• 18/06/2018

Giro Financeiro – DC: volatilidade e os conservadores

Volatilidade é a variação brusca, além do normal, para cima ou para baixo, dos preços dos ativos em um breve intervalo de tempo. Nesse ano, por conta de fatos políticos e econômicos ocorridos no Brasil e no Exterior, juros, bolsa e câmbio estão extremamente voláteis. Consequentemente, grande parte dos nossos investimentos também. Talvez, não seja nada tão grave e, ao contrário, pode ser um ótimo momento de se comprar algum ativo específico, afinal, como diz o sábio e vencedor investidor Warren Buffet: deve-se comprar ativos aos sons de trovões e vendê-los aos sons de violinos. Porém, muita gente não tem o perfil psicológico para tolerar esses altos e baixos e não aguentam, nem de longe, os sons de trovões. Eles são os investidores conservadores.

Mas, especialmente por aqui, podemos, sim, ter bons rendimentos com investimentos conservadores, como na renda fixa, por causa das altas taxas de juros, clássicas em nosso país.

Grande parte das aplicações em renda fixa no Brasil são pós-fixadas e estão atreladas à Selic ou ao CDI (que tem praticamente as mesmas taxas). Temos os títulos públicos do tipo Tesouro Selic, os títulos de crédito dos bancos (CDBs, LCIs, LCAs…), das empresas (debêntures) e os fundos DI, que derivam desses títulos. Como são pós-fixados, buscam rentabilizar o investimento de acordo com um percentual do CDI. Caindo a Selic/CDI, cai também a rentabilidade e vice-versa. Atualmente, a Selic está em 6,5%, e a inflação (medida pelo IPCA), perto dos 3% ao ano.

Existem no mercado muitos outros títulos, mas quero aqui falar de um excelente produto financeiro para pessoas físicas, o título público Tesouro IPCA+ (antiga NTN-B). Ele garante a taxa de juros que foi determinada no ato da aquisição, além do reajuste de toda a inflação do período investido, proporcionando dessa forma uma rentabilidade real acima da inflação.

Nestes últimos dias, as taxas destes títulos subiram consideravelmente e estão próximas de 6% ao ano. Essa rentabilidade é uma excelente opção de investimento para aqueles que têm objetivos de médio e longo prazo. Mas é importante saber que, como os períodos são longos, os títulos podem sofrer variações e, se o investidor precisar resgatar antes do prazo, poderão ocorrer perdas. Exemplo: você adquire um título que paga 6% ao ano (além da inflação) que vence daqui a 10 anos, e o preço de mercado dele sobe para 7% ao ano, se quiser vender hoje, poderá perder uns 10% do valor investido. Vejam, apesar da volatilidade, garantir 6% ao ano e carregar esse título até o vencimento é muito bom! Agora, se o título cair para 5% ano, o investidor pode decidir se quer se beneficiar dos juros ao longo do tempo ou colocar os ganhos provocados pela queda dos juros.

Investir é isso.

Em épocas de instabilidade do mercado, quem quiser obter maiores ganhos, precisa estar preparado para as intempéries, especialmente os investidores mais conservadores.

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