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  • 12/11/2012

Prêmio IBCPF de planejamento financeiro

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 Prêmio IBCPF

Prêmio IBCPF de planejamento financeiro

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Garantir que Cristina estude no exterior, assegurar o conforto de Vitor, que frequenta uma escola para alunos especiais, e evitar que o casamento de Rafael coloque em risco o patrimônio da família. É o que tira o sono de Paulo, de 55 anos, e Sandra, de 53, pais do trio. Soma-se a tudo isso o plano de se aposentar em menos de 20 anos, com uma renda de R$ 30 mil. Para fazer frente a esses desafios, eles têm uma renda confortável, de R$ 51 mil, e um portfólio nada sofisticado. Todo o patrimônio financeiro está investido em renda fixa. Recentemente, uma surpresa: o dinheiro começou a se multiplicar a passos mais lentos. A família Antunes sentiu no bolso o corte de 5,25 pontos percentuais na taxa básica de juros em pouco mais de um ano. Não está segura, entretanto, sobre correr mais riscos. De repente, planejar virou obrigação.

A família Antunes não existe, mas qualquer semelhança com a realidade não é coincidência. “A nova taxa de juros traz uma diferença absurda de realidade. Se as pessoas não acordarem vamos ter dissabores sérios daqui a alguns anos”, diz Maria Angela Nunes, planejadora financeira que criou a família a partir das histórias que ouve no dia a dia do consultório. Sobre o caso se debruçaram 70 participantes do programa avançado do Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF) divididos em grupos. O projeto vencedor, do catarinense Jailon Giacomelli e da paulistana Fernanda Lattari, foi conhecido na última sexta-feira

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Maria Ângela diz ter escolhido uma família de renda alta para mostrar que ter salário elevado não significa ter uma condição financeira confortável. A dupla vencedora concorda. Considerou que, dados os objetivos e a situação atual da família, o patrimônio total construído até o momento, R$ 3,1 milhões, é mediano. Por isso, criou um plano para aumentar a capacidade de poupança e, em seguida, adotar aplicações de maior retorno. A partir daí, foi possível buscar ferramentas para resolver os conflitos atuais da família (ver matéria na página D2).

O plano indica, em primeiro lugar, que os Antunes quitem o financiamento do imóvel, sua única dívida. Restam 30 prestações, um total de R$ 178 mil. O valor é corrigido pelo índice de inflação IGP-M mais 1% ao mês. “Os juros do financiamento são muito superiores às opções de investimento em renda fixa”, afirmou o grupo, que recomendou ainda uma consulta ao banco para verificar descontos em caso de pagamento antecipado. Outra ideia é vender o imóvel da mãe de Sandra, estimado em R$ 400 mil. Como ela tem saúde frágil, Sandra já previa que, em breve, iria morar com a família.

Os planejadores também sugeriram mudança de hábitos com relação aos carros. São três, no valor de R$ 170 mil. O veículo mais antigo é trocado por um novo a cada ano. A proposta é que a troca seja feita de forma mais espaçada.

Gorduras cortadas, o que fazer para multiplicar o patrimônio financeiro? Para os atuais R$ 470 mil em Certificado de Depósito Bancário (CDB) e fundo de renda fixa com crédito privado, os planos são quitar o apartamento e manter o restante aplicado. Os R$ 30 mil em poupança devem ser o começo de um fundo de emergência. Pelas condições da família e o FGTS acumulado, de R$ 65 mil, foi considerada suficiente uma reserva equivalente a quatro vezes as despesas mensais, ou seja, R$ 110,4 mil.

Diante de rendimentos reais baixos no mercado, o grupo recomendou que 70% do fundo de emergência fiquem na poupança. Os outros 30% devem ser aplicados em fundos de renda fixa e multimercados sem renda variável. Deve haver ainda uma reserva de projetos, estimada em R$ 65 mil, para trocas de carros, estudos e viagens. O valor também fica em renda fixa, mas com liberdade para mais risco. É a formação das reservas, dizem os planejadores, que vai permitir a construção de uma carteira de investimentos diversificada, com liberdade de prazo.

Na reserva de aposentadoria é possível ousar mais. O plano de previdência corporativo de Paulo, de R$ 1,1 milhão, será mantido. Para os R$ 400 mil do apartamento da mãe de Sandra a proposta é: 40% em fundo imobiliário, 20% em fundos de ações que pagam bons dividendos e 15% em multimercados long and short que buscam tirar proveito da volatilidade do mercado. Os 25% restantes ficam em VGBL com renda fixa prefixada e indexada a preços.

Apesar de Paulo ter revelado uma experiência ruim com ações, o grupo resolveu insistir. “Dado o grande desafio de gerar renda, tínhamos que colocar algumas pimentinhas na alocação”, diz Fernanda. O desafio, contam, é bem similar ao que veem no dia a dia. “A maior dificuldade é explicar ao cliente que o juro real caiu e que a forma de ganhar mais é tomar risco“, afirma Giacomelli. Os dois já adaptaram suas métricas. Abandonaram os 6% de retorno real ao ano que usavam em simulações. Agora consideram mais realista perseguir retorno real superior a 2,5%. Eles alertam que as carteiras de renda fixa mais conservadoras entregam bem menos do que isso.

 

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Prêmio IBCPF de planejamento financeiro por Luciana Seabra | Valor Econômico – 12.11.2012

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