Giro Financeiro – DC: aplicar em Bitcoin?

  • 22/01/2018
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Em relação ao Bitcoin, meu sentimento é que estamos prestes a presenciar o estouro de mais uma bolha especulativa, numa clássica consequência do efeito manada. A bolha acontece quando o valor de um ativo passa a ter um desvio do seu valor intrínseco, ou seja, do seu valor real. Quando a bolha estoura, rapidamente o valor despenca, a visão distorcida acaba e a racionalidade volta!

Para descrever o efeito manada, basta lembrarmos que na década passada, em especial entre 2003 e maio de 2008, muita gente era especialista em ações. Várias empresas abriram o seu capital, as ações se valorizaram pelo reflexo do desenvolvimento econômico vivido na época e pela ajuda da estabilidade financeira internacional. Quem entrou cedo, ganhou muito dinheiro. Quem foi no reboque, perdeu muito com a crise de 2008 e a desvalorização dos seus ativos!

Na sequência, a vedete dos investimentos passou a ser o mercado imobiliário, com uma valorização consistente. Pronto, viramos grandes construtores. Comprávamos imóveis na planta e subíamos casas conjugadas. O sonho passou ser viver da renda de aluguéis e dos ganhos da compra e venda. Mas, em 2013, a situação se inverteu. Hoje, constatamos que muitos investidores, depois de anos, estão vendendo seus imóveis pelo mesmo valor da compra ou abaixo dele e tendo que absorver prejuízo

Agora, estamos presenciando a ascensão sem medida das moedas virtuais. Já temos meio trilhão de dólares em criptomoedas, equivalente a 8% das reservas de ouro do mundo. Segundo as últimas notícias, já circulam 1.356 tipos de criptomoedas. Em bitcoin, calcula-se que chegamos a US$332 bilhões. Só em 2017, a valorização bateu 1.800%!

Criada como um ativo finito, existem 21 milhões de bitcoins no mundo. Destes, 17 milhões já estão em circulação e a previsão é que ainda faltam muitos anos para os 4 milhões restantes serem “minerados”. Parece pouca moeda em circulação, mais não é não, pois há o fracionamento dos bitcoins. A maioria das moedas é divisível por cem (centavos), mas cada bitcoin, pode ser dividido por cem milhões de frações. A menor fração do bitcoin é chamada de Satoshi, em referência ao pseudônimo do criador da moeda, e vale 0,00000001 BTC.

Não podemos ignorar a evolução das criptomoedas! Mas o que me causa espanto e preocupação é ver pessoas até então conservadoras colocarem parte, se não a totalidade, dos seus investimentos neste tipo de ativo! O anonimato das transações, a falta de regulamentação, a falta de esclarecimentos sobre os riscos não nos aponta um futuro seguro. A grande maioria dos investidores está adquirindo bitcoins não para o seu uso original – de moeda – mas, sim, como um capital especulativo que só visa a obtenção rápida de lucros.

Em momentos como esses, sigo o conselho de Warren Buffet: “compre ao som dos canhões e venda ao som de violinos”. Fujo das bolhas!

Fonte: Giro Financeiro – DC

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