Planejamento Financeiro: Reduzir a dívida do carro?

  • 08/04/2013
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Planejamento Financeiro: Manter a aplicação ou reduzir a dívida?

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Leitor pergunta:

Tenho um carro que ainda tem cerca de R$ 15 mil financiados com juros de 1,5% ao mês, mas tenho R$ 10 mil investidos em um CDB que vence daqui a um ano, rendendo 98% do CDI. Vale a pena sacar o dinheiro para antecipar o pagamento de uma parte da dívida do carro?

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Jailon responde:

O assunto é bastante pertinente e com certeza esta é uma dúvida de muitos brasileiros. Com receio de resgatar a poupança que criaram para os filhos, ou para algum outro objetivo específico, muitas pessoas pagam taxas de juros altas em dívidas com cartão de crédito e empréstimos bancários; enquanto mantêm o dinheiro que pouparam aplicado a taxas de juros muito baixas.

Analisando seu caso do ponto de vista do planejamento financeiro – sem considerar todas as demais consequências envolvidas nesta decisão – a resposta seria: sim, vale a pena antecipar a dívida.

A explicação é basicamente esta: você está pagando 1,5% ao mês para tomar R$ 15 mil emprestados e está emprestando R$ 10 mil ao seu banco por uma taxa líquida de pouco mais de 0,55% ao mês (98% do CDI menos IR). Esta matemática não está boa pra você!

Porém, sua pergunta merece uma abordagem mais ampla do ponto de vista de planejamento financeiro. Por isso, quero que você reflita sobre os pontos que vou apresentar a seguir, eles podem lhe ajudar a tomar uma decisão melhor.

Outras dívidas: Modalidades como cartão de crédito, cheque especial e empréstimos bancários são dívidas caras e merecem atenção. Portanto, se você possui outras dívidas com taxas de juros maiores que 1,5% ao mês, o mais correto é quitá-las antes de pensar em antecipar o financiamento do seu carro.

Reserva de segurança: É indispensável que você tenha uma reserva de recursos financeiros para eventualidades ou mudanças bruscas no estilo de vida. O objetivo é evitar que a família se endivide e pague juros altos caso aconteça algum evento inesperado.

Nesse sentido, é indicado que você guarde o suficiente para cobrir de 4 a 10 meses de suas despesas mensais. Este valor dependerá da estabilidade do emprego dos provedores da família e também de possíveis mudanças bruscas em suas rendas para os próximos períodos, sendo que quanto mais previsíveis forem as rendas e despesas futuras, menor a necessidade de reserva.

Os recursos devem ser aplicados em investimentos com baixíssimo risco, alta liquidez e que rendam pelo menos o equivalente à inflação. Vale ressaltar que o objetivo com esta aplicação não é ganhar dinheiro, mas sim preservar o capital (defendê-lo do aumento dos preços).

Caso você ainda não possua uma reserva de segurança não seria pertinente antecipar agora o financiamento. Utilize os R$ 10 mil para começar a criar sua reserva e direcione a poupança dos próximos meses para completá-la. Depois disso, analise novamente a situação.

Renegociar a dívida: vale a pena também tentar renegociar a dívida com seu banco ou financeira. A recente queda na taxa Selic permitiu que as instituições financeiras reduzissem as taxas de juros cobradas; porém, não espere que liguem para você oferecendo condições melhores que a de sua dívida atual, é tarefa sua procurar alternativas.

Resumindo, se você não tem outras dívidas com taxas de juros mais altas e já possui uma boa reserva de segurança, antecipe o pagamento de parte do financiamento; caso contrário, renegocie sua dívida.

Quando o financiamento terminar, não aumente suas despesas e passe a guardar mensalmente o valor da parcela. Que tal comprar o próximo carro à vista?

08/04/2013

Planejamento Financeiro: Manter a aplicação ou reduzir a dívida? por Jailon Giacomelli, CFP® – 08.04.2013

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