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A relação pessoal entre cliente e o gerente do banco pressupõe confiança. Quando é preciso sugestão para a carteira de investimento ou a contratação de um financiamento para a aquisição de um bem, por exemplo, buscamos a orientação do nosso gerente.

Mas será que as recomendações dadas por ele são realmente as melhores? Essas orientações são as mais adequadas para o perfil e necessidade de quem está contratando o produto ou serviço?

Temos que levar em consideração que o gerente trabalha para o banco, a instituição visa lucro e a forma para alcança-lo é atribuindo metas aos seus funcionários. Essas metas são traçadas da seguinte forma: a instituição tem dois produtos similares, por exemplo, e o produto “A” traz um retorno maior para o banco (mas não necessariamente seja a melhor opção ao cliente) do que “B”, assim a meta do produto “A” é maior. Outra forma de incentivar a oferta e venda de determinados produtos é realizar campanhas com direito a bonificações para quem comercializar mais determinado produto.

 

Veja aqui um exemplo prático do conflito de interesse das instituições financeiras:

Vamos a um exemplo prático: você recebe uma herança no valor de R$ 200.000 e atualmente não possui nenhuma aplicação. Ao solicitar uma recomendação ao seu gerente você informa que possivelmente usará o valor para a compra de um imóvel no prazo de até dois anos, então quer investir onde você tenha uma boa rentabilidade, não corra risco e possa efetuar o resgate nesse prazo. O gerente tem uma meta alta para captação em previdência privada e com esse aporte atingirá o objetivo do mês. Ele então sugere a aplicação de todo o valor em um fundo de previdência que vem com um bom histórico de rentabilidade e possui a carência de resgate de apenas 90 dias. Ele também informa que não há liquidez diária, mas como a compra de um imóvel é planejada com antecedência é só você solicitar o resgate e o valor entrará em até cinco dias úteis em sua conta. Você segue a recomendação e sai da agência pensando em ter feito um ótimo negócio e feliz com a atenção e explicação recebida.

 

Mas será que essa seria a melhor opção para esse caso ou fica claro o conflitos de interesse das instituições financeiras?

Vamos analisar a recomendação dada:  primeiro temos que pensar que não tendo nenhum outro recurso investido, uma parte desse valor deveria ser aplicado com liquidez diária, que é a chamada reserva de segurança. Vamos imaginar que você tenha um imprevisto que pode ser profissional, de saúde etc. Você precisa do dinheiro, tem esse valor porém precisa aguardar cinco dias úteis para utilizá-lo. Dessa forma a única solução seria recorrer ao limite de cheque especial ou empréstimo, pagando de juros, IOF e tarifa nesses poucos dias que seriam maior que a rentabilidade do mês todo do investimento.

Para o objetivo de reserva de segurança temos opções com as características citadas acima e com boa rentabilidade, como o Tesouro Selic (chamado antigamente de LFT). É um título público que garante de rentabilidade 100% da Selic. Outra opção seriam CDB’s de bancos médios. As taxas encontradas nos bancos maiores estão hoje de 84% a 100% CDI, já com outras instituições pode chegar a 115% CDI, e contamos com o Fundo Garantidor de Crédito para aplicações de até R$ 250.000, dando ao investidor a tranquilidade para diversificar e buscar melhores rentabilidades. Também encontramos LCI/LCA (Letra de Crédito Imobiliário e Agronegócio) com taxas de 95% CDI e esse tipo de investimento não há Imposto de Renda.

Segundo ponto, é preciso analisar a aplicação como um todo, não apenas a rentabilidade. A previdência possui uma cobrança de IR diferente de um Fundos de Investimento Renda Fixa ou CDB, por exemplo. A tributação no resgate nesse prazo para a previdência é de 30% a 35%, já em outros investimentos é de 15% a 22,5%, e ainda é necessário calcular a taxa de carregamento, muito comum nesse tipo de produto.

Considerando que o fundo de previdência esteja com a mesma rentabilidade de um Fundo de Investimento Renda Fixa (em torno de 14% a.a.), que o valor seja resgatado no prazo de 24 meses e a previdência tenha uma taxa de carregamento na entrada de 2%. Na previdência você resgatará o valor liquido em torno de R$ 230.000 e se optasse por um Fundo de Investimento você teria o valor aproximado de R$ 240.000, os dois já descontado o Imposto de Renda.

Nesse exemplo percebemos que a recomendação dada atingi as expectativas do cliente, porém teriam opções melhores. É sempre importante buscar a opinião de profissionais que tenham um bom conhecimento no mercado financeiro e nos produtos disponíveis, mas que principalmente sejam neutros na tomada de decisão, que consigam entender a situação como um todo e indiquem o que realmente seja a melhor opção disponível ao cliente.

Agora que você já viu que existe sim muitos conflitos de interessas das instituições financeiras, empodere-se financeiramente mais ainda e leia também nossa série de artigos sobre fundos de investimento! Boa Leitura!

 

Como funcionam os fundos de investimentos?

Erros mais comuns de se investir em fundos.

O que são fundos de investimentos?

As novas regras para os fundos de investimentos

Conheça os fundos de investimento 

Bate-papo com Fernando Ganme da Capital Fundos

 

Par Mais – 03.02.2016

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