Conversa com a Gestora: Hogan – decisões baseadas em pesquisas

  • 09/09/2021
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Escolher ativos para investir não é uma tarefa simples. Afinal de contas, são inúmeras as variáveis envolvidas na escolha de uma boa aplicação. Assim, o mercado conta com diversas gestoras de mercado que fazem esse trabalho pelos clientes de modo a oferecer a melhor seleção possível. Porém, como funciona o processo de escolha desses produtos?

Nesta edição da Conversa com a Gestora – publicação da ParMais voltada para que o público conheça melhor as principais casas de investimento do mercado – falamos com Mohamed Mourabet, membro do comitê executivo e diretor de investimentos – CIO, da Hogan Investimentos, justamente para entender melhor o processo de investimentos.

Processo diferenciado

“Nossa questão de processo é uma metodologia. O produto que caracteriza nossa empresa é um workflow de pesquisa, que nos permite sermos mais eficientes e termos a inteligência a identificar os erros, os tratos a serem feitos, processo consolidado, cristalizado em linhas de código para que sejamos mais assertivos”, pontua o executivo.

“Conseguimos entrar na nossa plataforma e acompanhar nossas pesquisas diariamente. Aqui, nós não acreditamos em comitês para tomar decisões, uma vez que em reuniões como essa, quem fala mais alto acaba se destacando mais e não necessariamente quem tem as melhores propostas. Nosso processo garante repetição e a repetição garante consistência”, continua Mohamed.

Estratégias

Sobre o horizonte de investimentos, o especialista conta que quem está nesse jogo precisa olhar para o longo prazo, especialmente décadas. “A partir de 2014, decidimos abrir nossos horizontes e parar de investir só no Brasil, fizemos isso até mesmo estimulados ao ver o movimento de empresas brasileiras abrindo capital nos EUA”, conta.

“Naturalmente, nosso universo se ampliou e a gente não ficou tão dependente mais de identificar ineficiências de mercado somente no Brasil, investimos nas Américas, uma perna mais global e menos voltada pro nicho brasileiro”, prossegue.

Outro ponto que é central na estratégia da Hogan é a capacidade de gestão dos seus fundos. “Se me derem um valor muito maior na mão para gerir, eu vou conseguir gerir, mas isso não garante a qualidade do nosso alpha (retorno estimado aos clientes versus benchmarks de mercado). Assim, temos um comprometimento muito alto em não aumentar nossa capacity e acabar desvirtuando a estratégia do fundo”, pontua.

Cenário

Já a respeito do cenário macroeconômico atual, o economista conta que, no exterior, o momento é desafiador. “Na China, acontece atualmente uma sinalização de que o tipo de crescimento que está sendo entregue é menor do que o esperado, enquanto muitas empresas locais apresentam um nível de alavancagem elevado”, relata Mohamed.

Já no Brasil, a Hogan acredita que o risco eleitoral atual já está embutido nas curvas atuais de juros DI, enquanto que no caso da inflação, já estamos no pico atual e não é esperado um crescimento robusto para 2022. Para a bolsa brasileira, a gestora enxerga um potencial de alta interessante, de cerca de 30% em 12 meses.

Quer conhecer mais das principais gestoras do mercado brasileiro? Tenha acesso a nossa série completa do “Conversa com a Gestora” preenchendo o formulário

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