem nada.
    Qual será o melhor regime???

    1. Raimundo, bom dia!
      A decisão sobre qual regime de casamento escolher merece muita reflexão e deve ser decidida entre o casal. O ideal é procurar o auxílio de um advogado para sanar todas as dúvidas, pois existe a possibilidade de fazer um pacto antenupcial. Mas para lhe ajudar, segue um breve resumo de cada regime de casamento:
      1. No regime de “separação total de bens”: no caso de separação, cada um fica com os bens que estiverem em seu nome. No caso de falecimento de um cônjuge, o sobrevivente é herdeiro dos bens, juntamente com os demais herdeiros.
      2. No regime de “comunhão parcial de bens” (a mais comum): no caso de separação, tudo que foi adquirido durante a união será dividido 50% para cada. No caso de falecimento de um cônjuge, o sobrevivente é meeiro, ou seja, recebe 50% dos bens da união e o restante fica com os herdeiros.
      3. No regime de “comunhão total de bens”: no caso de separação, todos os bens são divididos igualmente, 50% para cada. No caso de falecimento de um cônjuge, o sobrevivente é meeiro, ou seja, recebe 50% dos bens da união e o restante fica com os herdeiros.
      Desejamos um ótimo casamento e muitas felicidades!

  6. Boa tarde,eu moro com uma pessoa a 10 anos ,agora desidimos casar,quando fomos mora juntos nao tiamos nada,tudo que temos conseguimos juntos ,em qual regime devemos nos casar?

    1. Léia, boa tarde!
      Vocês vivem em uma união estável, que é regida pelo regime de “comunhão parcial de bens”. Neste regime, tudo o que foi adquirido durante a união será de ambos, em partes iguais. No caso de falecimento de um cônjuge, o sobrevivente é meeiro, ou seja, recebe 50% dos bens da união e o restante fica com os herdeiros.
      Ao se casarem, vocês podem optar por continuar no regime de comunhão parcial de bens, ou optar por outro regime de casamento. A decisão deve ser feita com muita reflexão pelo casal. O ideal é procurar o auxílio de um advogado para sanar todas as dúvidas. Mas para lhe ajudar, segue um breve resumo dos outros dois regimes de casamento:

      – No regime de “comunhão total de bens”: no caso de separação, todos os bens são divididos igualmente, 50% para cada. No caso de falecimento de um cônjuge, o sobrevivente é meeiro, ou seja, recebe 50% dos bens da união e o restante fica com os herdeiros.

      – No regime de “separação total de bens”: no caso de separação cada um fica com os bens que estiverem em seu nome. No caso de falecimento de um cônjuge, o sobrevivente é herdeiro dos bens.

      Desejamos um ótimo casamento e muitas felicidades!

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