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  • 21/01/2020

Valor Econômico – Apesar da pressão dos bancos, Ibovespa fecha em novo recorde

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O Ibovespa teve um dia de baixa liquidez e movimentos mais comedidos hoje, sendo capaz de avançar um pouco mais apenas na reta final do pregão. Sem a referência americana, os investidores seguem calibrando suas carteiras de olho, essencialmente, na atividade econômica.

Com isso, o Ibovespa encerrou em alta de 0,32%, aos 118.862 pontos – novo recorde intradiário e também de fechamento. Entre as mínimas e as máximas, foi dos 117.928 aos 118.862 pontos. O giro financeiro, conforme esperado, foi baixo e somou R$ 11 bilhões, abaixo da média diária de R$ 12,3 bilhões visto em 2019.

“Hoje a bolsa acaba ficando nesse zero a zero pela ausência de notícias e das operações no mercado americano. O investidor está aguardando os demais eventos da semana para tomar decisões”, afirma Davi Fernandes, analista de investimentos da Par Mais.

O principal destaque positivo foram as ações das varejistas, que lideravam os ganhos no encerramento: B2W ON (6,20%), Lojas Americanas PN (2,40%), Magazine Luiza ON (3,04%) e Via Varejo ON (2,04%). Esta última foi o terceiro papel mais movimentado de todo o mercado à vista, somando um fluxo de R$ 727,8 milhões, acima dos R$ 526,5 milhões vistos no pregão de sexta-feira.

Para analistas, o avanço acontece por causa das boas perspectivas para o mercado de ações brasileiro, com reflexo direto nas ações mais ligadas ao ciclo doméstico. Além disso, os indicadores aquém do esperado vistos nas últimas semanas representariam apenas baixas pontuais.

Nesta manhã, no Fórum Econômico de Davos, o FMI revisou as estimativas e melhorou as projeções de crescimento para o Brasil. Já o Santander informou que o Brasil é a principal aposta dos gestores na América Latina em 2020.

Em relatório divulgado hoje, o banco espanhol traz comentários sobre a visão dos investidores para o mercado de ações na América Latina neste ano, após promover sua 24ª Conferência Anual da América Latina em Cancun, no México. Entre os destaque estão a expectativa de aumento de preço entre 5% e 15% para os ativos e o Brasil como preferido pelos agentes.

Em uma pesquisa com 241 representantes de 113 empresas, o banco indica que 57% dos investidores acreditam que o Brasil terá maior rentabilidade que outros países da América Latina em 2020. Na sequência parece o México, com 22% dos votos. O resultado está em linha com a alocação estratégica do Santander para a região, que tem o mercado brasileiro como seu preferido.

Além disso, segundo o Santander, a maioria dos investidores esperam um aumento de 76% nos aportes estrangeiros feitos na região, superando a marca de US$ 1,6 bilhão vista em 2019.

“Fundos dedicados a emergentes já estão relativamente bem alocados em América Latina em relação ao benchmark (MSCI Emerging Markets), mas ainda pode vir recursos de fundos globais”, afirma Daniel Gewehr, estrategista-chefe para América Latina do Santander.

Porém, no pregão de hoje, o recuo nos papéis do setor bancário pressionaram o Ibovespa após o Bank of America rebaixar e cortar o preço-alvo das ações do Bradesco e do Itaú, além de fazer algumas observações sobre o Santander. Assim, no fim da sessão regular, Bradesco (-1,55% a ON e -1,95% a PN), Itaú PN (-2,03%) e as units do Santander (-0,48%) cediam.

Confira a matéria na íntegra: https://valor.globo.com/financas/noticia/2020/01/20/apesar-da-pressao-dos-bancos-ibovespa-fecha-em-novo-recorde.ghtml

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