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  • 11/08/2014

Investimentos: renda fixa é mais segura para investidor

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Investimentos: renda fixa é mais segura para investidor

Coluna de Estela Benetti , Jornal Diário Catarinense

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Gestor de recursos autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e credenciado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), Alexandre Amorim, sócio da Par Mais Planejamento Financeiro, acompanha de perto a movimentação dos mercados e os impactos nos investimentos. Nas últimas semanas, ele esteve em São Paulo para reuniões com representantes de alguns dos principais bancos de investimentos e corretoras do País. E sexta-feira, em evento para convidados, ele e os sócios recebem em Florianópolis o responsável pela área internacional da Credit Suisse Hedging-Griffo, Arthur Wichman. Confira, a seguir, orientações de Amorim considerando o atual cenário.

 

O que mais preocupa quem tem recursos para investir?

Alexandre Amorim – Há muita incerteza sobre os rumos da economia – no Brasil e no exterior. A recente instabilidade provocada pelo conflito na Ucrânia, por exemplo, fez com que muitos investidores que tinham recursos na Rússia migrassem para o mercado brasileiro, mais atrativo do que o de outros membros dos BRICs. Ao mesmo tempo, o FED (Federal Reserve, banco central americano) sinalizou que não tem a intenção de aumentar os juros no curto prazo, o que também refletiu em mais dinheiro aplicado no país. Esse cenário pode indicar dólar em queda e bolsa em alta. Mas o cenário não é tão simples. O Brasil também sofre por causa das incertezas sobre o futuro da economia. A inflação segue em nível elevado, os juros estão muito altos, o crescimento do PIB é pequeno, as famílias estão endividadas e perdem poder de compra e a eleição presidencial é fonte de insegurança no mercado.

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Nesse cenário, qual a opção mais segura de investimentos?

Amorim – Desde o início do ano as aplicações de renda fixa se mostram as mais positivas. Os juros estão elevados e devem se manter assim por algum tempo ainda, o que reflete positivamente nesses investimentos. Aplicações como os CDBs bancários, títulos públicos (tipo LFT) e as Letras de Crédito (LCIs e LCAs – que tem isenção de imposto de renda) vem garantindo ganhos superiores à inflação com risco baixo. A bolsa e o dólar, por outro lado, seguem com grande volatilidade. Os ganhos momentâneos em algumas dessas aplicações podem ser expressivos, mas os riscos são maiores. Lembrando que a opção ideal de investimento, independente do cenário, depende do perfil de cada um (capacidade de exposição ao risco). Mas no atual cenário a alocação em renda fixa tem sido maior que a média, para todos os perfis de investimento.

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A bolsa e o dólar são boas opções?

Amorim – Ao se investir em ações compramos frações de empresas, portanto a valorização dos investimentos dependem muito do potencial de crescimento e geração de lucro dessa empresa. O valor do dólar em relação ao real depende muito dos fundamentos econômicos e crescimento do país. Além dos fundamentos, o valor tanto das ações quanto do câmbio depende muito do fluxo de investimentos, especialmente de estrangeiros. Como o dólar tem forte influência nos preços de tudo que é vendido no país e, consequentemente, na inflação, atualmente a cotação do dólar tem sofrido forte influência do Banco Central, que compra e vende dólares no mercado. O que deve determinar se dólar e bolsa serão bons investimentos nos próximos meses será a condução da política econômica pelo próximo governo. Caso se mantenha a atual política, espera-se (no mercado) que os investimentos em ações percam ainda mais valor e o dólar se valorize. Caso haja mudança na política e aumento na confiança dos investidores, poderemos ver uma forte valorização da bolsa. O câmbio, nesse caso, pode sofrer uma desvalorização no início (em razão da entrada de capitais), mas a tendência é que no médio prazo busque patamares mais justos, que sem dúvida estarão acima da cotação atual.

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Qual a expectativa dos investidores para 2015?

Amorim – O Brasil vai pagar em 2015 o preço por anos de desequilíbrio fiscal e erros na condução da política econômica (como a intervenção indevida no mercado de energia) e a política de crescimento baseada no estimulo ao crédito e ao consumo. As taxas administradas pelo governo (combustíveis e energia elétrica, principalmente) deverão subir, pressionando a inflação e diminuindo ainda mais o poder de compra das famílias. Sem dúvidas teremos mais um ano de baixo crescimento da economia, especialmente da indústria. Algumas mudanças podem ocorrer a partir do resultado das eleições. A confiança dos investidores dependerá de uma forte mudança na condução da política econômica do país, o que inclui uma boa equipe econômica e a autonomia do ministério da fazenda e do banco central. Considerando que, apesar de tudo, o Brasil ainda é uma boa economia se comparada a seus pares, caso ocorram essas mudanças, é bem provável que obtenhamos novamente a confiança dos investidores e seus investimentos. Esse aumento de confiança se reflete na entrada de recursos no país, estimulo e crescimento da economia, formando um círculo virtuoso.

 Confira a matéria na coluna da Estela Benetti.

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Investimentos: renda fixa é mais segura para investidor por Estela Benetti e Alexandre Amorim – 11.08.2014

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