Dia da consciência negra: conheça o trabalho de empreendedores negros de sucesso

  • 19/11/2021
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Algumas datas comemorativas foram criadas para preservar a memória de lutas sociais e a busca por ideais. Esse é o caso do dia da consciência negra, que historicamente marca a morte do líder quilombola, Zumbi dos Palmares, em 20 de novembro de 1665.

Atualmente essa data ampliou os horizontes e tomou um significado ainda maior. Ela valoriza a influência da cultura de matriz africana, assim como a busca por uma sociedade mais igualitária, tendo em vista a realidade do racismo.

Pensando em dar destaque a essa cultura, nós, da ParMais, criamos uma lista  com as personalidades que representam, atualmente, o legado do empreendedorismo negro ao redor do mundo.

Oprah Winfrey

A apresentadora de The Oprah Winfrey Show, o talk show com maior audiência da história da televisão norte-americana, está entre as empresárias mais bem-sucedidas do mundo e foi de uma infância humilde à única mulher negra na lista de bilionários da Forbes. Ela fundou a Oprah Winfrey Leadership Academy for Girls, uma escola para meninas na África do Sul, na qual já investiu mais de US$ 140 milhões. A influência da apresentadora é tão notável que muitas pessoas já solicitaram sua candidatura à presidência dos Estados Unidos

David Steward

É um empresário afro-americano que fundou a World Wide Technologies e é seu atual presidente. Seu patrimônio líquido é de US$ 3,7 bilhões de acordo com a Forbes, dando o status de segundo americano negro mais rico dos Estados Unidos. Steward, de 70 anos, é um raro presidente negro em um setor de tecnologia, em 2018 doou US$ 1,3 milhão para a University of Missouri-St. Louis para criar o David and Thelma Steward Institute for Jazz Studies.

Michael Jordan

Para muitos, é o melhor jogador de basquete de todos os tempos. Porém, além de cestas, recordes batidos e títulos, o ex-atleta acumulou uma fortuna enorme com salários, patrocínios e como dono de uma franquia da NBA, o Charlotte Hornets. Jordan foi considerado  o atleta mais bem pago de todos os tempos em um levantamento da revista norte-americana Sportico. O ex-atleta chegou à lista de bilionários da Forbes em 2015 e estima-se que o patrimônio líquido é de US$ 1,9 bilhão.

Robert F. Smith

Fundou a empresa de Vista Equity Partners em 2000. Seu foco é exclusivamente o investimento em empresas de software. Com mais de US$ 50 bilhões em ativos, é uma das companhias de capital privado de melhor desempenho, apresentando retornos anuais de 22% Durante um discurso de formatura, Smith prometeu e cumpriu a tarefa de liquidar a dívida estudantil de toda a turma de formandos de 2019 do Morehouse College, nos EUA.

Jay-Z

O norte-americano foi o primeiro rapper a atingir o status de bilionário. Sua fortuna se deu muito além da carreira musical. O império de Jay-z conta com investimentos no setor de bebidas, arte, imóveis e até mesmo participação em startups, como a Uber e Tidal.

Empreendedorismo Negro

A gigante japonesa de tecnologia SoftBank Group, que também são investidores da ParMais, criou em 2020 um fundo de US$ 100 milhões para empresários negros. O Opportunity Growth Fund tem a missão de investir em empresas lideradas por fundadores e empresários negros. O esforço do SoftBank se deu em reação aos protestos que varreram os EUA com o assassinato de George Floyd junho de 2020. 

Com intuito de destacar pessoas e iniciativas que fomentam o empreendedorismo negro, elaboramos também uma lista com algum dos jovens empreendedores que investem e coordenam estes tipos de projetos.

Angel Rich

A norte-americana é a fundadora de uma edtech focada em educação financeira chamada WealthyLife. Criada em 2012, a startup recebeu até hoje aporte de US$ 285 mil. A missão de Angel é permitir um acesso igualitário com ferramentas de tecnologia e gameficação para auxiliar os usuários a administrar as finanças pessoais. Além disso, também é fundadora da Black Tech Metters, uma organização de impacto social focada na criação de diversidade em STEM (science, technology, engineering and mathematics).

Boris Moyston

O empresário desenvolveu em Austin, no estado do Texas, uma plataforma para investimento em startups, com o uso de inteligência artificial, em que os empreendedores aumentam a receita com estratégias de pagamento remoto e sem contato. Além disso, é cofundador da Black Men Talk Tech, é um coletivo de empreendedorismo que promove a colaboração entre homens negros e outros membros do ecossistema de tecnologia para construir unicórnios. 

Bea Arthur

Moradora em Nova York, Bea Arthur fundou há quatro anos uma healthtech, a The Difference, que conecta pessoas que queiram fazer terapia por meio da assistente virtual, a Alexa. Além disso, Arthur foi a primeira fundadora afro-americana do Y Combinator (aceleradora de startups) e foi nomeada como uma das empreendedoras para apostar pela revista Newsweek, bem como uma das 100 nova-iorquinas mais inspiradoras de uma indicação da empresa Bumble.

Os afroempreendedores brasileiros

No Brasil, também contamos com empreendedores negros de destaque. Segundo pesquisa “Afroempreendedorismo Brasil”, desenvolvido pela RD Station, Inventivos e o Movimento Black Money, esta modalidade movimenta cerca de R$ 1,73 trilhão por ano.

O estudo de maio de 2021 ouviu 1.016 pessoas e constatou que mais da metade (61,5%) se tratavam de mulheres cis, ante 36,4% homens cis. Separamos algumas dessas pessoas que se destacaram nos últimos tempos.

Nina Silva

A carioca é uma das fundadoras do Movimento Black Money e da fintech D’Black Bank. O movimento Black Money atua desde 2018 e está presente em mais de 100 países oferecendo mais oportunidades para as mulheres na área da tecnologia. Nina, no começo do mês de novembro, foi reconhecida pela Women in Tech como Mulher Mais Disruptiva do Mundo, esse prêmio advém de uma organização internacional sem fins lucrativos com a missão de eliminar a lacuna de gênero e ajudar as mulheres a abraçar a tecnologia.

Sergio All

O empresário paulista iniciou uma conexão com o mercado financeiro quando necessitou de crédito para a troca de equipamentos e sem motivos o mesmo foi negado. Em 2018 fundou a Conta Black, fintech social que tem como propósito a inclusão financeira de pretos e periféricos com o uso da educação. Sérgio também é conselheiro da ONG Afrobusiness Brasil, instituição sem fins econômicos, comprometida em criar mecanismos que promovam a integração entre empreendedores para criar  inclusão social e econômica da população negra.

Carlos Humberto da Silva Filho

O empresário carioca teve experiências ruins ao abrir a casa para receber hóspedes do mundo todo em um programa de hospedagem compartilhada. O preconceito fez com que ele abrisse o seu próprio negócio, o Diaspora.black, um marketplace de aluguel de acomodações e de experiências, que podem ser passeios, palestras, workshops. A ideia é conectar  viajantes e anfitriões interessados em cultura negra, sejam eles negros, brancos ou asiáticos. A empresa fez parte da primeira turma de startups selecionadas para receber mentoria e usar um espaço construído pelo Facebook em 2018.

Conclusão

O Dia Nacional da Consciência Negra serve de inspiração para a luta e a resistência desse povo. Atualmente o empreendedorismo negro está em grande expansão, porém ainda muitas questões complexas precisam ser trabalhadas para que ele se expanda ainda mais.

Nesse sentido, o ecossistema para o empreendedorismo no Brasil tem que trabalhar em projetos inclusivos em prol de desconstruir conceitos socialmente naturalizados. A lista que trouxemos é rica em boas iniciativas que dão frutos para a economia, tornando o afro-empreendedorismo muito além da construção de negócios, uma atividade de autoafirmativa poderosa.

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