Dúvida do leitor: previdêcia, LCI e poupança

  • 17/09/2014
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planejamento financeiro

Planejamento Financeiro: invisto em previdência, LCI e poupança; estou fazendo certo?

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Leitor pergunta:

Atualmente possuo R$ 3 mil na poupança nova, R$ 1 mil na LCI do Banco do Brasil (pósfixada 80% CDI), e duas previdências: um PGBL, regressiva, que não cobra taxa de carregamento – o fundo investe em renda fixa e tem taxa de administração de 2% a.a. Suspendi os aportes, pois não usufruo do benefício fiscal. O saldo é de R$ 1,4 mil.

A outra é um VGBL com tributação progressiva, também não cobra taxa de carregamento e o fundo de renda fixa cobra 3% a.a. Nessa invisto R$ 60,00 por mês, sendo que R$ 50,00 são destinados ao plano e R$ 10,00 ao prêmio do seguro. O saldo atual é de R$ 1,1 mil.

 Tenho 23 anos, sou solteiro, sem filhos nem compromissos familiares. Minha renda bruta é de R$ 3,3 mil (líquidos R$ 2,7 mil). Invisto R$ 200,00 por mês, direcionando R$ 60,00 para o VGBL e o restante à poupança. Após ajeitar minhas contas, em cerca de 3 anos, poderei guardar até 30% do meu salário.

Não pretendo resgatar o PGBL, por conta do imposto. Seria uma boa transferir os recursos para renda variável? Pelo baixo saldo, estou disposto a correr o risco. O fundo cobra os mesmos 2% de taxa.

Em relação ao restante, qual seria a melhor forma de alocar os recursos, visto que não tenho planos para esses valores. Saco da poupança para jogar no LCI? Ou começo no Tesouro Direto? Resgato o VGBL ou continuo aplicando?

Mantendo os R$ 200,00 mensais, qual o melhor destino para esse valor? E depois dos 3 anos, quando poderei poupar R$ 1,1 mil? Meu perfil é moderado-conservador.

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Jailon responde:

 Prezado Jonatas,

 Você possui capacidade de poupar (aprox. 7,5% da sua renda líquida), o que já é um grande primeiro passo. Porém, considerando sua situação atual (solteiro, sem filhos e sem compromissos familiares), acredito que seja sim possível aumentar gradativamente a poupança para algo próximo a 30% de sua renda. Portanto, aproveite o momento atual para montar sua reserva!

 Sobre as aplicações:

• PGBL: é interessante fazer a portabilidade do PGBL para um fundo de ações e não aportar mais (mantenha os aportes suspensos).

• VGBL: faça a portabilidade do VGBL também para um fundo de ações, busque um fundo com baixa taxa de administração e bom histórico de rentabilidade, comparando com a média do mercado. Sugiro que pare de aportar neste produto pois:

    –  Cobra taxa de carregamento;

    –  Possui taxa de administração elevada para as características;

    –  Você é solteiro e não tem dependentes, portanto não há necessidade de seguro de vida.

• Poupança: a “poupança nova” rende, no máximo, 70% do CDI, portanto é mais vantajoso aplicar toda sua reserva na LCI, que tem rentabilidade de 80% do CDI e atualmente também tem alíquota zero de imposto.

• LCI: recomendo que você aumente a posição até que o saldo represente o equivalente a 2 meses de despesas, como uma pequena reserva de segurança. Lembre-se de que, quando assumir mais compromissos financeiros, você deve também aumentar sua reserva de segurança para algo próximo a 6 meses de despesas mensais.

• Futuras aplicações:

     – Imediato: para as novas aplicações de R$ 260,00/mês (incluindo os aportes que você fazia nos planos de previdência e que serão/foram cancelados), sugiro que você compre títulos públicos do tipo NTN-B Principal com o vencimento em 2035. Lembre-se de que este valor não deverá ser encarado como reserva de curto prazo, e você deve carregar os títulos até o vencimento.

     – Futuro: quando você aumentar sua capacidade de poupança para R$ 1.100,00 e chegar a uma carteira de investimentos superior a R$ 50.000,00 é interessante alocar ao menos 25% da sua carteira em fundos multimercados e fundos de ações. Mas quando esta data chegar, é importantíssimo fazer uma nova consulta.

 Fonte: InfoMoney

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Dúvida do leitor: previdência, LCI e poupança por Jailon Giacomelli – 17.09.2014

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