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  • 29/03/2016

Seguro residencial: como funciona?

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Seguro residencial como funciona

 

Veja neste artigo que todos somos frequentemente expostos a situações de risco, mas em alguns casos podemos escolher o nível de risco que queremos tomar e como iremos administrar essa situação. Esse gerenciamento de riscos é possível devido aos seguros. Nesse artigo você vai conhecer, em detalhes, o seguro residencial.

Seguro residencial: como funciona?

Um dos tipos de seguros mais conhecidos é o seguro residencial, apesar de não ser tão contratado na prática quanto o seguro de automóveis, por exemplo. Um seguro residencial em geral é muito mais barato que um seguro de carro. Isso ocorre pelas características do bem segurado: um bem imóvel estatisticamente é menos exposto a situações de risco que um bem móvel, como um carro.

Existe diferença entre seguro residencial e seguro habitacional?

Existe sim, o seguro habitacional é contratado por uma instituição financeira que está fornecendo um financiamento imobiliário. Financiamentos imobiliários enquadrados em programas do Sistema Financeiro de Habitação – SFH – são obrigados a contratar um seguro habitacional para o bem financiado. Em geral o seguro habitacional possui uma proteção básica para danos físicos do bem, mas também possui proteção contra o falecimento ou invalidez do contratante.

O seguro residencial, por sua vez, possui uma garantia básica que cobre os prejuízos provocados por incêndio, queda de raio e explosão (o seguro habitacional também possui essa garantia básica) e mais algumas outras garantias que podem ser contratadas separadamente.

Quais são as principais coberturas de um seguro residencial?

A cobertura básica de seguro residencial inclui proteção contra incêndio, explosão e queda de raios. Entre as principais coberturas adicionais estão: danos elétricos, vento forte (vendaval, furacão, ciclone, tornado), granizo e fumaça, alagamentos, quebra de vidros, tumultos, desmoronamentos, roubo ou furto, terremoto, maremoto, queda de aeronaves, impacto de veículos terrestres, responsabilidade civil e familiar (protege contra indenizações a serem pagas pelo contratante em caso de este sofrer alguma ação judicial), entre outras.

Ao alugar um imóvel, quem paga o seguro residencial: o inquilino ou o proprietário?

Pela Lei 8.245/91, conhecida como a Lei do Inquilinato, o proprietário é responsável por pagar o prêmio de seguro contra “fogo”. No entanto, a mesma lei permite que haja previsão contrária no contrato. Dessa forma, não é ilegal que proprietários de imóveis ou imobiliárias exijam que o inquilino mantenha os pagamentos de um seguro residencial para o imóvel em questão.

Cuidados no momento de contratar um seguro residencial

Das coberturas que ultrapassam o pacote básico de cada seguradora, composto por incêndio, queda de raio e explosão, as garantias adicionais costumam gerar custos adicionais. Sendo assim, em alguns casos pode acontecer de serem contratadas garantias desnecessárias para determinado contexto como, por exemplo, contratar a garantia contra colisão de veículos terrestres em um apartamento no décimo andar; ou contra colisão de aeronaves em uma cidade em que não há aeroporto.

Em outros casos a contratação de uma cobertura adicional pode ser até mais importante do que a contratação do pacote básico. Porém, é preciso tomar certos cuidados. Para imóveis como sítios retirados e casas de praia o seguro deve ser específico para casas de veraneio. As coberturas desses seguros são variadas e devem ser avaliadas caso a caso. Alguns seguros de veraneio oferecem serviço de check-up e protegem contra quebra de vidros, vazamentos, lâmpadas queimadas, entre outros.

No caso de proteção adicional contra furto ou roubo, a cobertura pode ser de todos os bens de dentro do imóvel, mas cada apólice deve ser analisada, pois podem existir itens que não são cobertos, como joias, tapetes, notebooks, dinheiro, entre outros. Além de ser uma cobertura que normalmente encarece bastante o prêmio a ser pago, as seguradoras exigirão a nota fiscal dos bens adquiridos no caso de ocorrência de furto ou roubo. Outro detalhe ainda sobre essa cobertura consiste no fato de que é comum que o valor da indenização esteja entre 10% e 20% do valor de cobertura no risco de incêndio, ou seja, é possível que nem todos os bens furtados sejam cobertos.

Outro exemplo é a cobertura de raios e a cobertura de danos elétricos. A primeira cobre danos elétricos causados por raios, mas a segunda é mais completa, cobrindo também problemas de variação de tensão na rede elétrica, por exemplo. Por fim, mesmo que nem todas as coberturas oferecidas sejam necessárias, na prática pode acontecer de não ser possível excluir uma única cobertura do contrato com a seguradora, pois as vezes as seguradoras vendem as garantias em pacotes.

Conclusão

Agora que você já entendeu como funciona o seguro residencial, conte com o apoio da Par Mais para lhe ajudar a dimensionar a sua necessidade de seguros. Os seguros, não apenas os residenciais, podem desempenhar um papel auxiliar na busca de objetivos maiores, como a independência financeira. Se os seguros não estiverem bem dimensionados de acordo com a necessidade e com os objetivos individuais e familiares, então os prejuízos causados por eventuais sinistros podem comprometer anos de planejamento financeiro.

 

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Par Mais – 29.03.2016

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