Nem sei se estarei vivo até lá
25 de Março de 2021

Você sabia que a área do cérebro que é ativada quando poupamos para aposentadoria é a mesma que é ativada quando damos dinheiro para um estranho na rua?

Olá,

Espero que você e sua família estejam bem e com saúde.

Nesta edição curtinha, vou falar sobre nosso desafio de abrir mão de consumir hoje, para ter um futuro financeiramente tranquilo.

O que impacta mais você?

  • Saber que só 1% dos aposentados do Brasil conseguem se sustentar (os demais ainda trabalham, dependem de parentes ou caridade); ou
  • Seu tio de 60 anos - que já foi super bem de vida - morando de favor na casa de seus avós.

Quando acontece por perto, o negócio mexe mais com a gente. É o que está acontecendo agora no pior período da pandemia, onde alguém próximo de você passou dificuldades e talvez tenha lhe impactado mais do que as 300 mil pessoas que já perderam a vida no Brasil.

Uma possível explicação para isso:

A área do cérebro que é ativada quando poupamos para aposentadoria é a mesma que é ativada quando damos dinheiro para um estranho na rua.

Ou seja, não conseguimos nos enxergar velhos ("nem sei se estarei vivo até lá”) e isso dificulta muito nosso trabalho de poupar para a aposentadoria.

Via de regra, o máximo que conseguimos (quando conseguimos) é entender que precisamos poupar para fazer aquela viagem no final do ano, por exemplo. E em muitos casos, ao invés de poupar, nos endividamos para estes objetivos de curto prazo.

Parêntesis: esta conclusão foi feita em experimentos durante os estudos sobre heurísticas e vieses e Teoria da Perspectiva de Daniel Kahneman, que ganhou o Nobel de economia em 2002 e eu ouvi essa frase no último sábado da professora Vera Rita de Melo Ferreira, no curso de Psicologia Econômica.

É amigos, não é fácil. Mas é bem menos difícil do que ter uma velhice pobre e depender dos filhos ou de caridade. Então, o jeito é mesmo driblar esses tais “vieses” e buscar ajuda para investir melhor.

Quer conhecer mais sobre vieses comportamentais? Veja esta série da ParMais.

Um possível caminho para contornar isso:

  • Saber como estão suas finanças (quanto ganha e gasta) e seu patrimônio (quanto tem guardado, valor dos imóveis, quanto deve, etc.);
  • Ter um planejamento bem feito;
  • Ter uma forma de poupar automaticamente, sem precisar decidir por isso todo mês (por exemplo, débito em conta ou transferências pré-agendadas para seus investimentos).

Esqueça o ideal, faça o que for possível neste momento.

Se cuida e fica bem.

Abraços,
Jailon

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