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  • 25/11/2019

Correio da Bahia – Além da casa própria: Cinco aplicações para construir seu patrimônio em 30 anos

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Pagar a prestação de imóvel ou fazer uma viagem todo ano? Estudar fora ou comprar um carro? Fazer carreira em uma grande multinacional ou criar uma startup? Para os millennials a casa própria não é mais um sonho tão grande assim, o compartilhamento de bens é uma realidade e as experiências estão valendo mais a pena do que ter um carro na garagem. Pelo menos é o que mostra um levantamento feito pela Deloitte, que aponta a compra do imóvel próprio em 3º lugar como a principal prioridade de vida (49%). A vontade perde para viagens (57%) e salários altos ou ficar rico (52%).

A consultoria ouviu 16 mil jovens de 42 países, inclusive o Brasil. O dado reforça o argumento de que os nascidos entre 1983 e 1996 até o comemudaram o conceito que possuem de construção de patrimônio. Enquanto que para os seus pais, segurança era ter a casa própria, para os millennials, tudo é flexível.

“Flexibilidade é a palavra-chave, até mesmo para este consumidor que irá comprar um imóvel. Diante da pluralidade das famílias no futuro, os imóveis deverão trazer soluções mais personalizáveis, customizáveis flexíveis e adaptáveis, ou seja, não há “modelo pronto” da moradia do futuro”, explica o economista-chefe da Deloitte Giovanni Cordeiro.

Outro patrimônio

Se não há um modelo ‘pronto’ de imóvel, o patrimônio ganhou também outra dimensão. Em cima do perfil de consumo desta geração, especialistas em investimentos listaram cinco opções de construção de patrimônio que vão além da compra da casa própria, levando em consideração o período de 30 anos, e um aporte mensal de R$ 2 mil – valor que seria pago, em média, por uma prestação do imóvel durante o financiamento (veja abaixo).

Entre as opções apontadas pelos especialistas estão aplicações como os Fundos de Investimento Imobiliários, as Ações, o Tesouro IPCA, Títulos de Renda-Fixa Protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e até mesmo a aposta em um negócio próprio para chamar de seu.

“Um ponto muito importante para considerar nesse sentido é que a pessoa vai ter que se habituar a poupar e investir. A carteira de investimentos tem que estar adequada ao perfil de risco, momento de vida, a capacidade financeira da pessoa e também ao objetivo”, aconselha o planejador financeiro da Par Mais, Jailon Giacomelli.

Independente do investimento, é fundamental buscar uma aplicação a longo prazo. “Provavelmente você vai ter um retorno maior, ainda mais num período de 30 anos”, completa.

CINCO APLICAÇÕES PARA CONSTRUIR OUTRO TIPO DE PATRIMÔNIO

1. Fundos de Investimento Imobiliário

Como se fosse um aluguel Para o coordenador de crédito e o analista da Creditas Otávio Machado e Otávio Engler, o que chama chama atenção é a maior liberdade que a geração dos millennials acaba tendo para construir seu patrimônio. “As novas gerações preparam as bases de seu patrimônio futuro para potencializar a qualidade de vida, realizar grandes sonhos e trazer mais segurança e estabilidade”, pontua Machado.

Por isso, os fundos de investimento imobiliários, se tornam uma boa opção. “Eles trazem retornos maiores no longo prazo(renda variável) e também com alta liquidez”, acrescenta Engler.

Dica dos especialistas No caso dos fundos imobiliários é possível comprar uma cota de com menos de R$ 3. Como se trata de um investimento de renda variável, é necessário estudar bastante: ”Como os fundos imobiliários têm oscilações em seu preço a todo segundo estude constantemente para escolher as melhores oportunidades”.

2. Ações

Mais digital De acordo com o planejador financeiro da Associação Planejar, Orlando Lincoln, a mudança de pensamento passa não só pela maneira de construir o patrimônio, mas também o que de fato, é esse patrimoônio. “Ele será cada vez mais financeiro e digital ao invés de ser um patrimônio em forma de bens materiais”.

E o mercado de ações, por mais arriscado que possa ser se tornou mais acessível nos últimos anos, o que acaba estimulando a aposta neste tipo de aplicação, principalmente, por conta do cenário de juros baixos no país. “Vale a pena pensar em empresas que tenham responsabilidades sociais perante sua área de atuação, como o meio ambiente, por exemplo. Na Bovespa existe um ativo chamado ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial), que reúne empresas que pessoas boas práticas de sustentabilidade”.

Dica do especialista Lincoln orienta a buscar empresas com uma boa reputação no mercado: “Procure por empresas que possuem um bom histórico de pagamento de dividendos, semestral ou anualmente”, completa.

3. Negócio Próprio

Legado Se tem mudado a menira de lidar com o dinheiro, ou entender a enconomia para boa parte dos millennials, carreira de sucesso também é ter o próprio negócio. É com base nesta tendência que o fundador da startup financeira Juros Baixos, Lereno Soares destaca o investimento no próprio negócio como uma opção de cosntruir patrimônio futuro. “É o seu negócio, a sua criação, o seu legado, a sua cara.

Se a empresa for um sucesso, você pode vendê-la por um valor bem maior depois”, destaca. No entanto, Soares alerta que é um investimento de alto risco. “O risco é grande, tanto por variáveis macroeconômicas quanto por riscos operacionais, passivos trabalhistas. É preciso ter cuidado para não dar um passo maior que as pernas”.

Dica do especialista É importante delimitar o quanto está disposto a investir na empresa: “Tenha calma e saiba aceitar que o negócio pode falir, e que continuar a alimentá-lo até acabar com as suas reservas não é uma boa ideia. Não tenha medo de começar pequeno”, diz.

4. Tesouro IPCA

Segurança Não precisa nem ter uma prestação de R$ 2 mil para investir no Tesouro IPCA. Com R$ 35 já é possível encontrar títulos desta aplicação. A dica é do gerente sênior de Marketing da Easynvest, Anderson Paiva. Para ele, a grande vantagem do Tesouro IPCA está no pensamento de longo prazo. O título de renda fixa paga um juro anual acrescido da variação da inflação oficial do país. Ou seja, é uma combinação da inflação (IPCA) e de uma taxa prefixada. “É importante ter parte do patrimônio alocado em títulos que rendem a inflação e ainda garantem uma rentabilidade acima dela”, destaca.

Dica do Especialista Para qualquer investimento, não existe potencial de rentabilidade alta, sem o devido grau de risco. “A orientação mais interessante é manter uma consistência de aportes e aproveitar os juros sobre juros no longo prazo. No caso do tesouro IPCA, apesar de conseguir resgatar a qualquer momento, é recomendável deixa-lo até o vencimento do título. Por isso, atenção ao prazo de vencimento dele”, orienta Paiva.

5. Títulos de Renda Fixa Protegidos pelo FGC

Menor risco Esta recomendação é para o investir que prefere construir um patrimônio tão seguro quanto as bases de um imóvel. Para o presidente da Pi Investimentos, Felipe Bottino, os títulos de renda fixa protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) são alternativas que dão a mesma sensação de segurança que um imóvel próprio. “Nesse investimento o foco não é rentabilidade, que será muito próxima da taxa Selic, mas sim a preservação de capital“.

Vale destacar ainda que O fundo garantidor de crédito protege o investidor em até R$ R$ 250 mil por emissor. “Ou seja, uma grande parcela da população consegue investir em ativos de maior risco emitidos por bancos menores protegidos. Existem títulos por exemplo que rendem em torno de 130% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) protegidos pelo fundo garantidor de crédito”, acrecenta.

Confira a matéria na íntegra: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/alem-da-casa-propria-cinco-aplicacoes-para-construir-seu-patrimonio-em-30-anos/

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