Seguros: você tem, mas não gostaria de usar

  • 21/10/2015
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Seguros

Está em dúvida e não sabe se precisa de seguro?

 

Talvez, os seguros sejam o único serviço que você contrata, mas que não tem intenção alguma em usar. Se não temos essa intenção, então por qual motivo contratamos?

A resposta fica muito clara quando pensamos no seguro do automóvel. Nós contratamos o seguro para ter mais tranquilidade ao rodar com nosso veículo. Se eu bater o carro e tiver conserto, eu limito meu prejuízo ao valor da franquia. Se meu veículo tiver perda total ou se ele for roubado, nem franquia eu preciso pagar!

A gente faz o seguro para não precisar usar, pois ele garante a tranquilidade financeira, mas não inibe transtornos e tudo mais decorrentes de algum sinistro.

O mercado de seguros é muito grande. Há diversos produtos: seguro de automóvel, residencial, viagem, saúde, de vida, invalidez, responsabilidade civil e etc. No caso do seguro de automóvel e residencial, é muito simples estimar o valor do seguro, pois ele vai se limitar ao valor do bem.

Mas, e no caso de seguro de vida e seguro invalidez, como mensurar?

A gestão de riscos é uma das áreas do planejamento financeiro pessoal, e mensurar os seguros é uma das atividades realizadas.

 

Como fazer seguro de vida?

Você tem seguro de vida? Você precisa de seguro de vida? A sua apólice de seguro de vida está enquadrada para o seu perfil? Sua família ficará resguardada caso você venha a faltar? Por quanto tempo sua família consegue manter o atual padrão de vida caso você venha a faltar? Seus filhos continuaram na escola particular? E o plano de saúde?

O seguro existe para responder todas as perguntas acima e a Par Mais, vai definir qual é sua necessidade de seguro.

No caso do seguro de vida, devemos levar em consideração o valor total das despesas da casa e a participação do segurado na composição da renda. Como assim? Supondo que as rendas sejam iguais as despesas. Se as despesas da minha casa são de R$ 15.000,00 por mês e minha renda é de R$ 10.000,00, então eu respondo por 67% das despesas. Logo, se eu vier a faltar, minha família precisaria de uma renda complementar de R$ 10.000,00 para manter o mesmo padrão de vida. Essa renda complementar pode ser gerada pela pensão do INSS, rendimento do meu patrimônio e, em especial, pelo seguro.

É evidente que, caso eu venha a faltar, minha família deva reduzir as despesas mensais, pois eu respondo por parte delas. Mas, é importante, em um primeiro momento, manter a estimativa das despesas no mesmo padrão.

Abaixo, um pequeno exemplo de como se chegar na necessidade de seguro:

 

Para complementar essa renda, ele precisa de um patrimônio de R$ 935.000,00. Neste caso, estamos considerando que, com a falta da esposa, ela deixa uma herança de R$ 370.000,00 para o marido. Logo, ela precisa de uma cobertura de R$ 565.000,00 que somada aos R$ 370.000,00 vai proporcionar o esposo o valor de R$ 935.000,00 necessário para manter o padrão de vida. Esse valor deve estar aplicado a uma taxa de juros real de 3% ao ano.Nesse caso em específico, a esposa deveria ter um seguro de vida com prêmio de R$ 565.000,00. A conta é simples: As despesas da casa são de R$ 15.000,00. Caso a esposa venha a faltar, o esposo continua com o salário de R$ 10.000,00 e recebe a pensão do INSS, no valor de R$ 2.000,00. Falta, então, uma renda complementar de R$ 3.000,00 para que o marido mantenha o seu padrão de vida até os 95 anos.

A mesma lógica é aplicada para estimar a necessidade de seguro para o marido.

 

Eu preciso de seguro invalidez?

O seguro invalidez tem a mesma importância, pois uma pessoa invalida não tem a mesma capacidade de geração de renda que uma pessoa apta. Em muitos casos, a pessoa sequer tem capacidade de geração de renda. Por isso, ela deve se proteger para não depender apenas da pensão do INSS.

seguros

Eles precisam de um patrimônio de R$ 2.000.000,00 para gerar essa renda complementar. Neste exemplo, vamos considerar que eles já tem um patrimônio de R$ 700.000,00. Portanto, a necessidade de seguro é de R$ 1.350.000,00. Para este caso, também consideramos que o patrimônio rende 3% ao ano até os 95 anos do marido. O caso é o mesmo, mas para esse exemplo utilizamos que o marido recebe pensão de invalidez do INSS no valor de R$ 3.500,00 que somada ao valor da renda da esposa, R$ 5.000,00, vai proporcionar uma renda de R$ 8.500,00. É necessário complementar R$ 6.500,00 de renda, para que a família mantenha o padrão de R$ 15.000,00.

É importante lembrar que, tanto neste exemplo, como no acima, não estamos contabilizando os bens de uso pessoal no patrimônio. Ou seja, consideramos apenas os bens que geram renda.

 

Algumas estratégias básicas

Obviamente que existem os casos especiais, onde precisamos elaborar uma estratégia para reduzir a necessidade de contratação do seguro, ou até mesmo não contratar, conforme exemplos abaixo:

  1. Se o seu patrimônio que gera renda é superior a sua necessidade de seguro, então você não precisa contratar um seguro;
  2. Se você é jovem, mas não tem dependentes, você não tem necessidade de seguro de vida. Mas, é importante calcular a necessidade do seguro invalidez;
  3. Se você tem um padrão de vida alto e um patrimônio baixo, você deve considerar uma redução do padrão de vida quando for calcular a necessidade do seguro, caso contrário, ele fica com um valor muito alto, muitas vezes inviável;
  4. Na mudança do padrão de vida, você pode considerar a troca dos seus bens de uso pessoal, usando parte do valor para reduzir a necessidade de seguro;
  5. No caso da invalidez, você pode ter uma invalidez temporária, podendo contratar um seguro específico para invalidez temporária, que vai te proporcionar uma renda mensal estipulada na apólice;
  6. Se sua maior preocupação é deixar um valor para que a família consiga acessar com rapidez enquanto se desenrola o inventário, então você pode fazer um mix de seguro de vida e PGBL.

São várias as estratégias e cada caso é um caso, pois existem uma série de variáveis que devem ser consideradas. Acima, apenas destacamos apenas a lógica do cálculo e algumas estratégias para reduzir a necessidade de contratação do seguro.

O importante é que você esteja sempre segurado, pois qualquer eventualidade de ocorra, caso você não esteja segurado, pode comprometer todo o seu planejamento financeiro.

 

Seguros: você tem, mas não gostaria de usar por Thiago Paulo 21.10.2015

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