• 14/05/2018

Giro Financeiro DC: risco de mercado

Frequentemente, vivenciamos eventos que afetam o câmbio, o custo do petróleo, a performance da bolsa de valores etc, principalmente nos últimos tempos. A esse fenômeno chamamos de risco de mercado.
Como todos sabem, não existe investimento sem risco. Todos, sem exceção, possuem um nível de risco que pode ser proporcional ou não ao seu retorno. Os ativos têm diferentes tipos de risco, como o de crédito (calote), o de liquidez (longos períodos com os recursos travados), o de perder o poder de compra no longo prazo e o risco de mercado.

O risco de mercado, também chamado de risco sistêmico, pode ser definido como consequência do evento no preço do ativo. Podem ser ocasionadas mudanças no comportamento dos mercados pela variação de taxas de juros, do câmbio, dos preços das ações, dos preços de commodities etc. O risco de mercado contempla fatores que não podem ser controlados, que são imponderáveis.

Para ficar mais claro, os ataques terroristas ocorridos nos EUA no 11 de setembro em 2011 são um ótimo exemplo. Esse evento abalou profundamente toda a base econômica mundial. O mercado de ações foi abaixo e de nada adiantaram as análises fundamentalistas vigentes. Os investidores saíram vendendo ações e compraram dólares, títulos da dívida americana e ouro. O crédito fácil dos bancos americanos para incentivar a economia como um todo construiu o alicerce para que, na sequência, vivêssemos um novo risco de mercado: a crise financeira de 2008. Ocasionada por ativos “podres” derivados do empacotamento de créditos imobiliários, colocou em cheque o sistema bancário mundial, que afetou drasticamente a economia global.

No Brasil, na última década, tivemos o impeachment de Dilma Rousseff, quando passamos pela alta do dólar, por intensas oscilações na bolsa e por forte volatilidade no mercado de títulos públicos. Passado esse evento, surgiu a revelação do áudio de uma conserva entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista, e o “Friboigate” detonou o mercado! Novamente vivemos um risco de mercado: a bolsa despencou, e o câmbio e as taxas de juros subiram “às alturas”.

Mas como se proteger do risco de mercado? Diversificando! Investindo em diferentes classes de ativos de segmentos diversos. Títulos públicos, fundos de investimentos multimercados (cuidado com a composição dos ativos em cada fundo, para não ter sobreposição de ativos na sua carteira), câmbio, ações.
Será que esse risco é tão ruim? Não. Quando ocorrem eventos inesperados, também aparecem boas oportunidades. Investir corretamente exige muito estudo e acompanhamento do mercado, principalmente para saber momento certo de adquirir um ativo e de abrir ao dele. Não é fácil. Mas tendo consciência de que, como tudo na vida, estamos expostos à riscos, investir fica mais fácil.

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