Escolha a sua ação!

Tome cuidado com quem trata o mercado de ações como se fosse um balaio de loja em liquidação e ainda promete seu dinheiro de volta!
Quem acompanha o mercado de ações há bastante tempo conhece bem o sobe e desce da bolsa de valores. No começo da década de 2000 até começo de 2008 o mercado de ações no Brasil teve um “boom”, com uma grande valorização das cotações das ações de muitas empresas.

Para se ter uma ideia, o IBOVESPA (principal índice do mercado de ações brasileiro) valorizou 770% de outubro de 2002 até final de maio de 2008, um intervalo de tempo de menos de 6 anos. Nesse exemplo, a rentabilidade anual foi de 20%! Além disso, algumas ações específicas valorizaram muito mais do que o próprio índice.

O grande ponto é que é muito difícil (pra não dizer impossível) um investidor conseguir “surfar todas as ondas” no mercado de ações. Quem chegou a maio de 2008 com lucros elevados, na verdade estava à beira de um abismo, que emergiu com a crise econômica mundial. Resultado: a grande massa caiu no abismo, junto com seus lucros acumulados nos últimos anos.

Mas quem vive de passado é museu. Vamos falar deste ano de 2016. Veja um exemplo:

  • Companhia aérea: se algum dos mais de 500 mil investidores do mercado de ações brasileiro conseguiu comprar as ações da companhia aérea GOL (GOLL4) a pouco mais de 1 real em fevereiro de 2016 e vendeu no começo de setembro a R$ 7,68, conseguiu embolsar um lucro de 560%.

É verdade que este tipo de ganho pode ser obtido no mercado de ações.

Mas não se pode esquecer que quem havia comprado ações dessa mesma companhia em março de 2015 por cerca de R$ 15,00, se tivesse permanecido com as ações até fevereiro de 2016 - quando as ações estavam sendo negociadas a pouco mais de R$ 1 - teria perdido mais de 90% do seu investimento! Não se esqueça que, diferente dos percentuais astronômicos para os ganhos, as perdas chegam a no máximo 100%...

Qual é a lição disso tudo? O mercado de ações não é varejo para que ações sejam negociadas como se estivessem em “liquidação”.

Investir em ações é algo que deve ser levado a sério e depende de diversos outros fatores além da variação histórica de preço de algumas ações isoladas. É preciso construir uma estratégia baseada no perfil de risco do investidor (o quanto ele pode e está disposto a tomar de risco) e também nos objetivos que ele deseja alcançar. Sem falar na diversificação dos investimentos para que o investidor não tenha problemas de liquidez.

Por fim, cabe mostrar um gráfico histórico que compara o CDI (indicador que baliza a remuneração de diversos investimentos de renda fixa; e também apresenta uma rentabilidade muito similar à do título público do tipo Tesouro SELIC) com o IBOVESPA (principal indicador do mercado de ações).

Acreditamos que o mercado de ações deve sim ser fomentado, mas com cautela, pois além de tudo o que foi falado, diversas variáveis emocionais e psicológicas também induzem o investidor inexperiente a perder seu suado dinheiro apenas movido por promessas milagrosas de ganho fácil.

Veja só o que vemos por aí na web:

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