Os melhores fundos de investimentos do 1º semestre de 2021

  • 14/07/2021
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Em 2020, fomos surpreendidos pela pandemia de Covid-19, deixando inúmeras sequelas, milhões de mortos ao redor do mundo e fazendo com que a ciência tivesse que correr para produzir e distribuir vacinas para contornar a situação.

Nesse panorama, começamos 2021 mais otimistas, com esperança de uma rápida retomada da economia acompanhada de uma reabertura dos comércios, o fim do confinamento e uma volta à vida “normal”.

Porém, rapidamente fomos confrontados com diversos dados – tanto domésticos, quanto internacionais – que nos jogaram em outra direção. No Brasil, a vacinação se mostrou bem mais lenta do que o esperado no primeiro semestre e logo após o início, houve a explosão da segunda onda da doença, muito mais letal e abrangente que a primeira.

Assim, os mercados financeiros não ficaram imunes a essas circunstâncias. O ano de 2021 começou ainda sentindo os impactos da crise humanitária causada pela pandemia, e, no Brasil, isso foi potencializado pelos ruídos políticos em Brasília.

Junto a isso, a discussão sobre a persistência da inflação mundial e o impacto nos juros ganhou força, gerando mais volatilidade.

Para o segundo semestre de 2021, as expectativas locais voltaram a subir, especialmente com o progresso da vacinação no Brasil. Porém, um ponto especial de preocupação entrou no radar dos investidores: o avanço da inflação.

O crescimento dos preços fez com que os juros reais do país (juros acima da inflação) logo ficassem negativos, alimentando as pressões cambiais e retroalimentando a inflação. Para conter esse movimento, o Banco Central reviu sua política e iniciou um ciclo de política de aumento na taxa básica de juros, a Selic.

O avanço da inflação – e por consequência da Selic – levam os mercados a precificarem na bolsa o cenário onde a renda fixa passa a ser mais atrativa e as taxas de desconto para empresas ficam maiores, influenciando os preços dos ativos, a despeito dos bons resultados divulgados pelas companhias.

Adicionalmente, a discussão fiscal se deteriorou bastante nas últimas semanas, pressionando especialmente os juros futuros. Dizemos que a parte curta da curva de juros demonstra a política monetária vigente, enquanto a parte longa, a solvência do país no longo prazo.

Com a pressão observada no cenário político, as condições pioram muito e o mercado pede um prêmio de risco cada vez maior para o Brasil.

Visto esse cenário, preparamos uma lista com os melhores fundos de investimentos do 1º semestre de 2020.

Critérios

Os melhores fundos foram selecionados a partir da base de fundos que estão no radar de avaliação da ParMais. Foram escolhidos os fundos respeitando os seguintes critérios:

  • Foram considerados apenas fundos não exclusivos;
  • Fundos “master” foram desconsiderados, ou seja, fundos que apenas recebem investimentos de outros fundos de investimentos foram deixados de lado;
  • A aplicação mínima inicial é menor ou igual a R$10.000;
  • Foram escolhidos os três fundos com maior retorno no 1º semestre de 2021 por classe.

O motivo de realizarmos essas restrições justifica-se pelo fato de que não faz sentido apresentarmos fundos que não são acessíveis ao investidor pessoa física, por isso, foram retirados fundos exclusivos, destinados a investidores qualificados ou que possuem aplicação mínima inicial muito elevada, por exemplo.

Após esse filtro inicial, listamos os melhores fundos de investimento em termos de risco/retorno, classificando-os pelas seguintes categorias: renda fixa pós-fixada; multimercado e ações.

De forma simplificada, segue um resumo da composição da carteira de cada um desses fundos de investimento:

  • Fundo de ações: deve ter, ao menos, 67% de seu patrimônio aplicado em ações, bônus de subscrição, certificados de depósitos de ações, cotas de fundos de ações e de fundos de índices e BDRs níveis II e III;
  • Fundo multimercado: aqui não há uma regra definida, pois o gestor tem liberdade para investir em vários ativos na carteira, como renda fixa, câmbio, ações, derivativos, etc.
  • Fundo de renda fixa: no mínimo 80% da carteira em ativos relacionados à variação da taxa de juros, de índice de preços ou ambos.

Melhores Fundos de Renda Fixa Pós-Fixada

O primeiro semestre de 2021 foi bastante benéfico e premiou os bons gestores de crédito, aqueles que souberem adaptar bem suas durations ao longo de 2020 e aproveitar as boas oportunidades para 2021, aumentando seu carrego esperado.

Apesar da excelente performance da classe, há que se observar que os fundos ficaram atrás da inflação dado ao avanço dos preços em todos os núcleos. A expectativa é de que com o juro real novamente vindo para o positivo, os gestores sigam com boa performance e com uma boa classificação de crédito.

FundoRetorno nominalRetorno % CDI Vol 12MSharpe 12MLiquidezAplic. Mínima (R$)Patrimônio (milhões R$)
Arx Vinson 4,16%325%0,53%10,9D+31R$1.000R$1,51bi
Ibiuna Credit3,66%286%0,52%8,66D+31R$1.000R$326MM
SPX Seahawk 3,56%278%0,52%7,65D+46R$1.000R$651MM

Melhores Fundos Multimercado

Os multimercados em geral foram bem impactados ao longo do semestre, especialmente a categoria Macro, que ainda assim conseguiu emplacar dois fundos no ranking. No começo do ano, a classe tirou risco do Brasil após o avanço da 2ª onda de COVID e migrou muitas posições ao exterior, com alocações esperando a abertura de juros nos EUA, que acabou não acontecendo sendo um grande detrator de performance. Os fundos que se propuseram a operar de forma mais tática, reagindo ao mercado, obtiveram melhores performances.

FundoRetorno nominalRetorno % CDI Vol 12MSharpe 12MLiquidezAplic. Mínima (R$)Patrimônio (milhões R$)
Hogan Absoluto8,01%626%12,46%1,19D+30R$5.000R$25MM
Arx Extra 7,69%601%7,35%1,72D+5R$1.000R$298MM
Vinland Macro Plus5,63%440%7,48%1,36D+61R$20.000R$1bi

Melhores Fundos de Ações

Se no primeiro semestre de 2020 os fundos de stock picking se saíram melhores, no primeiro semestre de 2021 o destaque ficou para os Long Bias, que não tem o compromisso de ficar sempre comprados (esperando alta) das bolsas e conseguem fazer algumas proteções contra cenários adversos. Além deles, os fundos focados em EUA também apresentaram bons retornos.

FundoRetorno nominalRetorno % CDI Vol 12MSharpe 12MLiquidezAplic. Mínima (R$)Patrimônio (milhões R$)
Vinci Total Return24,92%381%13,06%3,54d+32R$500R$204MM
Vinland Long Bias17,75%271%13,39%2,45d+33R$1.000 R$260MM
Verde Am Mundi Ações Globais12,52%191%15,42%1,48d+10R$25.000R$700MM

Conclusão

Este artigo listou os melhores fundos de investimentos de 2021, considerando dados do primeiro semestre do ano. Classificamos os fundos em três categorias: fundos de renda fixa, fundos multimercado e fundos de ações.

Vale lembrar que investir em fundos é uma forma de ter acesso a diversos ativos, beneficiando-se da diversificação, mesmo sem precisar desembolsar valores elevados.

Por fim, outro ponto importante é a alocação dos ativos. Apesar dos fundos de investimento aplicarem em diversos produtos financeiros, eles são categorizados em classes. Por isso, o investidor precisa diversificar sua carteira entre fundos de investimento de classes diferentes.

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