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  • 14/01/2019

Giro Financeiro – DC: investidores diretos

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É sempre agradável iniciarmos o ano com notícias positivas e animadoras, não é mesmo? Eu tenho uma ótima, que mostra que os brasileiros estão amadurecendo em relação ao uso do dinheiro e de investimentos. Conforme dados publicados pelo Ministério da Fazenda no fim de dezembro, o volume de investidores cadastrados no Tesouro Direto – programa de compra e venda de títulos da dívida pública brasileira para pessoas físicas pela internet – chegou a 2,97 milhões. Parece pouco, mas representa um aumento 67% do total de investidores no programa em relação a novembro de 2017.

Se compararmos com outras modalidades de investimentos, os números não são excepcionais, mas considerando que em janeiro de 2016 só havia 651,5 mil investidores e hoje termos quase 3 milhões, a notícia é excelente! Isso reflete de forma clara que os brasileiros estão começando a pesquisar e analisar novas formas de investimentos, além da tradicional poupança ou demais produtos bancários que geralmente nada rendem.

E melhor: de acordo com o Tesouro Nacional, 84,5% das operações do Tesouro Direto foram de valores até R$5 mil, atestando que a política de democratização de acesso aos títulos públicos federais está dando certo e que está sendo utilizada como ferramenta de planejamento financeiro para pequenos investidores.

O perfil desses quase 3 milhões de investidores no Tesouro Direto reflete o perfil do investidor no Brasil: praticamente 70% são homens e 30% mulheres. A participação feminina ainda é bem inferior, mas já foi pior. As duas faixas etárias mais ativas vão de 26 a 35 anos, com 37,2% e de 36 a 45 anos, com participação de 24,3%, o que demonstra o apetite ao novo, típico dos jovens. Os dois títulos públicos que mais atraem os investidores do Tesouro Direto são o Tesouro Selic, que não tem volatilidade porque acompanha a taxa Selic, e o Tesouro IPCA+, que é reajustado pela inflação e paga juros pré-fixados no momento da compra. Em novembro de 2018, só nessas duas modalidades de títulos, chegamos a ter mais 70% do total de estoque de títulos, o que faz todo sentido para pessoas físicas, Tesouro Selic para reserva de emergência e curto prazo e Tesouro IPCA para longo prazo.

Com todo esse otimismo no ar e com a nova política econômica liberal do atual governo, antevejo publicar um artigo em janeiro de 2020 onde teremos mais de 6 milhões de investidores cadastrados e ativos na plataforma do Tesouro Direto. Além disso, também constataremos um forte impulsionamento da B3 (Bolsa de Valores do Brasil), tanto em volume de recursos quanto em volume de investidores.

Teremos milhões de investidores diretos e livres das pressões e interferências das grandes instituições financeiras, cujo modelo de negócios é focar no retorno ao acionista, mesmo que em detrimento dos clientes.

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