Economia Brasileira: será que teremos que torcer?

  • 23/09/2013
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Economia Brasileira: será que teremos que torcer?

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Estamos vivendo um momento ímpar no Brasil. Vínhamos de uma fase de crescimento acelerado, mudanças estruturais, acesso da população a bens de consumo, convergência de classes sociais e diminuição das classes mais baixas. De repente, tudo parece ter mudado, a inflação volta a bater a nossa porta, estagnação do crescimento econômico, fuga de investidores, câmbio e juros disparando, etc. Afinal de contas, o Brasil ainda tem chance?

Na última semana o Consultor de Investimentos da Par Mais, Alexandre Amorim – CGA, juntamente com ex-atleta e investidor Sávio Bortolini e Fernando Ganme, sócio da Capital Fundos, visitaram diversos gestores em São Paulo para tentar entender e tirar conclusões sobre o cenário econômico atual. Na agenda estavam JP Morgan, Kondor, Brasil Capital, BTG Pactual, Pátria Investimentos, Credit Suisse Hedging-Griffo, Brasil Plural e Indie Capital.

Entre eles, o sentimento geral é de que o Brasil não é mais o país de destaque que víamos há bem pouco tempo atrás. Mesmo os mais otimistas expressam sua opinião sabendo que são exceção. O que notamos é que, normalmente, no time dos otimistas encontram-se principalmente os economistas e entre os pessimistas, os investidores e gestores de recursos. Mas isso tem uma explicação, enquanto economistas observam um horizonte de tempo bem mais longo, onde realmente o Brasil é hoje um país melhor do que era a anos atrás, os gestores e investidores observam um cenário mais curto, com sérios problemas econômicos, um horizonte complicado pela frente e com poucas chances de solução.

Realmente, o ambiente da economia brasileira é difícil. O país continua com crescimento pífio, o governo continua gastando muito mais e investindo muito menos do que devia, como se não bastasse, continua tomando medidas heterodoxas, intervencionistas e tardias. A inflação se tornou tão cotidiana que analistas já confundem o topo da meta (6,5% ao ano) com a própria meta (4,5% ao ano). Como afirma Marc Kattan, da Kondor Investimentos, “com o corte/congelamento de preços (tarifas de transporte, energia e combustíveis, etc.) o governo conseguiu manter a inflação dentro da banda, mas criou uma inflação ‘represada’, que vai dar suas caras quando estes aumentos forem inevitáveis”. Essa escalada da inflação pode e deve pressionar fortemente os juros (SELIC) e, depois de tantas intervenções, o governo tem pouquíssima margem de manobra para tomar medidas realmente eficientes.

Por outro lado, alguns economistas acreditam que o Brasil não está tão mal assim. Apesar de todos os problemas decorrentes dos erros na condução da politica econômica (isso é unanimidade!), estamos passando apenas por um momento de readaptação, normal em qualquer processo de crescimento.

Realmente a renda per capta da população tem aumentado consideravelmente, assim como o IDH (índice de desenvolvimento humano). Conforme citado por Luís Carlos Lopes, da Pátria Investimentos, “o Brasil é uma economia muito grande, com alto grau de urbanização, população com idade media boa, que continua se expandindo e com muito a se expandir com classes sociais cada vez mais consumidoras”. Ainda segundo Lopes, houve pessimismo exagerado do mercado, o que abrem oportunidades de negócio.

João Scandiuzzi do BTG Pactual cita ainda os sinais de melhora na economia mundial, especialmente nos países da ‘periferia’ da Europa e os EUA. Em relação ao Brasil, Scandiuzzi cita que os patamares atuais do câmbio são vantajosos para a economia brasileira como um todo, especialmente para diminuir a pressão na inflação. Além disso, acredita que o Banco Central deve começar a construir argumentos para interromper a alta de juros, trabalhando com um cenário de política fiscal neutra e não mais expansionista.

O fato é que o Brasil já está sim em um patamar econômico diferente, mas com uma aguda crise motivada pela condução da política econômica e fiscal. Solução existe, mas o remédio é amargo! Representaria aperto fiscal, com a diminuição dos gastos do governo, aperto econômico para a população, que teria menos acesso ao consumo e aumento do desemprego, entre outras coisas. Economicamente, perderíamos um ou dois anos, mas voltaríamos a crescer com a casa em ordem, tal qual vem fazendo os EUA. Mas, se estas medidas não foram adotadas antes, provavelmente não serão agora, faltando um ano para as eleições!

E o futuro? Como costuma-se dizer no mercado quando não se encontra mais solução com dados técnicos: “está valendo até torcida!!”.

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Economia Brasileira: será que teremos que torcer? por Equipe Par Mais – 23.09.2013

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