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  • 22/01/2019

Giro Financeiro – DC: o varejo inspirador

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Na semana passada estive em Nova Iorque para participar da NRF, a maior feira de varejo do mundo, com o grupo Mulheres do Brasil, do qual me orgulho muito de pertencer. É liderado pela generosa e visionária Luiza Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, e tem como vice-presidente a querida empreendedora catarinense Sônia Hess. Pensei muito em aderir à viagem, afinal, o que uma especialista em finanças faria nessa feira de varejo? Pensei que poderia me dar insights para vislumbrar quais empresas de varejo poderiam ter suas ações valorizadas ou não, mas decidi ir porque passaria uma semana com muitas executivas e empreendedoras de sucesso, uma semana de mentorias com elas. Oportunidade única.

Luiza, mais uma vez, estava certíssima. É no varejo que se entende o que o consumidor pretende, vive e deseja experienciar, é o termômetro do cliente em sua plenitude. E foi bem isso que vimos e ouvimos dia após dia: o quanto uma feira de varejo pode inspirar qualquer negócio, da indústria de refrigeração à empresa de finanças pessoais.

Ouvimos do CEO da Target que eles vão superar a Amazon porque têm muitos pontos de venda, que investiram US$ 500 milhões em reformas e US$ 1 bilhão em treinamento para envolver e apaixonar seus clientes. E pensar que anos atrás haviam enterrado as lojas físicas.

Se falou muito da importância da diversidade, inclusive em cargos de alta liderança, não só porque as empresas devem ser inclusivas, mas o quanto esse mix de gêneros, raças, idades e culturas aumentam o sucesso dos próximos passos.

Em um evento historicamente masculino, pela primeira vez, vários painéis contaram com a presença feminina, mas como Luiza disse, “se finalmente incluíram e deram destaques às mulheres é porque já estudaram e viram que dá lucro, afinal é uma feira capitalista”.

A palavra de ordem para os lideres é humildade. Para aprender, descontruir e liderar a inovação.

Os dados são o petróleo do futuro, mas esses dados precisam ser tratados. Ouvimos até que em 2021 os dados farão parte do balanço patrimonial das empresas.

Minha amiga Annette Reeves, CEO da Malory, fez uma síntese espetacular de nossa viagem que trago alguns trechos aqui: “…não há mais limites nosso mundo é fluido, blended, unido…a colaboração é a nova concorrência. O objetivo é engajar, agir e ajustar. Precisamos lembrar que a Amazon não vende produtos, ela une pessoas. Trabalhar para incentivar todos ao nosso redor a inovar, errar e corrigir rápido. Entender que o Ponto de Venda passou a ser o Ponto de Cuidado, onde devemos inspirar e entreter nosso consumidor e influenciar sua vida com causas, propósitos e sonhos. Saber que não vendemos produtos, mas trocamos valores. Entender que não podemos ser um simples expectador, mas, sim, protagonista deste novo mundo de autenticidade, confiabilidade e leveza…”

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