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  • 24/10/2012

O endividamento das Famílias Catarinenses

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O endividamento das Famílias Catarinenses

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Oferta de crédito, juros mais baixos, portabilidade para os contratos de financiamento e uma certa dose de responsabilidade, o catarinense está conseguindo pagar as contas e reduzir o dinheiro que precisa separar, todos os meses,  para pagar dívidas. Segundo a Fecomércio/SC (Federação do Comércio), no final de 2011 cerca de 92% das famílias de Santa Catarina tinham algum tipo de dívida, como parcelas do cartão de crédito ou financiamento de carro e casa, por  exemplo.
Um levantamento realizado no final de setembro mostra que o consumidor está priorizando o pagamento e não a realização de novos débitos. Tanto que o número de famílias endividadas caiu para 83% – cerca de 10 pontos percentuais. “As famílias notaram que estavam endividadas e resolveram mudar o comportamento, mesmo com taxas de juros mais baixas oferecidas pelos bancos. Isso mostra a nova consciência dos catarinenses”, afirma Maurício Mulinari, economista da Fecomércio.
A melhora na conscientização é inegável, mas para Jailon Giacomelli, planejador financeiro CFP®, da consultoria Par Mais, os catarinenses ainda estão longe de terem maturidade quando a questão é tomar crédito na praça. Segundo ele, a redução  nas dívidas ocorreu principalmente porque a população se viu com muitas parcelas a pagar e teve receio de não dar conta de tudo. “Foi uma reação ao endividamento recorde, mas a maioria das pessoas continua só planejando os gastos depois que a dívida acumula. O correto seria planejar antes, para gastar depois. Ainda precisamos amadurecer mais nesse sentido”, opina.

Novo momento afetou vendas no comércio

O efeito colateral dessa precaução dos consumidores é o crescimento mais lento das vendas no varejo. No primeiro semestre, o comércio andou com o freio de mão puxado, o que colaborou para o desempenho fraco da economia até aqui. Agora, com as dívidas quitadas e uma limpeza geral nos débitos dos clientes, a expectativa é que o comércio volte a ficar aquecido. O aumento das vendas já foi percebido pelo setor. “Nos primeiros meses do segundo semestre notou-se um aumento das vendas, que deve se estender até o Natal. A diferença é que agora as famílias tendem a ser mais responsáveis e evitar grandes endividamentos nessa nova onda de consumo”, diz Maurício Mulinari, da Fecomércio.
Outro ponto positivo é a estabilização da inadimplência. No ano passado, o índice cresceu todos os meses e assustou os especialistas, que chegaram a prever uma bolha na economia. Agora, a inadimplência perdeu fôlego e se mantém estável.

O efeito positivo das compras a prazo

Com o aumento do poder de compra do consumidor e as condições de pagamento atrativas, tanto nos bancos quanto no comércio, é muito difícil que uma família nos tempos atuais não tenha dividas de nenhuma natureza, principalmente com a compra de veículos e imóveis. Esse cenário, no entanto, não é necessariamente assombroso. Segundo Maurício Mulinari, economista da Fecomércio, é preciso ressaltar que nem toda a dívida é ruim e, em muitos casos, é a dívida que ajuda a manter a economia nos eixos. Graças às possibilidades de parcelamento, a população tem acesso aos bens de consumo, que ativam o varejo e geram emprego na indústria. Foi esse ciclo de consumo doméstico que manteve o Brasil mais protegido da crise financeira internacional, que vem desde 2008. “Não podemos encarar todas as dívidas de maneira pejorativa. A prestação ajuda as pessoas a comprarem casa, carro e até financiarem a educação. É importante para o país”, opina o economista.
O grande desafio, porém, é manter as taxas de endividamento a níveis saudáveis e conscientizar a população a manter a prestação dentro do orçamento familiar. De acordo com Jailon Giacomelli, da Par Mais, é preciso esclarecer as pessoas sobre o que é uma dívida boa e o que é uma dívida ruim. “A dívida boa é aquela que permite a uma família ter um bem importante, que não teria se não fosse o crédito. É o caso de financiar uma casa própria, em vez de ficar pagando aluguel”, exemplifica Giacomelli.

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O endividamento das Famílias Catarinenses por Daniel Cardoso com Jailon Giacomelli – 24.10.2012

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