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  • 09/05/2011

Juros Compostos

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Finanças sempre me interessaram, mas meu fascínio e entusiasmo por planejamento financeiro começou quando eu descobri os juros compostos. Quando se empresta ou se toma dinheiro, se recebe ou se paga como contrapartida um valor, que são os juros. Eles podem ser calculados tomando-se por base o valor emprestado, que neste caso se denominam juros simples, ou pode ser calculado com base no juro composto.

Mas afinal o que são juros compostos?

Segundo artigo da Wikipédia, “no regime de juros compostos, os juros de cada período são somados ao capital para o cálculo de novos juros nos períodos seguintes. Nesse caso, o valor da dívida é sempre corrigida e a taxa de juros é calculada sobre esse valor.”

Acredito que a forma mais fácil de explicar este fenômeno é apresentando um exemplo:
Suponhamos que você tome emprestado do banco R$ 100,00, a uma taxa de juros de 1% ao mês, com vencimento 3 meses depois. No final do 1° mês você deve R$ 100+ 1% = R$ 101,00. No final do 2° período sua divida está em R$ 101,00 + 1% = R$ 102,01 e no vencimento será de 102,01+1% = R$ 103,03.

Para períodos de tempo curtos, pode não parecer grande coisa, mas no longo prazo pode representar sua gloria ou sua desgraça, dependendo se você investe ou toma emprestado.
Agora imaginemos que você decida poupar R$ 100,00 por mês. Conforme podemos observar na tabela abaixo, em 10 anos você teria acumulado R$ 12.000,00 se tivesse guardado o dinheiro no porquinho de sua casa e R$ 23.000,00 se tivesse aplicado a uma taxa de 1% ao mês pelo mesmo período. Se você continuar aplicando por mais 30 anos, ou seja se você poupar R$ 100,00 por mês por 40 anos, sempre considerando a taxa de 1% ao mês, você acumularia R$ 1.128.000,00, o que significa 2.350% mais do que se tivesse guardado no cofrinho!!!

Como se pode observar, o período de tempo e a disciplina de aplicar R$ 100,00 todos os meses são fatores fundamentais para se incrementar o saldo e conquistar bons resultados. Claro que aplicações rentáveis também são muito importantes, mas vamos deixar este assunto para depois.

Quando descobri “a mágica dos juros compostos”, parafraseando Mauro Halfeld, conclui que tínhamos algumas opções: poderíamos ser como folhas ao vento e gastar tudo aquilo que ganhávamos, poderíamos guardar dinheiro em casa e sempre que pudéssemos, ou seja sem disciplina ou poderíamos investir em boas oportunidades, todos os meses, por muito tempo. Adivinhem qual alternativa escolhemos…

Juros Compostos por Annalisa Blando Dal Zotto – 09.05.2011

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