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  • 02/07/2015

Como precificar serviços em tempos de crise?

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como precificar serviços

Muitos prestadores de serviços e profissionais liberais (por exemplo médicos, dentistas, advogados, consultores, etc) tem uma dúvida recorrente: “como precificar serviços?” e principalmente no momento atual, onde o mercado está em constante movimento. 

Em época de desaceleração econômica, com a redução da demanda por serviços, é preciso observar uma série de fatores que podem influenciar em ter maior ou menor receita. Analisar os pontos abaixo é essencial para que se chegue em um denominador comum, que cubra os custos, gere lucro e, ao mesmo tempo, seja viável ao cliente. 

Com base nessas dúvidas, preparamos uma série de pontos que lhe ajudarão na análise completa e lhe farão ter uma visão mais ampliada e, com certeza, proporcionará mais clareza para entender quanto deverá cobrar por seus serviços. Vamos lá? 

Como precificar serviços em tempos de crise?

 

1 – Faça uma pesquisa de mercado

Para acertar na hora de precificar os seus serviços, é essencial que você olhe para os profissionais da sua área. Para isso: faça uma pesquisa simples (especialmente na sua região geográfica de atuação), faça uma relação dos preços mais baixos e também dos mais altos. É importante você ter essa noção para que o seu preço não seja tão distante dos demais serviços, e os seus clientes não se sintam injustiçados. Faça essa análise considerando sua estrutura, tempo de experiência e formação.

 

2 – Entenda seus custos

Esse passo é essencial para que o valor cobrado cubra todas suas despesas, evitando que você saia no vermelho. Se você tem de ir até seus clientes, inclua o valor do transporte, ainda que você vá com o seu próprio carro. Também coloque na conta os custos com ligações, impressões, refeições e principalmente o seu tempo gasto.

 

3 – Considere sempre o pior cenário

Uma boa dica é sempre considerar o pior cenário. Por exemplo, uma consulta que deveria ser simples acaba se complicando e exigindo mais da sua energia, tempo e recursos. Logo é melhor considerar que as despesas serão maiores do que você estimava. Seja realista com você mesmo! 

 

4 – Hora de estipular um preço

Agora que já listou todos os custos, faça uma análise sobre todos os pontos e estipule um preço! Seus clientes irão aceitá-lo, e se for necessário, você poderá explicar detalhadamente os custos que terá para a execução de seu serviço. Se tiver que aumentar os preços, ofereça algo a mais para que eles se sintam mais confortáveis com o valor cobrado. Crie valor para o seu cliente, isso é tão importante quanto o preço.

 

5 – Vá atrás de feedback

Se ainda sim você tiver dúvidas quanto ao seu preço final, pergunte para os seus clientes. Faça uma pesquisa indagando o quanto estão dispostos a pagar e o porquê. A melhor hora de fazer o questionamento é logo após a entrega do serviço, pois o cliente tem mais facilidade de se recordar dos pontos positivos e negativos. Mas, claro: não se esqueça de considerar os padrões para o seu atendimento. Um serviço melhor tem que ser mais caro para ser lucrativo. É justo!

 

6 – Atualize-se!

Não esqueça de rever esse valor a cada seis meses. O preço tem que estar de acordo com todos os itens listados anteriormente e ao mesmo tempo se atualizar com o tempo. Este cuidado previne a situação de que você tenha que aumentar muito o seu preço de maneira brusca.

Conhecer muito bem o seu mercado é fundamental para passar sem problemas por tempos de desaquecimento econômico. Tenha bom planejamento financeiro e uma planilha de controle, corte aquilo que não te trás lucro e foque seus esforços nos serviços de maior retorno. Aproveite as oportunidades! Muitos prestadores de serviço devem fechar as portas e você precisa estar preparado para atender potenciais clientes.

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Como precificar serviços em tempos de crise? por  Giovanna Busato – 02.07.2015

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