Decisões de investimentos: somos racionais ou irracionais?

  • 17/10/2017

A teoria clássica da economia pressupõe que as pessoas são racionais, tomam suas decisões de investimento e consumo baseadas em decisões lógicas escolhendo sempre a melhor opção. Porém, caso isso fosse realmente verdade, não haveriam tantas pessoas endividadas, tantos consumidores comprando por impulso e nem tantos investidores deixando dinheiro na poupança ou comprando títulos de capitalização.

Foi com base nisso que o economista Richard Thaler uniu a psicologia à economia e desenvolveu a teoria de os chamados “agentes econômicos” são irracionais e fazem suas escolhas em questões subjetivas e culturais. Só que essa irracionalidade ocorre de uma maneira previsível e, foi esse estudo, que o levou a ganhar em outubro de 2017 o Nobel da Economia.

E a sua tese pode ser observada em várias situações cotidianas. Por exemplo, não é novidade falar que, ao deixar o seu dinheiro no banco, quem realmente lucra com isso é o próprio banco e não o investidor, e que existem alternativas a isso. Ainda assim a maioria das pessoas deixa o seu dinheiro nessas instituições ao invés de procurar especialistas de investimento. Porque será que isso acontece? Vamos analisar essa questão e buscar algumas respostas.

Inércia

Muitas vezes é mais fácil simplesmente acatar a sugestão de investimentos do gerente do que buscar algo que valha mais a pena no mercado ou um especialista de investimentos que te ajuda nessa decisão. O barato, no entanto, pode sair caro, e você pode acabar com um produto que não atenda às suas necessidades específicas de rentabilidade, risco ou liquidez.

Um caso emblemático é o da senhora de 70 anos que vai ao banco buscar uma boa alternativa de investimento para resgate em 6 meses e é oferecida um PGBL. O gerente do banco dá a justificativa de que é um bom investimento devido ao seu diferimento tributário e ao baixo risco, mas na verdade está pensando apenas nas suas metas e na comissão que vai levar na venda do produto. O resultado é um investimento de baixíssima liquidez e com altas taxas de carregamento, algo que poderia ser evitado com o aconselhamento correto.

Medo

Existem diversos casos de bancos e empresas que fecharam por má-administração, fraude ou simplesmente questões de mercado e o investidor tem medo de acabar investindo em mais um caso desses. Grandes bancos que são amplamente conhecidos passam a percepção de que são grandes demais para quebrar e o fato de ter várias agencias à mão passa mais segurança aos seus correntistas, o que não necessariamente quer dizer que sejam menos arriscados do que outros bancos e empresas não tão conhecidos. Aproveitando-se disso eles oferecem produtos com altas taxas e/ou baixos retornos.

Ainda assim existem diversos investidores que já escaparam dessas armadilhas preferem realizar seus investimentos sem utilizar os conselhos de um especialista de investimentos, buscando-o apenas depois de “quebrar a cara”. Porque isso ocorre?

Por achar que consegue fazer sozinho

Ao fazer uma casa ou tratar de uma doença você provavelmente procuraria a ajuda de um especialista, no entanto ao se tratar de investimentos, apesar dos termos e conceitos complexos e de ser algo extremamente dinâmico e mutável, algumas pessoas acreditam estar plenamente preparadas, o que leva ao próximo ponto.

Falta da plena noção dos riscos

Investimentos necessariamente incorrem em riscos e muitas vezes por não conseguir avaliá-los, o investidor acha que não está correndo riscos ou que eles estão sob controle. Essa má avaliação pode fazê-lo perder boas oportunidades de investimento, ou ainda pior, entrar em investimentos que acabam indo mal.

Fugir dos custos

Gerentes de bancos, assessores de investimentos e outros agentes que não cobram pelas suas consultorias são, invariavelmente, profissionais que tem como principal interesse a sua remuneração e o lucro da empresa para quem trabalha. Isso pode gerar um conflito de interesses entre o que é melhor para você e o que é o melhor para o gerente.

Ao ser questionado sobre o que faria com o prêmio de aproximadamente 1,1 milhão de dólares, Richard Thaler respondeu comicamente que pretende gastá-lo “da maneira mais irracional possível”. É da natureza humana nem sempre tomar a decisão mais racional ou eficiente, não dá para brigar com isso, no entanto ao adiar a decisão de contratar profissionais para te ajudar com os seus investimentos você acaba perdendo janelas de oportunidade para investir e pode correr riscos desnecessários.

Ao contratar uma consultoria de investimentos independente você se blinda de eventuais conflitos de interesse e tem uma experiência mais pessoal com os seus investimentos, com soluções que se adaptam melhor ao seu momento de vida, a sua necessidade de rentabilidade, liquidez, e com um risco condizente com o que você busca.

Resumo
Decisões de investimentos: somos racionais ou irracionais?
Nome do artigo
Decisões de investimentos: somos racionais ou irracionais?
Descrição
Nas decisões de investimentos, os chamados “agentes econômicos” são irracionais e fazem suas escolhas em questões subjetivas e culturais.
Autor

Deixe um comentário