Por que contribuir para o INSS?

  • 19/06/2015
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 contribuir para o INSS

Com toda a discussão que o tema “INSS” já trouxe – e vem trazendo – muita gente se questiona se é interessante contribuir para o INSS, visando a aposentadoria, ou se seria melhor financeiramente investir  esse dinheiro e resgatar lá na frente.

Quem tem a possibilidade de optar pelo valor a contribuir (empresários, autônomos, donas de casa, estudantes…) pode escolher o tamanho dessa “aplicação” na previdência pública.

Para tentar esclarecer essa dúvida vamos mostrar um exemplo de um segurado (que aqui chamaremos de João) com as seguintes características:

contribuir para o INSS

Resultado:

O custo mensal de João é de 20%, portanto R$ 500/mês. Além disso, ele tem um custo com IR de R$15,92, totalizando R$515,92 todo mês de gasto nas contribuições ao INSS.

No caso de João seguir sempre com essa mesma estratégia, a aposentadoria esperada seria de R$2.500.

Agora a grande questão: e se João tivesse contribuído com o minimo exigido e aplicado em produtos financeiros ao invés de continuar com os custos das contribuições pelo INSS?

Considerando que João contribuiu pelo salário mínimo, tendo um custo de R$ 157,60 a.m. (20% ) no lugar dos R$ 515,92 desde o início (com seus 35 anos), e aplicando a diferença entre esses dois custos, ou seja, R$ 358,32, numa aplicação em produtos financeiros.

Observe que consideramos a taxa real de investimento, que é aquela que desconsidera a influência da inflação ao longo do tempo, ideal para este exemplo, pois assim mantém-se o poder de compra da moeda. Os 2% a.a. citados seriam hoje alguma coisa parecida com 10% se considerarmos a inflação (essa é a taxa nominal, usada normalmente pelos bancos, por exemplo).

Vamos lá: com um investimento financeiro mensal de R$ 358,32, à uma taxa de 2% a.a. durante os 25 anos, chegaremos a um montante que renderia R$ 581,49/mês. Esse valor somado ao mínimo de aposentadoria, hoje de R$ 788, proporcionaria uma renda total de R$ 1.369,49.

Se considerarmos que João viverá até os 100 anos (lembrando que a expectativa de vida tende a subir nas próximas décadas), ele terá 35 anos para resgatar de sua aplicação para complementar com o INSS. 

contribuir para o INSS

Conclusão:

Somando a aposentadoria pelo INSS de R$ 788 com os resgates de R$ 581,49 decorrentes do investimento que fez trocando a previdência pública pelas aplicações financeiras chegamos a um total de R$ 1.369,49, mais de R$ 1.000 abaixo dos R$ 2.500 que ele receberia se continuasse contribuindo normalmente sobre seu salário.

 contribuir para o INSS

Lembrando que temos que avaliar outras questões para analisar uma situação como essa, por exemplo:

  • As taxas podem ser maiores ou menores, dependendo do desempenho da economia nos próximos anos, o que poderia alterar os cálculos e a conclusão;
  • O INSS traz benefícios como auxílio-doença, auxílio-acidente e invalidez, além de pensão por morte
  • No caso de João viver além dos seus 100 anos, sua renda pelo INSS não mudaria, enquanto que o valor decorrente do investimento teria acabado;
  • Como as regras do INSS podem mudar, é importante que, a cada dois anos, se reavalie a situação, pois podem haver alterações que alterem as projeções;
  • Este artigo não tem a intenção de dizer se X ou Y é o melhor, mesmo porque cada caso é um caso e tem suas particularidades, podendo gerar outras conclusões.

obs.: Esse artigo foi criado antes da alteração da nova regra do INSS (85/95). Caso na simulação da aposentadoria fosse utilizado este novo cenário, a diferença no valor da previdência pública seria ainda mais vantajosa. 

por Márcio Wolter, 19/06/2015

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