“Fui enganado!” – Histórias de leitores que foram enganados pelos seus bancos

  • 07/02/2018

fui enganado pelo banco

Desde que lançamos a série “Não seja mais enganado” recebemos inúmeras histórias que relatam situações de muito sofrimento e perda de dinheiro. É importante compartilhar o desabafo dos nossos leitores para que todos tomem conhecimento e percebam que essas práticas abusivas precisam acabar e, a informação é a nossa melhor arma.

Precisamos ter controle e poder sobre o nosso dinheiro! Precisamos nos informar e ficar por dentro das regras do jogo, para nos proteger dos bancos, seguradoras e outros agentes financeiros.

Bradesco

Um dos casos que recebemos recentemente é o de um cliente do Bradesco. Foi oferecido um produto financeiro, a título de previdência, no qual seria necessário fazer um depósito uma única vez para ter direito ao produto. O cliente realizou o aporte da sua conta PJ (Pessoa jurídica), porém um ano depois, para a sua surpresa, o mesmo valor foi debitado novamente. Depois de um ano o cliente foi informado que havia um prazo mínimo de 7 anos para resgate dos valores, caso contrário ele incorreria em um desconto de 30% dos valores investidos a título de taxa de carregamento.

Se essa história parece um absurdo é porque realmente é! Caso todas as regras do produto tivessem sido explicadas com clareza o cliente não teria aceito aderir a um produto com essas características, que beneficia apenas ao banco. No que se trata de investimentos, sempre desconfie de produtos que são bons demais para serem verdade. É muito importante ler todo o regulamento e características do produto em que se está investindo, sem ter medo de perguntar ao vendedor as suas dúvidas e se elas permanecerem, pedir ajuda a alguma outra pessoa que tenha mais experiência no ramo e seja de confiança. Muitas vezes vale mais a pena perder alguma boa oportunidade no qual você não se sente plenamente seguro do que entrar em algo duvidoso e ter perdas.

Banco do Brasil

Outro caso que recebemos é de um cliente do Banco do Brasil, que possuía débitos em aberto na sua conta PJ. O banco terceirizou a cobrança desses débitos para uma empresa especializada, que renegociou o valor total da dívida com o cliente. Apesar do cliente ter realizado o pagamento, nunca foi dada a baixa dessa dívida, que continua ativa e gerando problema para o nosso leitor. Nesses casos é muito importante entrar em contato com o Banco e ter certeza que a dívida pode ser negociada junto à empresa de cobranças que entrou em contato. Após o pagamento deve ser exigido também documento que comprove que a dívida foi paga com desconto e que as obrigações se encontram quitadas.

Nós sabemos que essas situações são delicadas e difíceis de lidar, no entanto existem órgãos que estão aí justamente para ajudar o consumidor nestes casos. Os próprios bancos são obrigados a ter canais de Ouvidoria com os quais você pode entrar em contato e eles costumam ajudar em alguns casos. Se isso não funcionar, o Banco Central, ou BACEN, é o órgão responsável por supervisionar a atuação dos bancos e eles possuem um canal de reclamações com o qual você pode entrar em contato.

Fora isso existem ainda sites de reclamações de clientes que abrem espaço para interlocução entre o cliente e o banco, sendo o Reclame Aqui um dos mais conhecidos. Dependendo do caso inclusive medidas judiciais podem ser cabíveis para amenizar os danos causados.

Muitas vezes os bancos acabam se beneficiando e ganham essas questões no cansaço que eles dão nos seus clientes. Sabemos como é chato, complicado e trabalhoso ir atrás dos seus direitos, mas essa é a maneira de fazer eles valerem.

Fique atento a esse tipo de questões e compartilhe a sua história para que os bancos não tenham a oportunidade de fazer novas vítimas.

Resumo
“Fui enganado!” - Histórias de leitores que foram enganados pelos seus bancos
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Fui engado: é importante compartilhar o desabafo dos nossos leitores para que todos tomem conhecimento e percebam que essas práticas abusivas.
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