Carta do gestor: novembro 2020

  • 17/12/2020
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Feliz ano novo!

O ano de 2020, definitivamente, não vai deixar saudades. Incertezas, tensão, medo… Uma série de emoções que ninguém imaginava que iria experimentar.

Ao longo do século passado vimos o mundo se reinventando e tecnologias nascendo e evoluindo depois de períodos de crise ou guerras. E dessa vez não foi diferente. O ser humano, mais uma vez, se mostrou resiliente, aprendemos a trabalhar de qualquer lugar e firmar acordos em reuniões remotas. Passamos mais tempo em casa, fizemos poupança precaucional, reinventamos negócios e fechamos outros, demitimos, contratamos, perdemos renda e buscamos auxílio. Enfim, vivemos novas experiências.

E nesta crise não será diferente. Claro, algumas coisas mudarão, mas teremos de volta a liberdade e a confiança.

Teremos um 2021 melhor?

Podemos dizer que o Brasil avançou bastante nos últimos anos. Desde 2016, uma série de reformas passou pelo congresso. Algumas de peso, como a reforma trabalhista, o teto dos gastos e a da previdência, que foram amplamente discutidas. Mas outras passaram de forma mais silenciosa, como o marco do gás, do saneamento, a criação da TLP (taxa de longo prazo), regras de concessão no setor de infraestrutura e mais uma série de “micro reformas” que desburocratizam e geraram maior eficiência ao mercado e a economia.

O ambiente de negócios melhorou e havia uma forte expectativa para 2020. Então veio a pandemia e a agenda de reformas acabou “contaminada”. A abertura de um orçamento paralelo gerou uma verdadeira corrida pelo dinheiro e o congresso trocou a responsabilidade pela antiga postura assistencialista que, de fato, não cria soluções, mas gera popularidade.

Confira a nossa análise semanal do cenário macroeconômico com foco nos investimentos, por Alexandre Amorim, CGA.

Com isso, voltou à tona a preocupação com a situação fiscal do país, de forma ainda mais contundente do que antes. Estamos agora em frente a uma encruzilhada, onde é necessário escolher o remédio certo, porém amargo ou o placebo doce.

Por outro lado, as lembranças da última crise econômica ainda são recentes e nossa classe política sabe disso. Não por conta de todas as consequências nefastas que o Brasil viveu, mas por conta da renovação em todas as esferas políticas nas eleições de 2016 e 2018. Portanto, tudo que os políticos não querem é uma nova crise econômica.

O mundo também tem se acalmado nesses últimos meses. Com a vitória de Joe Biden nos EUA espera-se que as relações comerciais fiquem mais tranquilas e que isso tenha impacto positivo no crescimento mundial. Somado a isso, o início das vacinações contra a COVID traz esperança que o mundo volte a seu ritmo normal no próximo ano.

A volta da normalidade, em um mundo com inflação, taxas de juros baixas e muito dinheiro circulando, incentiva investimentos de risco, de longo prazo e na economia real. Isso pode ser um grande estímulo aos países emergentes – especialmente para o Brasil, que é um país produtor de commodities, com muitas oportunidades e com um grande mercado.

Portanto, o viés é positivo para o próximo ano. Claro, não podemos esquecer que estamos no Brasil, com todas as suas mazelas e dificuldades e, portanto, as coisas aqui nunca andam com a velocidade que poderiam andar. Mas resilientes que somos, acreditamos em um ano melhor e, que depois da tempestade, venha a bonança.

Um ótimo 2021 para todos nós!

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