• 07/05/2018

Giro Financeiro DC: amor e dinheiro!

Quase todos os dias me deparo com revelações de clientes e amigos sobre a dificuldade do trato sobre questões financeiras com seus parceiros. O amor nos une, atrai um ao outro e é totalmente abstrato, intangível. Já o dinheiro é concreto, real, tangível. Não podemos viver sem nenhum deles, mas como fazer para que o dinheiro seja algo que alimente o amor e fortaleça a união entre as pessoas e suas famílias?

O primeiro passo é entender que casamento é uma forma de sociedade. E assim como os sócios de empresas temos que ser transparentes e honestos em relação ao uso do dinheiro. Seja nas fases de dificuldades ou de abundância financeira, o mais importante é que cada um cumpra com o que foi combinado nesta sociedade. Cada casal é um mundo próprio e não existe receita de bolo, mas existem técnicas de finanças pessoais que comprovadamente são eficazes e evitam desgastes e sofrimentos desnecessários na relação a dois.

1 – O pagamento de contas proporcional à renda – supondo que um dos cônjuges ganhe R$6mil e o outro R$4mil, é recomendável que aquele que ganha 60% da renda total do casal contribua nas despesas da casa com o equivalente aos mesmos 60% do total. Isso inclui pagamento de financiamento imobiliário, compras no supermercado, escola das crianças, entre outros.

Frequentemente observamos que quando é a mulher que ganha mais do que o companheiro, há muita resistência na aplicação desta técnica, tanto da parte da mulher quanto do homem. Isso é reflexo da educação machista que impôs ao homem a responsabilidade sobre manutenção da família e não faz mais o menor sentido! Na prática, ambos ganham porque ajusta-se o padrão de vida do casal e da família.

2 – Conta conjunta pode ajudar no controle financeiro – se apenas um dos cônjuges controla as contas, ter uma conta conjunta pode ser bom. Com os gastos todos centralizados em uma única conta, além de reduzir os custos de manutenção, o controle financeiro fica mais fácil. Mesmo que os dois cônjuges gostem de acompanhar as finanças, alguns gastos podem ser centralizados em uma conta conjunta, como os pagamentos das contas da casa, por exemplo.

3 – Estabelecer uma mesada pode ser uma boa opção – alguns casais não querem e não gostam de ter que contar sobre todos gastos com seu parceiro. Nesse caso, uma boa dica é estipular uma mesada para que cada um gaste como bem entender, sem precisar dar satisfações.

Infidelidade financeira, cuidado!

A segunda maior causa de separação de casais no mundo acontece quando se esconde informações financeiras do outro, ou ainda quando, mesmo sem esconder, compra-se mais do que o possível.

Enfim, é fundamental que o casal combine os objetivos que desejam atingir. Isso fortalece a confiança e contribui para que o amor e o dinheiro se complementem afim de trazer mais felicidades e realizações. Afinal, casamento é uma sociedade!

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