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  • 13/09/2011

E Eu Com o Ouro?

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E Eu Com o Ouro?

A cada crise econômica, o ouro vira febre entre os investidores que buscam proteção do patrimônio. É o que vem acontecendo desde meados de 2007, quando os primeiros sinais de turbulência apareceram no horizonte. Lá fora e aqui.

A cotação do metal na Bolsa Mercantil de Nova York já subiu quase 30% somente neste ano, até sexta-feira. Bom para quem pegou o movimento desde o início, pois os especialistas têm dúvida se esse ritmo forte vai se sustentar.

Mas para o aplicador brasileiro, que tem à disposição uma das maiores taxas de juros do mundo, será que o ouro é tão atrativo? “Como alocação tática, para valer a pena, o metal precisa bater o custo de oportunidade”, explica o diretor do HSBC Private Bank Marcelo Muradian. Ele refere-se à taxa de juros local, hoje em 12% ao ano.

Levando em conta a cotação de sexta-feira na casa de US$ 1.855 a onça-troy (equivalente a 31,1 gramas), o ouro precisaria subir pelo menos mais US$ 220 para empatar com o juro brasileiro no prazo de um ano.

A tendência do ouro segue de alta, apontam especialistas em commodities, por conta das incertezas que turvam o horizonte – a Europa voltou à cena no fim da semana com o risco de default na Grécia – e da demanda crescente pelo metal, especialmente de bancos centrais mundo afora, que buscam diversificar suas reservas além do dólar. Só que o ritmo de valorização daqui para frente vai depender dos desdobramentos das crises nas economias centrais e seus impactos na recuperação global.

“Para o investidor brasileiro comum, que não tem horizonte de longo prazo, comprar o ouro no meio da crise depois de toda essa alta é arriscado“, alerta o sócio da Tendências Consultoria Integrada, Nathan Blanche. Ações de empresas sólidas e títulos do governo brasileiro que pagam cerca de 11,5% têm mais atratividade neste momento, acredita.

Blanche ressalta, no entanto, que o investimento no metal vale para quem acredita no caos. “Eu não acredito no caos, passada a onda de pessimismo, o ouro tende a perder valor e o investidor vai ter de esperar mais 30 anos para ter um ganho significativo”, emenda. Ele se refere ao período que sucedeu o último pico do metal, alcançado na década de 80, em meio ao choque de petróleo.

Trechos do artigo ”E eu com o ouro?” retirado do Jornal Valor Econômico. Edição de 12/09/2011.

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E Eu Com o Ouro? por Equipe Par Mais – 13.09.2011

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