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  • 07/01/2019

Giro Financeiro – DC: vai ter bolsa pra todo mundo

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A bolsa de valores oficial do Brasil é a B3. É a quinta maior bolsa de mercado de capitais do mundo, operando por pregão algo como R$10,1 bilhões. Parece muito, mas nosso mercado é bem pequeno quando comparado com mercados mais maduros. Para termos uma ideia, somente as ações da Amazon movimentam diariamente na bolsa americana US$7,49 bilhões, o equivalente a R$29,1 bilhões, ou seja, três vezes mais que todo o movimento médio diário das ações da nossa B3. Sem falar das ações da Apple, Facebook, Alibaba e das milhares de empresas de capital aberto que negociam suas ações nos EUA. Isso porque, além do volume de recursos, a quantidade de empresas de capital aberto é muito menor por aqui.

Mas como tudo na vida, ser pequeno tem suas vantagens. Depois desses péssimos anos de crise, tudo indica que a B3 tem muito espaço para crescer. E melhor, crescer independente do dinheiro externo. Mesmo que China e EUA se digladiem numa batalha comercial, ou que a economia americana entre em recessão, acredito que podemos, sim, crescer muito e bater 130 mil pontos, somente por conta dos fundos de pensão. Em 2008 os fundos de pensão tinham R$400 bilhões em ativos, destes, 33% (R$ 132 bilhões) estavam investidos em ações na bolsa de valores. Hoje, segundo relatório da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), temos em fundos de pensão R$873 bilhões e investidos em ações quase o mesmo montante de dez anos atrás, o que representa somente 14% do bolo. Se excluirmos os valores da Previ, cerca de R$ 90 bilhões, cai para míseros R$42 bilhões, o equivalente a somente 4,8% da participação de ações nos fundos de pensão.

Esse recuo da participação das ações, nas estratégias dos gestores dos fundos, se deu porque a taxa Selic esteve alta e as empresas em crise por muitos anos. Logo, bastava os gestores investirem em renda fixa para ter com tranquilidade e sem tomar risco, rentabilidade de 6%, 7%, acima da inflação. Só que o cenário mudou. A nova política econômica deverá se manter pelo desenvolvimento do país, com a manutenção das taxas de juros nesses patamares, que estão abaixo das metas dos fundos de pensões, além de favorecer o mercado de capitais. Assim, é fácil concluir que os fundos deverão mudar drasticamente suas estratégias de investimento. Se a participação no bolo dos investimentos voltar aos 33% de dez anos atrás, tal volume já será suficiente para bateremos os inéditos 130 mil pontos.

Para o pequeno investidor, pode ser uma ótima oportunidade de entrar nesse mercado, aplicando em fundos de ações de gestão ativa ou até mesmo de gestão passiva, que replique o Ibovespa. Há anos que não sugiro esse tipo de aplicação, estava até com saudades de um belo rally de alta! E como já vimos semana passada, me parece que dessa vez vai ter bolsa pra todo mundo.

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