Planejamento financeiro para servidores públicos

  • 18/04/2019
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Já foi o tempo em que ser servidor público era garantia de estabilidade financeira e aposentadoria tranquila e segura. A cada dia a vida fica mais difícil para todos e ter uma boa educação financeira está se tornando fundamental. O primeiro passo para ter uma boa saúde financeira e ter controle sobre suas despesas e rendas. Esse controle é conhecido como planejamento financeiro.

O perigo da estabilidade

Por ser tratar de uma categoria com previsão de renda estável, as taxas de juros praticadas em diversas linhas de crédito, como o empréstimo consignado, pessoal e financiamentos são muito mais atraentes para os servidores públicos.

Essa facilidade na obtenção de crédito é um verdadeiro combustível para o descontrole financeiro e, consequentemente, influencia a categoria a praticar gastos muito acima da sua capacidade financeira. Muitos servidores vivem verdadeiras bolas de neve de endividamento e descontrole para manter um padrão de vida irreal. Tudo isso, justamente por não ter uma boa educação financeira (infelizmente, fato que se estende a todas as categorias profissionais) e, consequentemente controle sobre suas rendas e despesas. Prova disso é que conforme a última pesquisa da Serasa Experian, 29% dos servidores públicos estaduais e federais estão inadimplentes.

Um novo olhar para seu futuro

Gradativamente, vem sendo reduzido os benefícios do setor público em relação a aposentadoria, devido as sucessivas reformas previdenciárias. Mas regras para a concessão das aposentadorias e pensões no setor público ainda são mais favoráveis do que as existentes na iniciativa privada. Porém, é necessário que este segmento tenha um novo olhar para o futuro e perceba a importância de um bom planejamento financeiro.

O que fazer?

Sugerimos 4 passos básicos, caso você queria começar sozinho.

Mas não esqueça, assim como qualquer outra profissão, existem especialistas para ajudá-lo e acelerar o processo.

1 – Confira suas atuais despesas, compromissos financeiros e rendas

Não adianta fugir, é preciso colocar tudo numa planilha ou aplicativo.

É preciso realizar um orçamento, elencando todas suas rendas e despesas. Nele inclua todas as fontes de receitas (lembre-se de descontar os impostos e outras deduções), as despesas e também o quanto deseja poupar.

Temos uma planilha que já foi utilizada por milhares de leitores

Ao acessar, clique no botão azul, na margem superior, para assistir ao vídeo que explica passa a passo como preencher e, principalmente, como analisar suas despesas e rendas

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Na hora de realizar seu orçamento é muito importante considerar que você deve “pagar-se primeiro”. Isso significa que, antes de verificar a viabilidade de realizar determinados desejos de compras, é preciso separar determinado valor para ser destinado as conquistas de objetivos futuros.

2 – Coloque seus objetivos no papel

Definir seus objetivos é muito importante para fazer seu planejamento financeiro. A definição de objetivos e de prazos para atingi-los é muito importante, pois toda a alocação de recursos em uma carteira de investimentos será feita com base nos objetivos.

Por exemplo, se “viver de renda” é um objetivo para ser atingido em apenas poucos anos em uma família que não precisa mais acumular patrimônio, então a carteira de investimentos deve prever essa geração de renda e provavelmente focar em investimentos mais conservadores. Se o objetivo principal for acumular patrimônio, então é possível que uma carteira de investimentos com ativos mais arriscados e com um foco maior no longo prazo seja mais adequada.

São exemplos de objetivos: uma viagem de férias ao exterior; enviar um filho para estudar fora do Brasil; tirar um “ano sabático para estudos e aperfeiçoamento profissional”; realizar uma transição de carreira (como por exemplo, deixar uma carreira de atleta para tornar-se empresário); ser independente financeiramente (ou seja, viver apenas com a renda gerada pelo próprio patrimônio acumulado), entre outros.

3 – Defina metas de quanto é preciso guardar todo o mês

Com base no orçamento já elaborado e nos objetivos que devem ser alcançados, é o momento de definir o quanto deverá ser poupado todo o mês.

No momento de realizar o orçamento, já verifique o quanto é possível guardar mensalmente, com base no levantamento das rendas e despesas. As vezes alguns ajustes no orçamento são necessários para que os objetivos desejados possam ser alcançados.

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Ela calcula e orienta quanto investir/poupar por mês e quanto tempo será necessário para atingir o objetivo

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4 – Revise o planejamento financeiro ao longo dos anos

O planejamento financeiro é um processo contínuo e de longo prazo, por isso, ao longo dos anos, é preciso constantemente revisar seu orçamento, seus objetivos e sua capacidade de poupar.

É importante que exista disciplina para cumprir o planejamento na prática. Porém, é também necessário que haja flexibilidade para realizar ajustes conforme surgem novas ambições e desejos.

Servidor, faça o dinheiro trabalhar para você

O importante é fazer o dinheiro trabalhar para você. Quanto antes você começar a poupar, maior será o montante acumulado e maiores serão os juros que você vai receber ao longo da vida, dando a você a oportunidade de escolha entre maior renda no futuro ou antecipar sua independência financeira.

Ao realizar qualquer planejamento, desperdícios são evitados, tanto financeiros quanto de tempo. É importante que você invista tempo no seu planejamento financeiro, pois ele é a parte mais importante de todo o processo.

Para ajudá-lo na elaboração do seu planejamento financeiro e no levantamento de todos os aspectos necessários para ter uma vida financeira tranquila conte com o auxílio dos especialistas da Par Mais.

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