Giro Financeiro – DC: invista como uma garota!

  • 15/01/2018

Desde junho de 2011, quando foi lançado o livro “Warren Buffett invests like a girl. And why you shoud, too” (Warren Buffett investe como uma garota. E por que você deveria também), leitura indispensável da famosa empresa de educação financeira americana, Motley Fool, muito tem se falado sobre qual seria a melhor forma de se investir. Segundo o próprio Buffet, mais do que o conhecimento, o temperamento do investidor é decisivo para determinar o seu sucesso. É necessário ser paciente e pesquisar profundamente. Não é preciso correr riscos excessivos e nem se deve ser impulsivo nas decisões de entrada e saída de uma opção de investimento. Todos esses traços são típicos da personalidade feminina.

Particularmente, concordo 100% com o mestre Buffet. As mulheres, quando decidem investir, tendem a passar mais tempo pesquisando do que seus pares masculinos. Logo, têm mais base técnica para tomar uma decisão acertada. Costumam assumir menos riscos, fugir de dicas quentes e ter visão de longo prazo.

Estudos americanos afirmam que os investidores masculinos trocam 45% a mais de opções de investimentos que as mulheres. E como negociam com mais frequência, sem pesquisas profundas, os homens reduzem seus retornos líquidos. As mulheres, ao contrário, por trocarem menos de ativos obtêm retornos melhores e também economizam com custos de transação e adiam o pagamento de impostos sobre ganhos de capital.

Em investimentos vale mais ter estrogênio e progesterona do que testosterona. A paciência, a calma e a lucidez são grandes aliadas dos investidores. Mas nem tudo é ganho no mundo dos investimentos femininos.

Pesquisas demonstraram que as mulheres tendem a achar que sabem menos do que realmente sabem. São inseguras. Por isso poucas tomam decisões sobre investimentos e a maioria delega aos homens – companheiros, irmãos, pai, amigos e até ex-maridos – o destino dos seus investimentos.

Mas nos últimos anos notamos um certo avanço das investidoras brasileiras. O último relatório sobre o perfil dos investidores pessoas físicas da B3 mostra que em 2002 o universo feminino das investidoras era de 15.030. Já em novembro do ano passado passou a ser de 139.676 mulheres, o que representa um crescimento de 900% nos últimos 15 anos. No mesmo período, a participação masculina passou de 70.219 para 473.621 investidores, um crescimento por volta de 600%. Assim, a participação feminina avançou cinco pontos e hoje as mulheres representam 22,7% do volume total de investidores pessoas físicas na B3.

Se o investidor de mais sucesso no mundo investe “como uma garota”, assumindo que é prudente, que pesquisa e estuda profundamente um ativo, que não cai em ciladas do tipo “efeito manada” e que exercita ao máximo sua paciência, cabe a nós, mulheres, tornar a arte de investir uma ação tipicamente feminina para virar o jogo e ter, finalmente, poder sobre os nossos investimentos.

Fonte: Giro Financeiro – DC

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